Arquivo para setembro, 2008

Pink Floyd & Rick Wright

Posted in Programas with tags , on 30/09/2008 by Artrock

“Boa noite, o programa de hoje só poderia ser com o Pink Floyd, pois esse grupo seminal da psicodelia e do progressivo britânicos perdeu o seu tecladista, Rick Wright… que atravessou a barreira do hiper-espaço no dia 15 desse mês.

E para homenagear essa figura que partiu para o mar de estrelas nós vamos começar com o próprio Pink Floyd, que dispensa maiores apresentações e do qual Rick foi um dos membros fundadores… antes mesmo do grupo ter adotado esse nome, quando ainda se chamavam Tea Set… e não tinham em sua formação nem o genial Syd Barrett nem o seu substituto David Gilmour…

Juntamente com o baterista Nick Mason, Rick Wright manteve-se fora da briga pela liderança do Floyd, preferindo se concentrar no som e criando alguns dos momentos mais memoráveis do grupo… nos diálogos com a guitarra de Barrett e depois de Gilmour e ajudando a construção dos climas espaciais que se tornariam uma das marcas floydianas.

Para o programa de hoje nós selecionamos faixas extraídas do 1º. Disco do álbum duplo “Ummagumma”, de 69, que continha composições isoladas de cada um dos membros do Floyd… claro que nossa escolha será pela suíte em 4 partes que foi composta por Rick Wright… e vamos completar com a composição de David Gilmour para esse álbum…

Vocês ouviram com o Pink Floyd a suíte “Sysyphus”, partes 1 a 4… e depois foi “The Narrow Way” partes 1 a 3…

A gente volta já…

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E agora, vamos trazer um pouco da carreira solo de Rick Wright… que lançou apenas dois álbuns com um intervalo de quase 20 anos entre um e outro…

O extraordinário sucesso do Floyd acabou prejudicando as perspectivas de carreira solo de seus integrantes… e Rick Wright não foi exceção… seu primeiro álbum, “Wet Dream”, saiu em 78 e tinha o apoio de alguns dos músicos que acompanhavam o Pink Floyd, como o guitarrista Snowy White… mas não chegou a ser muito bem recebido, justamente pelas comparações de críticos que se preocupavam demais com as semelhanças para reconhecer suas qualidades.

Algum tempo mais tarde Wright acabaria saindo do Floyd, depois de uma briga com o então líder Roger Waters… embora voltasse a tocar com eles como convidado e se tornasse novamente membro oficial do grupo sob a liderança de David Gilmour, ao final dos anos 80… permanecendo então até a última tour, em 94, e também participando da memorável reunião em 2 de julho de 2005, para o Festival Live Eight…

Mas para fechar essa nossa homenagem nós selecionamos material do seu 2º. álbum solo, “Broken China”, de 96… uma viagem pelo tema da depressão, resvalando pela música new age, mas sem nunca perder de vista a sonoridade floydiana, mesmo nas faixas que contaram com o vocal de Sinead O’Connor…

Vocês ouviram  Rick Wright com “Night Of A Thousand Furry Toys”, “Drowning”, “Reaching For The Rail”, “Sweet July”, “Along The Shoreline” e “Breakthrough”…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com onde você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado.

Até a semana que vem.”

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Set list:

PINK FLOYD

BG – ASTRONOMY DOMINE

1.    SYSYPHUS – 1 a 4 – 12:22

2.    THE NARROW WAY 1a 3 – 12:16

BG – CAREFUL WITH THAT AXE, EUGENE

TOTAL – 24:38

RICK WRIGHT

BG – SATELITE

1.    NIGHT OF A THOUSAND FURRY TOYS – 4:23

2.    DROWNING – 1:38

3.    REACHING FOR THE RAIL – 6:31

4.    SWEET JULY – 4:13

5.    ALONG THE SHORELINE – 4:36

6.    BREAKTHROUGH – 4:20

BG – FAR FROM THE HARBOUR WALL

TOTAL – 23:42

GRAND TOTAL – 50:19

Ouça o Art Rock com Pink Floyd & Rick Wright, que foi ao ar no dia 28/09/2008, clicando aqui.

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Flower Kings & Fish

Posted in Programas with tags , on 22/09/2008 by Artrock

“Boa noite, hoje o programa será com dois trabalhos recentes, com duas forças do progressivo atual, mostrando a sobrevivência do prog. rock, mais de vinte anos depois de quase ter sido declarado extinto nos anos 80…

E vamos começar com os Flower Kings… grupo sueco surgido nos anos 90 a partir de um projeto solo do genial guitarrista Roine Stolt, ex-Kaipa, uma das lendas do prog. escandinavo dos anos 70…  juntamente com Jaime Salazar, baterista do grupo de Jonas Hellborg, e Hans Bruniusson, percurssionista do Samla Mammas Manna… incluindo mais tarde o irmão de Roine, Michael Stolt, no baixo e também o tecladista Tomas Bodin.

Com uma sonoridade voltada para o lado mais lírico e otimista do progressivo, com ecos de Genesis e Yes, os Flower Kings estão entre os grupos mais produtivos da sua geração, em parte pela energia de Roine, que ainda encontrou tempo para integrar o super-grupo Transatlantic, participar do álbum “Tangent” do saxofonista David Jackson do Van Der Graaf Generator e ressuscitar o seu antigo grupo… o Kaipa.

Atualmente o grupo está em plena tour americana, promovendo o novo álbum… “The Sum of no Evil”, que mostra os Flower Kings investindo como sempre nas ricas paisagens sonoras, desta vez misturando um pouquinho de realidade ao seu tradicional otimismo… uma pitada de angústia crimsoniana a uma sonoridade que, como sempre, é mais influenciada pelo grande Yes… e é esse novo trabalho do grupo que nós selecionamos para o programa de hoje…

Vocês ouviram os Flower Kings com as faixas “One more time” e “The sum of no reason”.

A gente volta já…

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E agora, vamos ouvir um trabalho ao vivo de Fish, o ex-vocalista do grupo Marillion, que resolveu comemorar os vinte anos de um dos mais bem sucedidos álbums do seu antigo grupo em uma tour antológica.

Lançado em 1985, o álbum “Misplaced Childhood” foi um dos marcos do movimento neo-progressivo, pois conseguiu a proeza de chegar aos primeiros lugares das paradas, chamando a atenção da mídia para essa corrente musical que foi a grande responsável pela sobrevivência da linguagem progressiva em uma época em que ela já era considerada coisa do passado… relegada apenas aos eventuais retornos de medalhões como o Yes ou o Genesis.

Era uma época em que os grupos novos de prog. rock eram totalmente ignorados… e, foi nesse cenário que o Marillion alcançou o sucesso mundial com esse trabalho que misturava a sensibilidade melódica do pop com a complexidade de arranjos e composições, dentro do que era, simplesmente, um álbum conceitual sobre o fim da infância…

Fish deixaria o Marillion em 1987, começando uma prolífica carreira solo que está aí até hoje… mas, duas décadas depois, em 2005, ele resolveu resgatar o material do álbum e apresentá-lo na íntegra ao vivo, em uma tour com sua banda solo, lançando em 2006 “Return to Childhood”… em CD duplo e também em DVD…  e é um pouco desse trabalho memorável que nós selecionamos para o programa de hoje.

Vocês ouviram Fish com “Pseudo silk kimono”, “Lavender”, “Bitter Suite” e “Fugazi”, lembrando seus tempos com o Marillion…

Art Rock fica por aqui… lamentando que Rick Wright, do Pink Floyd, tenha resolvido nessa semana atravessar o último portal, deixando a música mais pobre e nós, roqueiros, um pouco mais sozinhos… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com onde você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado.

Até a semana que vem.”

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Set list:

THE FLOWER KINGS

BG – FLIGHT 999

1.    ONE MORE TIME – 13:04

2.    THE SUM OF NO REASON – 13:25

BG –LIFE IN MOTION

TOTAL – 26:29

FISH

BG – INCOMUNICADO

1.    PSEUDO SILK KIMONO – 2:36

2.    LAVENDER – 2:58

3.    BITTER SUITE – 8:29

4.    FUGAZI – 9:39

BG – CHILDHOOD’S END

TOTAL – 23:42

GRAND TOTAL – 50:11

Ouça o Art Rock com Flower Kings & Fish, que foi ao ar no dia 21/09/2008, clicando aqui.

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Crosby, Stills, Nash & Young e Manassas

Posted in Programas with tags , on 15/09/2008 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um dos lançamentos do ano, o novo álbum ao vivo do lendário quarteto… Crosby, Stills, Nash & Young…

Formado em 69… o CSN&Y é, talvez, o mais duradouro dos super-grupos do rock, reunindo David Crosby dos Bydrs, Grahan Nash dos Hollies e mais Stephen Stills e Neil Young do Buffalo Springfield… se bem que Neil foi o último a entrar para o time, depois que eles já tinham estreado no Festival de Woodstock e lançado um dos melhores discos de estréia da história, intitulado simplesmente “Crosby, Stills & Nash”…

Mas a entrada de Neil Young, logo depois, levou o grupo a ficar ainda mais engajado, tornando-os um dos porta-vozes do espírito da contra-cultura dos anos 60… apesar de nunca terem se fixado no formato dos álbuns e tours anuais, preferindo deixar para se reunir só quando tinham algo a dizer… o que resultou em poucos álbuns, o últimos dos quais foi o estupendo “Looking Forward”, de 99… em que afirmavam já no título seu desejo de ter esperança no futuro…

Seu novo trabalho, “Deja Vu Live”, é a trilha sonora do filme dirigido por Neil Young, registrando a tour “Freedom of Speach”, de 2006, quando o grupo inteiro se engajou na briga de Neil contra o governo Bush e a Guerra do Iraque… em shows memoráveis onde pediam o impeachment do presidente… uma mostra de vitalidade desses velhos hippies, que continuam tão atuais como nunca…

Vocês ouviram o Crosby, Stills, Nash & Young, com “What are their names?”, “After the garden”, “Military Madness”, “Déjà vu”, “Looking for a leader” e “Find the cost of freedom”.

A gente volta já…

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E agora, para seguir dentro da mesma árvore genealógica do rock, vamos trazer um dos mais respeitados projetos de Stephen Stills, durante as folgas do Crosby, Stills & Nash… o genial grupo Manassas.

O Manassas era outro super-grupo, contando além do próprio Stephen Stills, com Paul Harris da banda de B.B. King, Calvin Samuels e Dallas Taylor da banda de apoio do Crosby, Stills & Nash, Joe Lalla do Blues Image… e mais Al Perkins e Chris Hilman dos Flying Burrito Brothers… sendo que Chris, é claro, ainda havia sido membro do genial The Byrds…

O resultado dessa soma de talentos foi um dos grupos mais versáteis do seu tempo, combinando elementos de rock, country, blues, folk e até bluegrass… e o engraçado é que eles já tinham até gravado o primeiro álbum e estavam partindo para a tour, sem terem escolhido um nome… que acabou saindo de uma foto em que os 7 apareciam embaixo de um letreiro na estação de trem de Manassas… e, como o nome ainda trazia ecos da famosa batalha da Guerra Civil, acabou sendo o escolhido para a banda.

Infelizmente, esse belo projeto não duraria muito tempo, tendo que competir com os outros grupos de seus integrantes… no fim eles gravariam somente mais um disco, o pouco inspirado “Down the Road”, de 73, e se separariam pouco tempo depois… mas nós selecionamos faixas do primeiro álbum, o genial duplo de estúdio “Manassas”… em que cada lado tinha uma mensagem, e uma sonoridade diferentes…

Vocês ouviram o Manassas com “Song of love”, “It doesn’t matter”, “Johnny’s garden”, “The love gangster”, “The treasure” e “What to do”.

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.
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Até a semana que vem.”

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Set list:

CSN&Y

BG – WOODEN SHIPS

1.    WHAT ARE THEIR NAMES? – 2:28

2.    AFTER THE GARDEN – 3:41

3.    MILITARY MADNESS – 4:02

4.    DÉJÀ VU – 7:15

5.    LOOKING FOR A LEADER – 3:55

6.    FIND THE COST OF FREEDOM – 3:56

BG – ROGER AND OUT – 5:37

TOTAL – 25:17

MANASSAS

BG – RIGHT NOW

1.    SONG OF LOVE – 3:27

2.    IT DOESN’T MATTER – 2:30

3.    JOHNNY’S GARDEN – 2:46

4.    THE LOVE GANGSTER – 2:52

5.    THE TREASURE – 8:09

6.    WHAT TO DO – 4:45

BG – MOVE AROUND

TOTAL – 24:29

GRAND TOTAL – 49:46

Ouça o Art Rock com Crosby, Stills, Nash & Young e Manassas, que foi ao ar no dia 15/09/2008, clicando aqui.

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Uli Roth & Eloy

Posted in Programas with tags , on 09/09/2008 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos começar o programa marcando a vinda do grupo alemão Scorpions aqui para o Paraná, em um show que será realizado no próximo dia 12, em Ponta Grossa.

Mas vamos procurar a conexão progressiva dos velhos escorpiões alemães… e para isso buscamos o grande Eletric Sun, grupo fundado pelo virtuoso guitarrista Uli Roth, depois que deixou os Scorpions em 78, na procura de maior liberdade criativa… dando início a uma longa viagem que passaria por outros projetos, como a Sky Orchestra, um grupo de músicos ingleses, quase inteiramente formado por mulheres, que ele reuniu para seus álbuns sinfônicos e que acabou ganhando vida própria, ainda que sempre sob o olhar atento e a direção do seu criador.

Considerado um dos melhores guitarristas alemães da sua geração, Uli nasceu em Dusseldorf, em 54… e substituiu Michael Schenker no Scorpions, gravando 5 álbuns com o grupo e ganhando uma legião de fãs que o chamavam de Hendrix alemão… devido à sonoridade característica, com ecos hendrixianos, que dominava seus primeiros trabalhos e o seguiria ainda um pouco no Eletric Sun…

Esse power-trio lançaria apenas 3 álbuns, entre 78 e 84… depois disso, Uli Roth se dedicaria às viagens sinfônicas… e ele acabou de lançar um novo álbum, “Under a Dark Sky”, que saiu por enquanto apenas no Japão, onde ele vai iniciar sua próxima tour mundial agora em novembro… mas esse trabalho fica para outro programa, por hoje nós vamos ouvir faixas do álbum “Earthquake”, de 78…

Vocês ouviram Uli Roth com as faixas “Sundown”, “Eletric Sun”, “Burning Wheels Turning” e “Earthquake”… e agora vocês sabem quem é o grande inspirador de Yngwie Malmsteen.

A gente volta já…

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E já que a tônica do programa é o rock alemão, vamos continuar trazendo agora um dos grandes nomes do progressivo germânico, o genial Eloy.

Surgido no final dos anos 60, o Eloy tirou o nome dos futuros habitantes da superfície da Terra, descritos no clássico “A Máquina do Tempo” de H. G. Wells… e essa ligação com a ficção científica sempre foi uma constante na história do grupo, assim como a sua figura central, o vocalista e guitarrista Frank Bornemann… único membro constante nas formações do grupo e um dos responsáveis pela sonoridade dominada pelos climas de teclado e guitarras e pelos temas siderais e mitológicos das músicas…

Considerado um dos grandes representantes do krautrock.nos anos 70, o Eloy perdeu sua identidade na busca de satisfazer os ditames do mercado musical, chegando a ter momentos mais comerciais antes de se separar no início da década de 80… mas eles voltariam em 94 com uma proposta mais consistente, acabando por recuperar totalmente a sua forma e também o seu lugar no prog. alemão…

O último trabalho do Eloy foi o duplo “Timeless Passages”, de 2003… desde então, Frank Bornemann anda meio silencioso, embora não tenha havido um anúncio oficial de separação… e para hoje nós selecionamos um de seus melhores trabalhos… “The Ocean”, de 77… um disco conceitual sobre a queda da Atlântida que foi retomado mais de 20 anos depois, com o excelente álbum de 98… “Ocean 2: The Answer”… mas vocês ficam com um pouco do original, e também de “Power and the Passion”, de 75.

Vocês ouviram o Eloy com “Poseidon’s Creation”, “Decay of the Logos”, “Journey into 1358” e “Daylight”. Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

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Até a semana que vem.”

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Set list:

ULI ROTH

BG – STILL SO MANY MILES AWAY

1.    ELETRIC SUN – 5:16

2.    BURNING WHEELS TURNING – 6:41

3.    SUNDOWN – 4:06

4.    EARTHQUAKE – 10:31

BG – LILAC

TOTAL – 26:34

ELOY

BG – THE BELLS OF NOTRE DAME (REPRISE) – faixa 11 (sem nome na capa)

5.    POSEIDON’S CREATION – 11:38

6.    DECAY OF THE LOGOS – 8:15

7.    JOURNEY INTO 1358 – 2:54

8.    DAYLIGHT – 2:28

BG – THE ZANY MAGICIAN

TOTAL – 25:25

GRAND TOTAL – 51:49

Ouça o Art Rock com Uli Roth e Eloy, que foi ao ar no dia 07/09/2008, clicando aqui.

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The Moody Blues & Renaissance

Posted in Programas with tags , on 02/09/2008 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa voltado para dois dos mais importantes grupos da história do prog. rock… começando por um pioneiro que está entre os fundadores da linguagem progressiva… The Moody Blues!

Os Magnificent Moodies dispensam maiores apresentações, pois sua história se confunde com a do próprio rock inglês, estendendo-se por 4 décadas… desde seu surgimento como banda de R & B em uma época em que os Beatles e os Rolling Stones ainda eram uma novidade… até a sucessão de álbuns clássicos que ajudaram a mudar a face do rock, começando com o antológico “Days of Future Passed” de 67… um dos trabalhos seminais para a fusão do rock com a música sinfônica.

Lançado em 2003, o álbum “December” foi o último registro de estúdio dos Moodies… um disco natalino diferente, pois não tem nenhuma canção tradicional de Natal, como aconteceu com outros trabalhos semelhantes lançados nos últimos anos… em vez disso, a única versão para uma canção conhecida é para “Happy Xmas (War is Over)” de John Lennon… que, na verdade, traz uma mensagem pacifista… um toque sutil, no melhor estilo dos Moody Blues, lançado no ao em que os EUA invadiram o Iraque.

Atualmente, somente Justin Hayward, John Lodge e Graeme Edge permanecem no grupo, mas mesmo assim os Moody Blues continuam em atividade… e começam agora em setembro a sua tour européia de 2008… mas para o programa de hoje nós selecionamos material de dois de seus álbuns clássicos, “On the Threshold of a Dream” e “To our Children’s Children’s Children”, ambos de 69.

Vocês ouviram “Dear diary”, “Never comes the day”, “Lazy day”, “Gypsy”, “Candle of life” e “Watching and waiting”, com os Moody Blues.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer um pouco da fase mais celebrada de um outro grande grupo do rock inglês, o Renaissance, da genial vocalista Anne Haslam.

O Renaissance também é figura freqüente aqui no Art Rock, em ambas as suas encarnações… a primeira, como o grupo do grande Keith Relf, ex-vocalista dos Yardbirds, e da sua irmã Jane… e a segunda, que seria a mais conhecida, com a formação centrada em torno do baixo de Jon Camp, dos teclados de John Tout e, é claro, da voz inimitável de Anne Haslam.

O Renaissance se separou nos anos 80 e, infelizmente, não esteve entre os muitos que conseguiram voltar na década passada… até a tentativa de Jane Relf de reformar a sua versão do grupo foi mal sucedida, chegando até a gerar alguns problemas legais… no fim, entre reuniões e gravações que não chegaram a ser lançadas, os fãs tiveram que se contentar com os trabalhos solo e projetos paralelos, principalmente de Anne Haslam.

Só na virada do século o Renaissance reapareceu com o álbum “Tuscany”, seguido por um duplo ao vivo no ano seguinte… mas o retorno não foi adiante… felizmente Anne Haslam tem se mantido na ativa, apesar de seu mais recente trabalho ter sido o álbum “One Enchanted Evening”, de 2002… mesmo assim ela tem se apresentado com freqüência e fazendo eventuais reuniões, como a que está marcada agora para setembro com o antigo companheiro John Tout, em uma apresentação com a banda de Jann Klose… mas, para hoje, ouçam faixas dos álbuns “Ashes are Burning” e “Prologue”…

Vocês ouviram “Carpet of the Sun”, “Ashes are Burning”e “Rajah Khan”, com o Renaissance…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

MOODY BLUES

1.    DEAR DIARY – 3:57

2.    NEVER COMES THE DAY – 4:44

3.    LAZY DAY – 2:43

4.    GYPSY – 3:33

5.    CANDLE OF LIFE – 4:18

6.    WATCHING AND WAITING – 4:17

TOTAL – 23:32

RENAISSANCE

7.    CARPET OF THE SUN – 3:34

8.    ASHES ARE BURNING – 11:24

9.    RAJAH KHAN – 11:14

TOTAL – 26:12

GRAND TOTAL – 49:44

Ouça o Art Rock com The Moody Blues e Renaissance, que foi ao ar no dia 01/09/2008, clicando aqui.