Arquivo para julho, 2010

Tempest & Alan Holdsworth

Posted in Programas with tags , on 26/07/2010 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos trazer um dos grandes nomes do jazz-fusion, o guitarrista inglês Allan Holdsworth, em dois momentos de sua brilhante carreira.

Nascido em Bradford, na Inglaterra, em 1946, Holdsworth começou no grupo psicodélico Igginbottom’s Wrench, que chegou a lançar um álbum em 69… mas ele só se tornou conhecido quando foi chamado para assumir a guitarra no genial Tempest… o projeto criado pelo grande baterista Jon Hiseman depois do fim prematuro do Colosseum em 1972.

Com uma sonoridade um pouco mais voltada para o rock do que para o jazz, o Tempest tinha, além de Jon Hiseman na liderança, o baixista Mark Clarke que também era do Colosseum e o vocalista e tecladista Paul Williams, ex-Juicy Lucy… o único que ainda não era uma figura conhecida era justamente Allan Holdsworth… mas ele acabaria chamando a atenção no álbum de estréia do grupo, lançado em 73.

Infelizmente, tanto Alan como Paul Williams deixariam o grupo ainda naquele ano, sendo substituídos por Ollie Halsall… e o Tempest lançaria apenas mais um álbum, “Living in Fear” de 74, antes que Jon Hiseman resolvesse terminar tudo para criar o Colosseum II… mas, para essa primeira parte do programa, nós selecionamos faixas do álbum “Tempest” de 73, com Allan Holdsworth na guitarra e violino…

Vocês ouviram o Tempest com “Gorgon”, “Foyers of fun”, “Up and on”, “Strangeher” e “Upon Tomorrow”.

A gente volta já…

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E agora vamos continuar trazendo mais um pouco do vistuosismo de Allan Holdsworth, mas dessa vez durante a sua prolífica carreira solo.

Depois de deixar o Tempest, Allan Holdsworth entrou para o Soft Machine, levando os decanos do canterbury sound a adotar uma sonoridade mais jazzística, mas acabando por deixar o grupo em 75 para substituir o gênio John McLaughlin no projeto Lifetime do baterista Tony Williams… e, a essa altura, ele já era considerado um dos grandes guitarristas do jazz rock…

Por isso muitos ficaram surpresos quando ele entrou para um dos mais radicais grupos do space rock, o incomparável Gong… tornando-se a força criativa da fase dominada pelo baterista Pierre Moerlen, depois da saída de Daevid Allen e Steve Hillage… e o resultado foram álbuns mais jazzísticos, como “Shamal” e “Gazeuse!” que saiu nos Estados Unidos com o nome “Expresso”…

Alan ainda participaria de outros projetos… mas, desde o final dos anos 70, ele mantém uma carreira solo que continua inabalável… incluindo um retorno em 2003 com seus amigos do Softmachine, para o projeto Softworks… que teve vida curta mas rendeu ótimas apresentações…  mas isso fica para outro programa, hoje vamos fechar com faixas do álbum “Hard hat area” de 94, em que Alan Holdsworth teve a ajuda do tecladista Steve Hunt e do grande baixista islandês Skuli Sverrisson…

Você ouviram “Ruhkukah”, “Hard hat area”, “House of mirrors” e “Postlude”, com Allan Holdsworth…

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1… Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado…

Até a semana que vem.”

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TEMPEST

BG – FUNERAL EMPIRE

1. GORGON – 5:44

2. FOYERS OF FUN – 3:45

3. UP AND ON – 4:20

4. STRANGEHER – 4:10

5. UPON TOMORROW – 6:50

BG – STARGAZER

TOTAL: 24:49

ALLAN HOLDSWORTH

BG -TULLIO

6. RUHKUKAH – 5:34

7. HARD HAT AREA – 6:07

8. HOUSE OF MIRRORS – 7:47

9. POSTLUDE – 5:29

BG – LOW LEVELS, HIGH STAKES

TOTAL – 24:57

Total geral: 49:46

Ouça o Art Rock com o Tempest & Alan Holdsworth que foi ao ar no dia 20/06/2010, clicando aqui.

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Procol Harum

Posted in Programas with tags on 12/07/2010 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um dos precursores do rock progressivo… o grande Procol Harum…

Nascido com o nome de Paramounts em 61, o grupo mudou para Procol Harum em 67, e esse nome já foi assunto de muitas lendas… a mais famosa das quais é de que era o nome do gato de um amigo do grupo, que lhes ajudava a conseguir certas substâncias químicas não muito legais… e há os que mencionam a semelhança do nome com a expressão latina procul his que significa “muito além de todas as coisas” …mas a importância desse grupo vai além dessas curiosidades, pois ele foi um dos responsáveis pela criação da linguagem progressiva, no final dos anos 60.

Migrando diretamente da psicodelia para a fusão com a música orquestral, o Procol Harum cruzava elementos do rock com outras sonoridades, em meio à rica poesia de Keith Reid e à dramaticidade da voz e do piano do seu eterno líder, Gary Brooker… além é claro da guitarra genial de Robin Trower, que participou do grupo em seus melhores trabalhos.

Eles se separaram em meados dos anos 70… e somente Robin Trower se manteria como uma figura importante no rock inglês, sendo até hoje considerado um dos grandes guitarristas de sua geração… Mas Gary Brooker ressuscitou o grupo em 91, lançando o álbum “The Prodigal Stranger”… e eles continuam em plena atividade atualmente, com tours mundiais e muitos registros ao vivo em CD e DVD… e é um desses trabalhos que nós selecionamos para o programa de hoje.

Vocês ouviram o Procol Harum com “Shine on brightly”, “Pandora’s Box”, “An old English Dream”, “Homburg”, “Quite Rightly So” e “Simple Sister”…

A gente volta já…

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E agora vamos continuar com mais um pouco do grande Procol Harum, um dos grupos pioneiros do prog. rock, com uma carreira que já passou de quatro décadas…

Apesar de não ter se separado depois do disco de retorno de 91, o renascido Procol Harum sofreria uma baixa, com a saída de Robin Trower, que não podia deixar de lado suas outras atividades, incluindo tours mundiais acompanhando entre outros o vocalista Brian Ferry, ex-Roxy Music… mas Gary Brooker, Mathew Fisher e até o letrista Keith Reid seguiram em frente, trazendo o guitarrista Geoff Whitehorn para o grupo.

E o último registro de estúdio seria o excelente “The Well’s on Fire”, de 2003… que é da mesma época do show que vocês estão ouvindo no Art Rock de hoje, gravado em Londres em 12 de dezembro de 2003 e extraído do DVD “Live at the Union Chapel”, que seria lançado em 2004 em edição normal e dupla… essa última contendo um CD com as melhores partes da apresentação.

A atual formação do Procol Harum inclui o veterano tecladista Josh Phillips e o baterista Geoffrey Dunn, substituindo temporariamente Mark Brzezicki, um veterano de mais de 15 anos no grupo… infelizmente não há sinal de um novo álbum de estúdio, mas enquanto esperamos, podemos ouvir mais um pouco deste registro da tour de 2003 dessa lenda do progressivo britânico que continua viva em pleno século XXI…

Você ouviram “The Signature”, “A Salty Dog”, “Conquistador” e “A Whiter Shade of Pale”… com o Procol Harum, ao vivo na Union Chapel de Londres, em 2003…

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1… Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado…

Até a semana que vem.”

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PROCOL HARUM

1. SHINE ON BRIGHTLY – 3:56

2. PANDORA’S BOX – 4:16

3. AN OLD ENGLISH DREAM – 4:54

4. HOMBURG – 3:20

5. QUITE RIGHTLY SO – 4:53

6. SIMPLE SISTER – 4:57

TOTAL: 26:16

PROCOL HARUM

7. THE SIGNATURE – 5:46

8. A SALTY DOG – 5:07

9. CONQUISTADOR – 4:40

10. A WHITER SHADE OF PALE – 7:01

TOTAL – 22:34

GRAND TOTAL – 48:50

Ouça o Art Rock com o Procol Harum que foi ao ar no dia 13/06/2010, clicando aqui.

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Peter Gabriel

Posted in Programas with tags on 02/07/2010 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa a força criativa por trás da melhor fase do grande Genesis… o genial Peter Gabriel…

Nascido em Chobham, na Inglaterra, em 1950, Gabriel emergiu no cenário do progressivo quando este ainda estava em sua formação, fundando o seminal grupo Genesis em 1967… e ele levaria o grupo aos limites em termos de poética e teatralidade, influenciando muito do que se fazia no prog. rock da época com a força de suas apresentações que beiravam o expressionismo.

As fantasias, os jogos de luz e cor, a projeção de vídeos e a interpretação de cada personagem individual de suas músicas… tudo compunha uma experiência única no mundo do rock do começo dos anos 70, transformando o Genesis em um fenômeno… e ele estava em seu auge quando Gabriel resolveu buscar outros caminhos e deixou o grupo em 76.

No ano seguinte saiu seu primeiro trabalho solo, que já reunia a mistura de elementos e ritmos que seria a sua marca registrada… e que o acompanham até hoje… mas, antes de ouvir o seu mais novo trabalho, vamos começar com um pouco do seu começo de carreira, com faixas extraídas do álbum “Peter Gabriel” de 77 e também de “Peter Gabriel 3” de 80, que contou com a presença de Peter Hammil e Robert Fripp…

Vocês ouviram Peter Gabriel com “Down the Dolce Vita”, “Solsbury Hill”, “Here Comes the Flood”, “No self control” e “Games without frontiers”.

O Art Rock volta já…

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E agora vamos trazer um pouco do mais novo trabalho do grande Peter Gabriel, um álbum de covers que é a primeira parte de um projeto que tem a sua cara… “Scratch my back”…

A idéia surgiu em 2008 e começou com a intenção de ser um lançamento duplo… dois discos lançados simultaneamente, o primeiro com versões feitas por Gabriel para faixas de outros músicos… e o segundo uma coletânea feita por esses mesmos músicos só com faixas do próprio Gabriel… mas reunir artistas como Randy Newman, Lou Reed, David Bowie, Neil Young e até Radiohead para um projeto conjunto é uma tarefa que leva tempo, por isso o segundo disco acabou atrasando.

Esta é uma idéia típica de Peter Gabriel, pois transforma algo banal, como uma coletânea de covers, em um projeto que reúne estilos e vozes diferentes para afirmar a força do rock, em suas diversas formas, como uma linguagem musical capaz de comunicar a solidão compartilhada desse nosso mundo globalizado, onde a realidade está em vias de sofrer sua derradeira metamorfose, transformando-se em meros bits de informação.

Distante da riqueza rítmica de seus outros trabalhos, esse novo álbum mostra um Gabriel introspectivo, com uma sonoridade dominada por climas que remetem ao paradigma progressivo, executados com a London Scratch Orchestra, arranjos de John Metcalfe e produção intimista do veterano Bob Ezrin… o resultado saiu no começo de 2010… o impecável “Scratch my back”.

Vocês ouviram Peter Gabriel com “Heroes” de David Bowie, “The Boy in the Bubble” de Paul Simon, “The Power of the heart” de Lou Reed, “The Book of Love” dos Magnetic Fields, “Philadelphia” de Neil Young e “Waterloo Sunset” dos Kinks.

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1… Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado…

Até a semana que vem.”

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PETER GABRIEL

BG – MODERN LOVE

1. DOWN THE DOLCE VITA – 5:06

2. SOLSBURY HILL – 4:21

3. HERE COMES THE FLOOD – 5:36

4. NO SELF CONTROL – 3:56

5. GAMES WITHOUT FRONTIERS – 4:06

BG – INTRUDER 4:54

TOTAL – 23:05

PETER GABRIEL

BG – APRES MOI

1. HEROES – 4:09

2. THE BOY IN THE BUBBLE – 4:28

3. THE POWER OF THE HEART – 5:52

4. THE BOOK OF LOVE – 3:52

5. PHILADELPHIA – 3:46

6. WATERLOO SUNSET – 3:50

BG – LISTENING WIND

TOTAL – 25:57

GRAND TOTAL – 49:02

Ouça o Art Rock com o Peter Gabriel que foi ao ar no dia 06/06/2010, clicando aqui.

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