Arquivo para janeiro, 2009

Tangerine Dream & Schulze e Gerrard

Posted in Programas with tags , , on 26/01/2009 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos atender ao pedido do nosso ouvinte Assir Paiva, trazendo o grande Tangerine Dream, decano da música eletrônica, que nasceu em 67 e já teve dezenas de formações, sempre centradas em torno do genial Edgar Froese.

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Froese foi discípulo de Salvador Dali e seu maior interesse era a literatura, mas acabou enveredando pela psicodelia em meados dos anos 60 e formando o grupo Ones, que chegou a gravar um single antes de dar lugar ao Tangerine Dream… que faria a transição do som psicodélico para o progressivo, lançando em 70 o surpreendente álbum “Eletronic Meditations”, um trabalho radical onde a música resultava da comutação de sons através de efeitos eletrônicos… numa época em computadores eram coisa de ficção científica.

Aliás era bem isso que o Tangerine fazia, um som que parecia saído de um futuro anunciado… de um então distante séc. XXI, que acabaria sendo muito mais mundano do que todos nós havíamos esperado… uma árida realidade de frivolidades consumistas, extremismos religiosos, superpopulação, violências e devastação ambiental… uma distopia que a ficção científica também previu, mas que gostaríamos de ter podido evitar.

atem

E o Tangerine Dream foi um dos grupos da sua geração que acompanhou essa trajetória, pois sua carreira atravessou as décadas… e ele continua entre nós, com tours constantes, CDs e DVDs ao vivo e um novo álbum de estúdio, “Views from a red train”, lançado no ano passado… mas nós selecionamos faixas de dois de seus trabalhos clássicos: “Alpha Centauri” de 71 e “Atem” de 73.

Vocês ouviram “Sunrise in the third system” e “Atem”, com o Tangerine Dream, um dos grandes sobreviventes do prog. germânico.

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A gente volta já…

E agora vamos continuar na família do Tangerine Dream, trazendo um lançamento que pegou todo mundo de surpresa no ano passado… a colaboração de Klaus Schulze com Lisa Gerrard do Dead Can Dance.

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Com o nome inspirado em uma série de ficção científica da virada do século, o álbum duplo “Farscape” mostra uma parceria no mínimo improvável, mas com um resultado que é uma amálgama perfeita entre a sonoridade metafísica do velho Tangerine e o lado mais prog. do grupo de Lisa Gerrard… e não seria nada mal se o resultado fosse um novo grupo que poderia muito bem ser chamado de The Dead Can Dream…

Schulze foi um dos fundadores do Tangerine Dream, tendo depois saído para formar o Ash Ra Tempel… além de manter uma prolífica carreira, com inúmeros trabalhos solo, alguns em colaboração com figuras importantes do rock, como Steve Winwood e Arthur Brown… e até trilhas sonoras, como a do clássico pornográfico “Body Love” do diretor alemão Lasse Braun, de 76.

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E Lisa Gerrard começou sua carreira solo em 95 com o álbum “The Mirror Pool”, e tem mantido um trabalho respeitado, embora sem o mesmo impacto dos seus tempos com o Dead Can Dance… que se separou em 1998, apesar de ter se reunido brevemente para uma tour em 2005… além dos discos solo, Lisa tem muitas colaborações com outros músicos, e ela aceitou na hora o convite para gravar o álbum “Farscape”… uma viagem sonora do velho Klaus Schulze…

Vocês ouviram “Liquid Coincidence (part 3)”, com o Dead Can Dream… ou melhor, com Klaus Schulze & Lisa Gerrard.

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… e até a semana que vem.”

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Set list:

TANGERINE DREAM

BG – FLY AND COLLISION OF COMAS SOLA

1. SUNRISE AT THE THIRD SYSTEM – 4:22

2. ATEM – 20:28

BG – CIRCULATION OF EVENTS

TOTAL – 24:50

SCHULZE & GERRARD

BG – LIQUID COINCIDENCE (PART 1)

3. LIQUID COINCIDENCE (PART 3) – 25:54

BG – LIQUID COINCIDENCE (PART 2)

TOTAL – 25:54

GRAND TOTAL – 50:44

Ouça o Art Rock com Tangerine Dream & Schulze e Gerrard, que foi ao ar no dia 25/01/2009, clicando aqui.

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Can & Grobschnitt

Posted in Programas with tags , on 19/01/2009 by Artrock

“Boa noite… teremos hoje mais um programa dedicado ao progressivo germânico… começando com o Can, de Irmin Schmidt, Michael Karoli, Damo Suzuki e Holger Czucay … um dos mais importantes representantes do krautrock.

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Surgido em 68, esse grupo seminal nunca parou de inovar em sua longa carreira, com uma sonoridade única e revolucionária, na vanguarda de muitos movimentos musicais e influenciando até hoje grupos dos mais diversos estilos… uma característica que também esteve presente nas carreiras solos de seus geniais integrantes, que continuam em plena atividade… e sem fazer concessões às pressões mercadológicas.

Apesar da separação no final dos anos 70, o Can voltaria a se reunir esporadicamente, com trabalhos para o cinema e tours… como a celebrada Can-Solo-Projects Tour de 99, que comemorou os 30 anos do seu primeiro álbum… mas, infelizmente, isso pararia depois que Michael Karoli resolveu atravessar a barreira do hiperespaço em 2001… e, desde então, só houve continuidade nos vários projetos solo dos membros remanescentes do grupo.

Holger Czucay lançou no ano passado o álbum “Time and Tide”… também em 2008 saiu o CD/DVD “Axolotl Eyes” de Irmin Schmidt… e o mais recente trabalho solo de Damo Suzuki foi o álbum “The Fire of Heaven and the End of the Universe”, de 2007… mas para o programa de hoje nós selecionamos faixas do último registro de estúdio da fase clássica do grupo, o álbum “Can”, de 78, que contava com o percussionista Reebop Kwaku Baah e com o baixista Rosko Gee… ambos ex-Traffic.

Vocês ouviram “All Gates Open”, “Safe”, “Sodom” e “Can Be”… com o Can.

A gente volta já…

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Nesta segunda parte do programa vamos trazer outro grupo marcante do rock alemão, o Grobschnitt.

Tudo começou em 1970, quando os guitarristas Stefan Daneliak e Gerd Otto Kuhn, e o baterista Joachim “Eroc” Ehrig, deixaram o grupo Crew para tentar um novo projeto em torno das idéias do baterista, que acabaria assumindo a posição de liderança e se tornando o responsável por uma de suas marcas do Grobschnitt… o humor com tiradas absurdas, tanto nos álbuns como durante os shows.

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Nas suas apresentações, os seus integrantes usavam fantasias bizarras e realizavam performances teatrais… mas bem diferentes daquelas realizadas por Peter Gabriel junto ao Genesis… em vez disso, as encenações incluíam até as rodies do Grobschnitt, e serviam como uma narrativa irônica e sarcástica, pontuando shows que podiam durar até 4 horas.

Como muitos outros grupos da primeira geração progressiva, o Grobschnitt passou por uma fase pop nos anos 80, época em que o baterista Eroc havia saído para tentar a carreira solo… e eles acabariam se separando em 1989… mas estão entre os muitos grupos que voltaram à atividade, lançando no ano passado o álbum “Grobschnitt Live 2008”… que nós ainda vamos trazer aqui no Art Rock… mas hoje o material é de outro disco ao vivo… “Solar Music Live”, de 78.

Você ouviram o Grobschnitt ao vivo em 1978, com as faixas “Solar Music I”, “Muehlhein Special” e “Otto”.

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Até a semana que vem.”

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Set list:

CAN

BG – SUNDAY JAM

1. ALL GATES OPEN – 8:22

2. SAFE – 8:36

3. SODOM – 5:45

4. CAN BE – 2:54

BG – ASPECTACLE

TOTAL – 25:37

GROBSCHNITT

BG – THE MISSING 13 MINUTES

5. SOLLAR MUSIC I – 4:23

6. MUEHLHEIN SPECIAL – 12:07

7. OTTO – 7:25

BG – FOOD

TOTAL – 23:55

GRAND TOTAL – 49:32

Ouça o Art Rock com Can & Grobschnitt, que foi ao ar no dia 18/01/2009, clicando aqui.

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Samla Mammas Manna & Von Zamla

Posted in Programas with tags , on 12/01/2009 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a um dos mais prolíficos músicos do prog. escandinavo, o genial Lars Hollmer, que resolveu deixar nossa violenta realidade no final de 2008.

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Acordeonista, tecladista e compositor, o sueco Lars Gustav Gabriel Hollmer fundou muitos grupos, na maioria das vezes gravando no estúdio que ele montou no velho galinheiro da casa da sua mãe, em Upsala… The Chickenhouse… e o mais celebrado desses grupos foi, é claro, o Samla Mammas Manna, que surgiu em 69 e contava ainda em sua formação original com o baixista Larz Krantz, o baterista Hans Bruniusson e o percussionista Karl “Bebben” Berg.

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Esse grupo lendário teve muitas formações, e também mudaria de nome… tornando-se Zamla Mammas Manna e, depois, simplesmente Von Zamla… embora muitos considerem este mais como um descendente do que propriamente uma nova versão do grupo… mas, o que nunca mudou foi a atitude irônica, cheia de humor e teatralidade que, no começo, os aproximava ao grande Zappa… e que os levaria a integrar o movimento RIO na segunda metade dos anos 70.

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Na verdade, o grupo de Lars Hollmer estava entre os fundadores do movimento, sendo um dos convidados para participar do famoso festival Rock In Oposition, em 12 de março de 78, junto do Stormy Six, do Univers Zero, do Etron Fou Leloublan e, é claro, do Henry Cow, o fundador e mentor da idéia de apresentar ao público “o som que as gravadoras não querem que vocês escutem”… vamos seguir esse velho lema e ouvir um pouco do Samla Mammas Manna…

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Vocês ouviram com o Samla Mammas Manna as faixas “Slade till Satori”, “Cirkus Impala”, “Lawrence in Sahara”, “Minareten”, “Way down a rabbithole” e “Frameless Nights”… do seu álbum homônimo de 71 e também de “Måltid” de 73 e “Klossa Knapitatet” de 74.

A gente volta já…

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Vamos continuar homenageando Lars Hollmer, agora trazendo o grupo com quem ele gravaria na primeira metade dos anos 80.

Nessa época, Lars Hollmer iniciou um novo projeto… o Von Zamla… com uma sonoridade diferente, ainda que mantendo a mesma atitude… mas era a década de 80… com a Guerra Fria e a ascensão do presidente Ronald Reagan do partido republicano nos Estados Unidos, e da conservadora primeira-ministra Margaret Thatcher na Inglaterra… o clima era de anticomunismo, e movimentos abertamente socialistas como o Rock In Oposition tinham que brigar cada vez mais para sobreviver…

vonzamla1983

Foi um período em que Lars e o grupo ficaram vivendo em um velho ônibus, com todo o seu equipamento, apresentando-se por toda a Europa, nos poucos lugares onde a música progressiva ainda tinha espaço… no fim, o Von Zamla teria vida curta, lançando apenas dois álbuns de estúdio: “Zamlaranama” de 81, e “No Make Up” de 83… e encerrando atividades pouco tempo depois.

Nos anos 90, Lars reformaria o Samla Mammas Manna, lançando o álbum “Kaka”… e repetiria a dose em 2002 com “Dear Mamma”… mas, durante todo esse tempo ele sempre manteve outros projetos, como a Looping Home Orchestra e a Accordion Tribe, além de discos solo, o último dos quais foi “Viandra”, de 2007… vamos lembrar essa grande figura progressiva com faixas do grupo Von Zamla…

Vocês ouviram o Von Zamla com “Temporal You Are”, “Rainbox”, “Dopler” e “Clandestine”… todas do album “Von Zamla 1983”, gravado ao vivo em Bremen, na Alemanha, que só foi lançado pela Cuneiform Records em 1999.

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

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Até a semana que vem.”

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Art Rock set list:

SAMLA MAMMAS MANNA

BG – TARNINGEN

1. SLADE TILL SATORI – 4:17

2. CIRKUS IMPALA – 3:40

3. LAWRENCE IN SAHARA – 2:02

4. MINARETEN – 8:22

5. WAY DOWN A RABBITHOLE – 4:15

6. FRAMELESS NIGHTS – 5:25

BG – WAY DOWN A RABBITHOLE

TOTAL: 25:59

VON ZAMLA

BG – HARUJ NTA

7. TEMPORAL YOU ARE – 6:00

8. RAINBOX – 3:11

9. DOPLER – 7:57

10. CLANDESTINE – 7:00

BG – FOR MUNJU INDOJAZZ

TOTAL – 24:08

Total geral: 50:07

Ouça o Art Rock com Samla Mammas Manna & Von Zamla, que foi ao ar no dia 11/01/2009, clicando aqui.

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Karnataka

Posted in Programas with tags on 06/01/2009 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a um dos melhores grupos da geração progressiva nascida nos anos 90 na Inglaterra… o Karnataka.

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Com o nome inspirado em uma província da Índia, o Karnataka foi formado em 96 e tinha em sua formação o tecladista Jonathan Edwards, o guitarrista Paul Davies e o baterista Gavin Griffiths… mas, desde o início, o som do grupo centrava-se no casal formado por Ian e Rachel Jones, uma parceria responsável pela maioria das composições, que ressaltavam a bela voz de Rachel, considerada uma das melhores vocalistas de sua geração junto de Heather Findley do Mostly Autumn.

A posição de Ian Jones como principal compositor do grupo é um daqueles raros casos no rock em que um baixista assume a liderança, tomando o lugar normalmente reservado aos guitarristas e até aos tecladistas… e musicalmente o resultado foi uma sonoridade que busca mais a complexidade dos arranjos e linhas vocais do que o diálogo de instrumentistas solo.

Infelizmente, depois de três álbuns celebrados, o casal acabou se separando em 2003 e o grupo se desfez… mas não por muito tempo, pois Ian recrutou Lisa Fury para assumir a posição de vocalista do Karnataka e eles voltaram a atividade… mas nós selecionamos para esse programa faixas do duplo ao vivo “Strange Behaviour”, lançado em 2004, registrando a tour do ano anterior… a última antes da saída de Rachel Jones.

Vocês ouviram com o Karnataka as faixas “After the Rain”, “Crazy”, “Dreamer” e “I Should Have Known”.

A gente volta já…

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Vamos continuar trazendo um pouco do álbum duplo “Strange Behaviour” do Karnataka…

Já considerado um grupo revelação, o Karnataka se tornou ainda mais reconhecido depois do seu álbum de 2003, “The Delicate Flame of Desire”, que contou com a adição de mais uma vocalista, Anne Marie Helder, para completar os arranjos de vocais cruzados com Rachel Jones… e o resultado foi um dos melhores trabalhos recentes de prog. rock, chegando a ser votado o melhor disco do ano pela Classic Rock Society…

A tour de 2003 foi a mais bem sucedida da história do grupo, mas também marcou o fim da colaboração de Rachel Jones com o Karnataka… rendendo um registro no DVD “Live in Concert” e também este álbum duplo que vocês estão ouvindo aqui no Art Rock e que originalmente só era disponível para compras online, mas acabou sendo lançado em CD, em 2004…

Felizmente a saída de Rachel Jones não representou ou fim do Karnataka… que voltou à atividade depois da entrada de Lisa Fury, tendo um novo trabalho já em fase final de produção, o álbum “Chasing the Moonsoon”… e, além disso, eles também estão excursionando com esta formação… mas por hoje nós vamos fechar com mais um pouco do genial duplo ao vivo “Strange Behaviour”…

Vocês ouviram o Karnataka com “Must be the Devil”, “Everything Must Change”, “Talk to Me” e “The Journey”.
Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado.

Até a semana que vem.”

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Art Rock set list:

KARNATAKA

BG – TIME STANDS STILL

1. AFTER THE RAIN 7:23

2. CRAZY – 6:05

3. DREAMER – 3:10

4. I SHOULD HAVE KNOWN – 6:22

BG – THE RIGHT TIME

TOTAL: 23:00

KARNATAKA

BG – TELL ME WHY

5. MUST BE THE DEVIL – 4:47

6. EVERYTHING MUST CHANGE – 5:03

7. TALK TO ME – 8:53

8. THE JOURNEY – 7:59

BG – OUT OF REACH

TOTAL – 26:42

Total geral: 49:42

Ouça o Art Rock com Karnataka, que foi ao ar no dia 04/01/2009, clicando aqui.

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