Som Nosso de Cada Dia

Posted in Produto Nacional, Programas with tags on 14/11/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a uma das lendas do rock nacional, que sofreu uma grande perda no triste final de 2019…

Estamos nos referindo ao grande Som Nosso de Cada Dia, que já trouxemos muitas vezes no programa e vamos trazer novamente para lembrar seu genial baixista, Pedro Baldanza, o Pedrão… que deixou o nosso estilhaçado plano da realidade em Belo Horizonte, no dia 28 de outubro, com apenas 66 anos.

Pedrão Baldanza integrou vários grupos e emprestou seu talento a grandes estrelas da música brasileira, de Elis Regina e Gal Costa, a Sá & Guarabyra e Raul Seixas, entre muitos outros… mas vamos celebrar o seu legado com o inimitável Som Nosso de Cada Dia, que surgiu no começo dos anos 70, em torno do próprio Pedrão e também de Manito (ex-Incríveis) e Pedrinho Batera.

Para o programa de hoje, selecionamos faixas do álbum “A Procura da Essência”, um duplo ao vivo lançado apenas em 2006 e reunindo material gravado entre 75 e 76 e incluindo segmentos da suíte “Amazônia”, um trabalho lendário que nunca havia tido um registro oficial.

Vocês ouviram “Intro: Sinal da Paranóia”, “Blues da Gaita” e “Bote Salva Vidas” com o Som Nosso de Cada Dia.

A gente volta já.

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Vamos continuar celebrando o Som Nosso de Cada Dia, que tem novamente reunida a sua formação original… mas em um outro plano do Multiverso, muito distante da noss cada vez mais melancólica realidade…

O Som Nosso sempre esteve fora de fase em relação ao nosso campo temporal… depois de lançarem a obra prima “Snegs” em 74, o grupo sofreu o impacto da saída de Manito, que foi substituir Arnaldo Baptista nos Mutantes… e o álbum “Som Nosso” de 76, que ficou conhecido como “Sabado/Domingo”, foi lançado com um lado funk, por insistência da gravadora que queria “atualizar” o som do grupo para ficar em sintonia com o sucesso das discotecas…

Depois da inevitável separação, eles se mantiveram carreiras bem sucedidas tocando com outros músicos, mas um retorno com o Som Nosso teve que esperar os anos 90, quando o trio original se reuniu para gravar a faixa “O Guarani” para o lançamento em CD do álbum “Snegs”… realizaram shows que renderiam o álbum “Live 94”… mas Pedrinho Batera não iria permanecer mais muito tempo no nosso plano, ele partiria em 95…

A volta em 2004 veio na esteira do lançamento do duplo “A Procura da Essência”, e chegou a rolar a promessa de um novo álbum de estúdio, mas o projeto não vingou… voltariam a se apresentar a partir de 2008, mas em 2011 seria a vez de Manito atravessar a barreira do hiperespaço e Pedrão seguiria sozinho, se apresentando com uma nova formação… agora ele também não está mais entre nós… vamos fechar com mais um pouco do registro das apresentações do Som Nosso de Cada Dia entre 75 e 76… um material recuperado de gravações caseiras que são as únicas testemunhas da força ao vivo do auge do grupo.

Vocês ouviram o Som Nosso de Cada Dia com “Tinta Fresca Fosca”, “Água Limpa” e “Rajada Runaway”…

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição e remasterização de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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SOM NOSSO DE CADA DIA

BG – NEBLINA

1. INTRO SINAL DA PARANÓIA – 10:50

2. BLUES DA GAITA – 3:17

3. BOTE SALVA VIDAS – 12:23

BG – FRAGMENTAÇÕES

TOTAL – 25:40

SOM NOSSO DE CADA DIA

BG – BLUES DO VERDI

4. TINTA FRESCA FOSCA – 6:01

5. AGUA LIMPA – 7:35

6. RAJADA RUNAWAY – 10:51

BG – SONHAS PAULINHO

TOTAL: 24:26

TOTAL GERAL – 50:06

Ouça o Art Rock com Som Nosso de Cada Dia foi ao ar no dia 09/11/2019, clicando aqui.

Omnia

Posted in Programas with tags on 11/11/2019 by Art Rock

“Boa noite, no programa de hoje vamos manter o clima de Halloween trazendo o genial grupo neo-pagão holandês Omnia…

Formado como um projeto de recriação visual e musical do paganismo celta, o Omnia evoluiu para abranger outras culturas pré-cristãs, englobando muitas tradições mitológicas e inclui um aparato instrumental que vai das flautas, harpas e pianos até os bodhráns, tablas e didgeridoos, em uma alquimia sonora entremeada de letras em inglês, francês, gaélico, bretão, alemão, latim e até hindi…

O Omnia teve várias formações, sempre em torno do seu criador, o multi-instrumentista holandês Steve “Sic” Evans-van der Harten… um verdadeiro andarilho, que aprendeu sozinho a tocar inúmeros instrumentos… e ele converteu seu repúdio à sociedade em uma devoção pela natureza… nos anos 90 ele ajudou a fundar a “Chaos in Motion”… e foi nessa época que ele começou a compor e se apresentar em performances neo-pagãs nos festivais de folk music e gothic metal…


Em 96 tudo isso se cristalizou no Omnia, e em 99 eles gravariam o álbum “Sine Missione”, que sairia no ano 2000, mas que era mais um CD promocional de divulgação histórica da música da era galo-romana… outros trabalhos viriam e, em 2004, saía “Crone of War”, seguido em 2006 por “PaganFolk” e “Alive!” em 2007… vamos conferir um pouco dessa fase do grupo.

Vocês ouviram “Morrigan”, “Tine Bealtaine”, “Lughnasadh”, “Wytches Brew” e “The Elven Lover” com o Omnia.

A gente volta já.

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E vamos continuar celebrando o dia das bruxas, quando as divindades élficas e as entidades da natureza voltam a ecoar com força neste nosso mundo devastado pelas promessas infrutíferas do progresso regido apenas pela ganância e estupidez.

Steve Sic e a sua mulher, Jenny Evans-van der Harten, continuariam como únicos membros permanentes do Omnia… mas as mudanças de formação não comprometeram a proposta musical e tampouco o ritmo dos lançamentos de álbuns e tours, com apresentações concorridas e shows onde a música ganha o impacto adicional de uma estética tribal sem compromissos com as tendências mercadológicas.

O seu esforço para se manter como um grupo independente os levou a criarem a sua própria empresa, o selo PaganScum… e também foi responsável por uma briga com a Universal, por romperem o contrato depois de um único álbum gravado, devido à recusa em se submeter aos ditames de marketing da companhia…

Felizmente, apesar da briga com um gigante da indústria musical, o Omnia conseguiu sobreviver… e para a segunda parte deste especial de Halloween vamos conferir faixas dos álbuns “Music & Poëtree” de 2011, “Earth Warrior” de 2014, “Prayer” de 2016… o álbum “Reflections” de 2018 e mais um pouco da ampla discografia do grupo ficam para o próximo Halloween…

Vocês ouviram o Omnia com “Fee Ra Huri”, “I Don’t Speak Human”, “Cernunnos”, “Lament for a Blackbird”, “Harp of Death” e “Freya”…

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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OMNIA

BG – AN DRO

1. MORRIGAN – 7:04

2. TINE BEALTAINE – 3:42

3. LUGHNASADH – 6:21

4. WYTCHES BREW – 4:09

5. THE ELVEN LOVER – 4:24

BG – ETREZOMP-NI KELTED

TOTAL – 25:40

OMNIA

BG – TRICELTIKA

6. FEE RA HURI – 3:48

7. I DON’T SPEAK HUMAN – 4:37

8. CERNUNNOS – 4:16

9. LAMENT FOR A BLACKBIRD – 2:41

10. HARP OF DEATH – 6:37

11. FREYA – 3:02

BG – MONGOL

TOTAL: 25:01

TOTAL GERAL – 50:41

Ouça o Art Rock com Omnia foi ao ar no dia 02/11/2019, clicando aqui.

Cream & Ginger Baker’s Air Force

Posted in Programas with tags , on 01/11/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje vamos prestar homenagem ao coração pulsante do extraordinário Cream, que deixou de bater nesse nosso desolado plano da realidade no dia 06 de outubro de 2019…

Estamos nos referindo ao grande Ginger Baker um dos maiores bateristas da história do rock, que se uniu ao coro dos ausentes aos 80 anos de idade, depois de uma carreira que englobou muitos estilos, do blues ao jazz rock e à psicodelia, tendo sido um dos formadores da linguagem moderna da bateria no rock em todas as suas formas.

Como seus colegas Eric Clapton e Jack Bruce, Ginger Baker já era um veterano de muitas bandas quando surgiu a ideia de trabalharem juntos naquele que muitos consideram o primeiro dos supergrupos… e o Cream realmente alcançou e até superou as expectativas de público e crítica, pois redefiniram os limites da integração entre blues, jazz e rock em uma época em que a efervescência cultural e política começava a ser espelhada no mundo até então ingênuo da música pop.

Claro que não é preciso entrar em detalhes sobre os álbuns geniais da curta, mas seminal, carreira do Cream… em vez disso, vamos trazer dois momentos distintos… o primeiro e o último álbum do grupo, “Fresh Cream” de 66 e “Goodbye Cream” de 69, capturando um pouco da evolução da sua proposta musical, matriz que foi de tanta coisa que só muito mais tarde ganharia nome em sons que ressoariam na década seguinte…

Com o Cream vocês ouviram “I Feel Free”, “N.S.U.”, “Sweet Wine”, “Toad”, “Sitting on Top of the World”, “Badge” e “What a Bringdown”.

A gente volta já.

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Nesta segunda parte vamos trazer outra demonstração do talento de Ginger Baker… seu projeto solo de 1970, a Ginger Baker’s Air Force.

Com o fim do Cream em 69, Eric Clapton e Ginger Baker seguiram trabalhando juntos e formaram outro supergrupo, o genial Blind Faith… mas ele também teria vida curta, desta vez menos de um ano… rendendo apenas um álbum antes de outro final prematuro… mas, pelo menos ele renderia o contato mais direto com os outros dois integrantes, Steve Winwood (ex-Traffic) e Ric Grech (ex-Family).

E com isso surgiria ainda em 69 a Ginger Baker’s Air Force, que além de Winwood no órgão e vocal e Grech no violino e baixo, ainda contaria em seu primeiro trabalho com Graham Bond, Chris Wood e Harold McNair nos saxofones, Remi Kabaka e Phil Seamen na bateria e percussão, Denny Laine na guitarra e Jeanette Jacobs nos vocais… um grupo de peso para uma explorar as possibilidades do jazz-rock e fusion…

O álbum “Ginger Baker’s Air Force” sairia em 1970 e mostraria toda a força do grupo na apresentação no Royal Albert Hall… e ainda em 70 sairia um registro de estúdio com uma formação diferente… mas claro, ele seria o último trabalho… só em 2015 Ginger Baker anunciaria uma nova versão da Ginger Baker’s Air Force, mas eles realizariam um único show, pois o velho mestre da batera já estava com sérios problemas cardíacos… vamos conferir mais um pouco da sua força, nos velhos tempos…

Vocês ouviram “Da Da Mane”, “Man of Constant Sorrow” e “Do What You Like” com a Ginger Baker’s Air Force.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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CREAM

BG – ROLLIN’AND TUMBLIN’

1. I FEEL FREE – 2:55

2. N.S.U. – 2:44

3. SWEET WINE – 3:19

4. TOAD – 5:11

5. SITTING ON TOP OF THE WORLD – 5:02

6. BADGE – 2:50

7. WHAT A BRINGDOWN – 4:00

BG – I’M SO GLAD

TOTAL – 26:01

GINGER BAKER’S AIRFORCE

BG – DON’T CARE

8. DA DA MAN  – 7:15

9. MAN OF CONSTANT SORROW – 3:59

10. DO WHAT YOU LIKE – 11:47

BG – EARLY IN THE MORNING

TOTAL: 23:00

TOTAL GERAL – 49:01

Ouça o Art Rock com Cream & Airforce foi ao ar no dia 26/10/2019, clicando aqui.

John Hackett

Posted in Programas with tags on 01/11/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje vamos atender uma sugestão do nosso amigo e proghead profissional Frank Schmyz, trazendo um pouco da carreira de um flautista, guitarrista e tecladista que sempre viveu meio à sombra do irmão mais velho…

Estamos nos referindo a John Hackett, irmão caçula do grande guitarrista do Genesis… e que, apesar de ser mais jovem, tem na verdade uma longa carreira, que começou participando junto do irmão do projeto Quiet World, que lançou um único álbum, em 1970…

Steve Hackett deixaria o Quiet World para integrar o Genesis e John continuaria a tocar com o irmão em seus álbuns solo e também a colaborar nos álbuns de Anthony Phillips, antes de integrar o trio de ambient music Symbiosis… além disso, ele também começaria a sua própria carreira solo, em que mesclou trabalhos de inspiração clássica com outros mais voltados para o progressivo.

 

E para esse programa vamos deixar de lado as participações em trabalhos alheios e nos concentrar justamente nos seus registros solo… começando com o álbum “Checking Out of London” de 2005, em que John Hackett contou com a parceria do irmão Steve, dos vocais de Tony Patterson e também da bateria e teclados de Nick Magnus…

Com John Hackett vocês ouviram “Late Trains”, “Ego & Id”, “Headlights”, “Winter”, “More” e “Checking out of London”.

A gente volta já.

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E agora vamos trazer um pouco do período mais recente da carreira solo de John Hackett, que nunca deixou de participar dos discos do seu prolífico irmão mais velho…

Em 2009 John formou outra parceria temporária, desta vez com o organista italiano Marco Lo Muscio, lançando “Playing the History” em que contou também com a costumeira presença do irmão e também do grande saxofonista David Jackson do Van der Graaf Generator…

O álbum foi muito bem recebido, e essa parceria seria retomada anos mais tarde, com o álbum “On the Wings of the Wing” de 2019… mas, antes disso, John desenvolveria outro projeto, a John Hackett Band, que produziria o excelente “We are not Alone” de 2017… e a formação do grupo contava com a guitarra de Nick Fletcher, o baixo de Jeremy Richardson, a bateria de Duncan Parsons… e, é claro, a participação de Steve Hackett… mas desta vez, na harmônica.

Como os irmãos continuam sempre tocando juntos, claro que John não poderia deixar de estar no álbum “At the Edge of Light”, que Steve lançou em 2019, mas ele fica para outro Art Rock… vamos fechar com faixas extraídas de “Another Life” de 2015 e também do solitário lançamento de 2017 da John Hackett Band…

Vocês ouviram “Another Life”, “Look Up”, “Satelite”, “Jericho” e “Winds of Change” com John Hackett.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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JOHN HACKETT

BG – DREAMTOWN

1. LATE TRAINS – 4:45

2. EGO & ID – 4:02

3. HEADLIGHTS – 4:08

4. WINTER – 3:57

5. MORE – 5:51

6. CHECKING OUT OF LONDON – 2:40

BG – FANTASY

TOTAL – 25:22

JOHN HACKETT

BG – ANOTHER DAY, ANOTHER NIGHT

7. ANOTHER LIFE – 4:02

8. LOOK UP – 3:45

9. SATELITE – 3:32

10. JERICHO – 4:36

11. WINDS OF CHANGE – 8:36

BG – LIFE IN REVERSE

TOTAL: 24:31

TOTAL GERAL – 49:53

Ouça o Art Rock com John Hackett foi ao ar no dia 19/10/2019, clicando aqui.

King Crimson

Posted in Programas with tags on 18/10/2019 by Art Rock

Boa noite, hoje teremos um programa com um dos pilares do rock progressivo… um gigante que esteve no Brasil em 2019…

Estamos nos referindo ao grande King Crimson… um dos fundadores da linguagem progressiva… que continua entre nós e ainda sob a liderança do guitarrista Robert Fripp, sempre reunindo formações diferentes, em que músicos entram e saem, mas permanece viva uma identidade única que nunca fez concessões à efêmera promessa do sucesso fácil, preferindo manter sua integridade musical.

Para um fã de rock progressivo, o King Crimson é uma presença constante, que se estende pelas décadas desde o seu surgimento no final dos anos 60… um grupo que sempre se reinventa e volta a impressionar com trabalhos e performances brilhantes em qualquer de suas muitas encarnações… mesmo que sua fama nunca tenha sido resultado do volume de vendas de seus álbuns.

E esse até é um dos motivos pela surpresa do anúncio de sua vinda para o Rock in Rio de 2019… mas essa presença improvável abrilhantou o Palco Sunset, em uma apresentação de uma hora no dia 6 de outubro, bem menor do que os seus shows costumeiros, mas como sempre sem ceder em seus princípios… no entanto, como ainda não conseguimos um bootleg desse show único, vamos trazer faixas de um dos melhores álbuns ao vivo com a formação atual do grupo… “Live in Vienna” de 2017.

Com o King Crimson vocês ouviram “Pictures of a City”, “The Court of the Crimson King”, “Sailor’s Tale” e “Peace”.

A gente volta já.

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E nós vamos continuar homenageando a visita da realeza progressiva do King Crimson, que faria uma outra apresentação antológica no Brasil em 2019… no Espaço das Américas, em São Paulo, na sexta feira, dia 4 de outubro.

Ao contrário de quem deixou para ver somente o show no Rock in Rio dois dias depois, o publico da apresentação em São Paulo pôde apreciar um show completo do King Crimson, com mais de duas horas de duração e dividido em duas partes, com vinte minutos de pausa entre os sets… esse foi o primeiro show do grupo no Brasil, depois de 50 anos de carreira, e a resposta do público foi à altura dessa longa espera.

Como Bill Rieflin não pôde participar como tecladista da tour comemorativa dos 50 anos do grupo, a formação deixou de ser o “Duplo Quarteto” para retomar o formato que ficou conhecido como a “Besta de 7 Cabeças”, contando, além de Robert Fripp, com o sax de Mel Collins, o baixo de Tony Levin, a guitarra e vocal de Michael “Jakko” Jakszyk, e o trio de bateristas: Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacey.

Essa versão do grupo surgiu em 2013, a partir do projeto Jakszyk Fripp Collins, que chegou a lançar em 2011 o álbum “A Scarcity of Miracles”… na época, Fripp tinha até anunciado que estava se aposentando, mas depois declarou que não tinha dado certo, pois andava muito feliz e isso o incomodava… desde o retorno com essa formação estendida, o King Crimson vem registrando com frequência suas performances, e vamos fechar trazendo mais um pouco do triplo ao vivo de 2017, “Live in Vienna”.

Vocês ouviram “Easy Money”, “Red”, “Meltdown” e “Heroes”, com o King Crimson.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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KING CRIMSON

BG – SUITABLE GROUNDS FOR THE BLUES

1. PICTURES OF A CITY – 8:37

2. THE COURT OF THE CRIMSON KING – 7:15

3. SAILOR’S TALE – 6:14

4. PEACE – 1:51

BG – RADICAL ACTION II

TOTAL – 23:57

KING CRIMSON

BG – EPITAPH

5. EASY MONEY – 10:04

6. RED – 6:38

7. MELTDOWN – 4:12

8. HEROES – 5:20

BG – STARLESS

TOTAL: 26:14

TOTAL GERAL – 50:11

Ouça o Art Rock com King Crimson foi ao ar no dia 12/10/2019, clicando aqui.

Yezda Urfa

Posted in Programas with tags on 11/10/2019 by Art Rock

Boa noite, no programa de hoje vamos atender ao pedido do nosso ouvinte Augusto da Veiga, que sugeriu um excelente grupo americano que infelizmente só lançou dois álbuns… o Yezda Urfa.

Apesar do nome, esse grupo foi formado em Chicago, nos Estados Unidos, por um grupo de garotos que ainda estavam no ensino médio em 73 quando resolveram se reunir, buscando um nome com inspiração do Oriente Médio, extraído da combinação de Yazd (no Irã) com Urfa (na Turquia)… e, adaptando, ficou Yezda Urfa.

Extremamente talentosos e inspirados pelo impacto do progressivo inglês, em especial de grupos como o Yes e o Gentle Giant, os garotos se dedicaram com afinco e, depois de mais de um ano de apresentações ocasionais e gravações caseiras, resolveram gravar um trabalho mais profissional, e o resultado foi o álbum “Boris”, uma demo com uma prensagem de apenas 300 cópias, que eles enviariam para várias gravadoras sem despertar nenhum interesse.

O ano era 1975 e os interesses da indústria cultural americana já haviam começado a transição para um som mais comercial… mas eles tentaram de novo, gravando em 76 o álbum “Sacred Baboon”, que também não seria lançado na época… eles continuaram por um tempo, mas se separaram de vez em 81… e só em 89 o trabalho do Yezda Urfa foi descoberto, por acaso… confiram um pouco do som que foi ignorado nos anos 70…

Vocês ouviram o Yezda Urfa com “Boris And His 3 Verses”, “Texas Armadillo”, “Give ‘Em Some Rawhide Chewies”, “To-Ta In The Moya” e “(My Doc Told Me I Had) Doggie Head”.

A gente volta já…

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Vamos continuar com o Yezda Urfa, um grupo que foi resgatado anos depois de sua separação, ganhando muitos fãs, mesmo não tendo voltado à atividade…

A história da redescoberta do Yezda Urfa começou em 89, quando uma cópia do velho disco demo deles, “Boris”, apareceu em uma loja de discos e foi ouvido por Peter Stoller, que ficou muito impressionado e apresentou o trabalho para Greg Walker, da Syn-Phonic Records… ele foi atrás do grupo e também recuperou o material do álbum “Sacred Baboon”, que havia ficado engavetado desde 76.

Mas, o renovado interesse pelo som do grupo não foi o suficiente para trazê-los de volta à ativa… todos já estavam envolvidos há muito tempo em outros trabalhos, e nem a renascença progressiva dos anos 90 foi capaz de despertá-los… em 2002 foi lançada uma edição expandida de “Boris” e, finalmente, depois de 10 anos de insistência, os membros do grupo aceitaram uma proposta para uma reunião no NEARfest de 2004.

 

Só o guitarrista Mark Tippins, o baixista Marc Miller e o baterista Brad Christoff participariam… o vocalista Rick Rodenbaugh e o tecladista Phil Kimbrough seriam substituídos por Ron Platt e Mike Barry… mas o resultado seria um único show em 10 de julho de 2004, que seria gravado e lançado em CD… e que vocês vão poder conferir a partir de agora aqui no Art Rock…

Vocês ouviram “3, Almost 4, 6, Yea”, “L.A.” e “The Basis of Dubenglazy While Dirk Does the Dance” com o Yezda Urfa.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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YEZDA URFA

BG – THREEE TONS OF FRESH THYROID GLANDS

1. BORIS AND HIS 3 VERSES – 2:51

2. TEXAS ARMADILLO – 1:54

3. GIVE ‘EM SOME RAWHIDE CHEWIES – 3:53

4. TO-TA IN THE MOYA – 10:17

5. (MY DOC TOLD ME I HAD) DOGGIE HEAD – 5:05

BG – FLOW GUIDES AREN’T MY BAG

TOTAL – 23:41

YEZDA URFA

BG – GIVE ‘EM SOME RAWHIDE CHEWIES

6. 3, ALMOST 4, 6, YEA – 11:28

7. L.A. – 4:11

8. THE BASIS OF DUBENGLAZY WHILE DIRK DOES THE DANCE – 11:05

BG – TO-TA IN THE MOYA

TOTAL: 26:44

TOTAL GERAL – 50:25

Ouça o Art Rock com Yezda Urfa foi ao ar no dia 05/10/2019, clicando aqui.

Grateful Dead

Posted in Programas with tags on 11/10/2019 by Art Rock

Boa noite, hoje teremos um programa dedicado ao grande poeta do Grateful Dead, Robert Hunter, que mergulhou no vórtice entre as múltiplas realidades, alcançando finalmente o mundo que antes só tocara com sua prodigiosa imaginação.

Já trouxemos o Grateful Dead muitas vezes no programa… mas sempre é bom registrar que eles eram mais do que um grupo de rock… eles foram um fenômeno em muitas mídias, que deu materialidade aos conceitos e práticas do movimento de contracultura dos anos 60, estendendo-o pelas décadas seguintes.

E Robert Hunter foi o letrista de muitas das faixas clássicas do Dead, colaborando com o amigo Jerry Garcia e ajudando a construir a poética do grupo, que era grandemente responsável pelo lirismo viajante mesmo de álbuns acústicos como “Working Man’s Dead” e “American Beauty”, onde o folk rock tomava o lugar do experimentalismo psicodélico.

Hunter seguiria colaborando com o grupo conforme a sua popularidade ia criando o universo paralelo formado por sua legião de fãs, os famosos dead heads… e nessa primeira parte vamos trazer composições suas, extraídas dos álbuns “Aoxomoxoa” de 69 e “American Beauty” de 70.

Vocês ouviram o grande Grateful Dead com “St. Stephen”, “China Cat Sunflower”, “Dark Star”, “Box of Rain”, “Ripple” e “Truckin’”.

A gente volta já

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E nós vamos continuar lembrando o genial Robert Hunter, que deixou a nossa realidade muito menos interessante ao atravessar a barreira do hiperespaço no melancólico setembro de 2019.

Em 95, os membros sobreviventes do Grateful Dead decidiram de comum acordo pela separação, pois não fazia sentido levar o grupo adiante depois da partida prematura de Jerry Garcia… eles seguiram em frente com trabalhos solo e também com reuniões em que usaram os nomes The Other Ones, The Dead e Furthur… e Robert Hunter também continuou em atividade.

Ele colaboraria como letrista em trabalhos de Elvis Costello, Bruce Hornsby, Bob Dylan e também com os New Raiders of the Purple Sage e muitos outros… ele também publicou livros de poemas e levou em frente a sua própria carreira solo, que havia começado em 74 com o álbum “Tales of the Great Rum Runners”.

Depois do álbum “Carolina Moonrise”, em colaboração com Jim Lauderdale, ele fez uma tour para pagar as contas médicas devidas a um problema de abcesso na coluna… mas ele continuou firme, recebendo o reconhecimento da mídia principalmente pela sua obra em colaboração com Jerry Garcia… e é mais um pouco dessa parceria lendária que nós vamos trazer nesta segunda parte, agora com faixas dos álbuns “Blues for Alah” de 75 e “Terrapin Station” de 77.

Vocês ouviram “Help on the Way / Slipknot” e a suite “Terrapin Station Part I” com o Grateful Dead.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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GRATEFUL DEAD

BG – BERTHA

1. ST. STEVEN – 4:26

2. CHINA CAT SUNFLOWER – 3:40

3. DARK STAR – 2:44

4. BOX OF RAIN – 5:18

5. RIPPLE – 4:10

6. TRUCKIN’ – 5:17

BG – PLAYING IN THE BAND

TOTAL – 25:35

GRATEFUL DEAD

BG – UNBROKEN CHAIN

7. HELP ON THE WAY / SLIPKNOT – 7:21

8. TERRAPIN STATION PART I – 16:28

BG – SCARLET BEGONIAS

TOTAL: 23:49

TOTAL GERAL – 49:24

Ouça o Art Rock com Grateful Dead foi ao ar no dia 28/09/2019, clicando aqui.