Arquivo para novembro, 2011

Rewiring Genesis

Posted in Programas with tags on 29/11/2011 by Artrock

” Boa noite, hoje no programa vamos trazer um tributo ao grande Genesis de Peter Gabriel, uma reinterpretação da obra-prima “The lamb lies down on Broadway”… com o grupo Rewiring Genesis.

Para os velhos fãs do Genesis, não há como superar a criação daquele quinteto mágico, quando Peter Gabriel ainda estava em suas fileiras… e o álbum “The lamb lies down on Broadway” é considerado o clímax da poética gabrieliana… uma combinação perfeita entre a estética visual e musical com a sua ácida crítica à perda de significado do nosso mundo de mercadorias, onde as almas se perdem em busca da efeméride do sucesso.
E o projeto Rewiring Genesis é um tributo especial, que não procura copiar a performance do grupo de Peter Gabriel… em vez disso, a ideia é reinterpretar a ópera rock, contando a história do personagem Rael, que picha os muros para deixar a sua marca, tornar-se visível em um mundo poluído de imagens… um jovem em sua aventura pelo labirinto de uma Nova York desolada, onde apenas a mítica Broadway aparece como destino desejado, símbolo do sucesso e reconhecimento.

Inspirado nas alugações do sociólogo Marshall McLuhan, que ele cita em uma das faixas, Gabriel leva Rael à Broadway, onde ele é sugado para fora da realidade e pode ver a farsa do mundo que nos cerca, onde somos aprisionados… dos berços onde nos deitam quando nascemos às caixas em que somos colocados depois de mortos… vamos ouvir um pouco dessa obra genial, na interpretação do Rewiring Genesis…

Vocês ouviram “The lamb lies down on Broadway”, “Fly on the windshield”, “Broadway melody of 1974”, “Hairless heart”, “The carpet crawlers” e “The chamber of 32 doors”… com o Rewiring Genesis.

A gente volta já…

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Vamos continuar trazendo o Rewiring Genesis e a sua reinterpretação da clássica opera rock “The Lamb lies down on Broadway”… um tributo que se destaca por não procurar imitar o original, buscando sua própria sonoridade.

O Rewiring Genesis surgiu como uma homenagem do grande baterista e vocalista americano Nick D’Virgilio do Spock’s Beard… que desejou prestar a devida reverência a essa que é uma das grandes criações do rock progressivo… e, para isso, reuniu um grupo de músicos de primeira linha dos estúdios de Nashville, juntamente com o veterano produtor Mark Hornsby.

E o resultado foi um trabalho impecável, com os mellotrons substituídos por belos arranjos orquestrais, enquanto o grande guitarrista Don Carr, do veterano grupo The Oak Ridge Boys, mostra que o country, quando quer, também sabe ser progressivo… sem traumas nem preconceitos… tocando com desenvoltura as viajantes faixas genesianas…

Nick D’Virgilio sempre teve uma ligação forte com o Genesis… e ele até chegou a tocar com o grupo, substituindo Phill Collins no álbum de 97, “Calling All Stations”… depois ele voltaria ao Spock’s Beard, grupo que ele anunciou recentemente que teria que deixar, para se concentrar em um trabalho mais remunerado com o Cirque Du Soleil… só podemos esperar que essa saída não seja definitiva, enquanto isso, vamos ouvir mais um pouco de “A tribute to the lamb lies down on Broadway”…

Vocês ouviram o Rewiring Genesis com “Liliwhite Lilith”, “Anyway”, “Here comes the Supernatural Anaesthetist”, “The Lamia”, “The light dies down on Broadway” e “It”.

O Art Rock fica por aqui… nós agradecemos ao amigo Frank Chmyz, do Syd Bach, pelo material que rolamos no programa de hoje, que teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com/ … que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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REWIRING GENESIS

BG – COUNTING OUT TIME

1. THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY – 5:25

2. FLY ON THE WINDSHIELD – 2:50

3. BROADWAY MELODY OF 1974 – 2:22

4. HAIRLESS HEART – 2:11

5. THE CARPET CRAWLERS – 6:22

6. THE CHAMBER OF 32 DOORS – 5:46

BG – BACK IN N.Y.C.

TOTAL – 24:54

REWIRING GENESIS

BG – RIDING THE SCREE

7. LILIWHITE LILITH – 2:37

8. ANYWAY – 3:08

9. HERE COMES THE SUPERNATURAL ANAESTHETIST – 2:31

10. THE LAMIA – 7:13

11. THE LIGHT DIES DOWN ON BROADWAY – 4:11

12. IT – 4:30

BG – IN THE RAPIDS

TOTAL – 24:13

TOTAL GERAL: 49:07

Ouça o Art Rock com o Rewiring Genesis que foi ao ar no dia 26/11/2011, clicando aqui.

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Pendragon

Posted in Programas with tags on 22/11/2011 by Artrock

” Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a um dos veteranos do prog. rock inglês, o grupo Pendragon, que se mantém em plena atividade… lançando novos trabalhos como o álbum “Passion”, agora de 2011.

O Pendragon costuma ser associado ao movimento Neo-progressivo dos anos 80, mas na verdade ele surgiu em 78, com o nome Zeus Pendragon… e já contava em sua formação com o guitarrista e vocalista Nick Barret… ainda que o grupo só tomasse forma definitiva mais tarde, quando já haviam encurtado o nome e tinham feito amizade com o Marillion, outro grupo que desejava manter vivo o paradigma progressivo.

Já com a formação estabilizada, em torno de Nick Barret e do baixista Peter Gee, o grupo começou a chamar a atenção… mas eles só lançariam seu primeiro álbum, “The Jewel”, em 85… e, apesar de já terem muitos fãs na época, só no começo dos anos 90 eles seriam reconhecidos como uma das forças da resistência progressiva… principalmente depois do sucesso do álbum “The World” de 91.

Devido às dificuldades, o grupo seria conhecido pelos singles e EPs e também por coletâneas reunindo esse tipo de material… mas eles lançariam ótimos álbuns, como “Masquerade Overture” de 96 e “Not of this World” de 2001… e nós selecionamos faixas desses dois trabalhos para essa primeira parte do programa… dois momentos distintos da longa e atribulada carreira do Pendragon.

Vocês ouviram o Pendragon, com “Guardians of my soul”, “As good as gold” e “If I were the wind (and you were the rain).

A gente volta já… “

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Nessa segunda parte do programa vamos trazer um pouco do mais recente trabalho do Pendragon, o álbum “Passion”, que foi lançado em 2011 e mostra que esse grupo continua em plena forma.

O Pendragon conta atualmente com os veteranos Nick Barret e Peter Gee, com o tecladista Clive Nolan, que entrou em 86, e com um membro mais recente, o baterista Scott Higham… e eles vêm mantendo a consistência nos seus últimos trabalhos, tanto em registros de estúdio como “Believe” de 2005 e “Pure” de 2008, quanto no duplo ao vivo “Concerto Maximo” de 2009, que também seria lançado em DVD.

Em 2010 o Pendragon participaria de muitos vários festivais, incluindo a RoSFest, nos Estados Unidos, o High Voltage Festival, em Londres, em que se apresentaram junto do Emerson, Lake & Palmer e do ZZ Top, e o Sweden Rock Festival, com o Guns and Roses e o Aerosmith… e depois desses encontros com linguagens distintas do rock, eles se concentraram em seu novo álbum.

E lançamento de “Passion” foi no começo de 2011, mostrando uma sonoridade que mistura o estilo tradicional do grupo com mais alguns elementos reunidos no decorrer de sua longa carreira… atualmente o Pendragon está em recesso, depois da bem sucedida tour pelo Reino Unido e pela Europa… vamos conferir um pouco do novo trabalho desses grandes sobreviventes progressivos.

Vocês ouviram o Pendragon com as faixas “Empathy”, “Feeding frenzy” e “Your black heart”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com/ … que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem…”

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PENDRAGON

BG – PAINTBOX

1. GUARDIAN OF MY SOUL – 12:41

2. AS GOOD AS GOLD – 3:29

3. IF I WERE THE WIND – 9:25

BG – MASTER OF ILLUSION

TOTAL – 25:35

PENDRAGON

BG – SKARA BRAE

4. EMPATHY – 11:20

5. FEEDING FRENZY – 5:47

6. YOUR BLACK HEART – 6:46

BG – THIS GREEN & PLEASANT LAND

TOTAL – 23:54

TOTAL GERAL: 49:29

Ouça o Art Rock com o Pendragon que foi ao ar no dia 19/11/2011, clicando aqui.

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Yes & Badger

Posted in Programas with tags , on 16/11/2011 by Artrock

” Boa noite, hoje no programa nós vamos prestigiar um dos grandes tecladistas do prog. rock… que infelizmente sempre ficou meio no segundo plano… Mr. Tony Kaye, o tecladista original do grande Yes…

Anthony John Selvidge nasceu em Leicester, na Inglaterra, em 1946… ele integrou vários grupos pop nos anos 60, até mesmo a banda de apoio do cantor francês Johnny Hallyday, até ser convidado por Chris Squire para integrar o Yes em 1968… e o seu Hammond seria uma das marcas da primeira fase do grupo, juntamente com a guitarra de Peter Banks e a bateria de Bill Bruford.

O álbum “Yes” sairia ainda em 69, mostrando um som ainda fortemente ligado à psicodelia, mas já com claros elementos do que viria a ser chamado de rock progressivo na década de 70… e Tony Kaye continuaria como tecladista do Yes durante essa transição, que se deu de forma mais acentuada entre os álbuns “Time and a Word” de 70 e “The Yes Album” de 71, que já contou com a guitarra de Steve Howe.

No entanto, ele não seguiria em frente com o Yes, deixando o grupo em agosto de 71… quando seus colegas resolveram que precisavam de alguém que encarnasse melhor a figura do “mago dos teclados” e contrataram Rick Wakeman… só nos anos 80 Tony Kaye voltaria para o grupo, participando da sua fase mais bem sucedida em termos comerciais, a partir do álbum “90125”… mas nós selecionamos faixas da época da primeira formação do Yes…

Vocês ouviram o Yes com “Looking around”, “Harold land”, “No opportunity necessary, no experience needed”, “Everydays” e “Clear days”

A gente volta já…

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E agora vamos trazer o grupo formado por Tony Kaye depois que ele deixou o Flash… outra iniciativa de vida curta, o Badger…

Nascido em 73, o Badger surgiu da reunião dos talentos de Tony Kaye e do baixista e vocalista Dave Foster, que havia tocado com Jon Anderson no grupo The Warriors, nos anos 60… para completar o time, eles chamaram o guitarrista Brian Parrish e o baterista Roy Dyke… e eles lançaram ainda em 73 o seu primeiro trabalho: o excelente “One Live Badger”… um disco ao vivo gravado durante uma das apresentações do grupo, em que eles fizeram o show de abertura para o Yes…

E foi através dos contatos com o Yes, que o Badger conseguiria que Jon Anderson produzisse o disco e o designer Roger Dean fizesse a capa… além de um contrato com a Atlantic Records… e o álbum de estreia foi muito bem sucedido, mas o que poderia ser o primeiro de muitos acabaria sendo só uma promessa… reduzido a Tony Kaye e Roy Dyke, o grupo conseguiu o vocalista e guitarrista Jackie Lomax, que acabou dominando o trabalho seguinte, “White Lady”.

O álbum trazia um som cheio de climas e ainda contava com um convidado muito especial, o genial Jeff Beck… mas era totalmente direcionado para a soul music, a ponto de ter sido gravado em Nova Orleans e com músicos locais… uma ideia que rendeu um belo trabalho, mas que afastou os fãs progressivos e acabaria sendo o registro final do Badger… eles se separariam antes mesmo do álbum ser lançado… vamos ouvir um pouco de “One Live Badger”, o seu primeiro disco.

Vocês ouviram o Badger, com as faixas “Wheel of Fortune”, “Fountain”, “Wind of Change” e “The Preacher”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com/ … que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado…

Até a semana que vem.”

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YES

BG – BEYOND AND BEFORE

1. LOOKING AROUND – 4:02

2. HAROLD LAND – 4:57

3. NO OPPORTUNITY NECESSARY, NO EXPERIENCE NEEDED – 4:52

4. EVERYDAYS – 6:13

5. CLEAR DAYS – 2:19

BG – SWEET DREAMS

TOTAL – 23:01

BADGER

BG – RIVER

6. WHEEL OF FORTUNE – 7:50

7. FOUNTAIN – 7:19

8. WIND OF CHANGE – 7:12

9. THE PREACHER – 3:57

BG – ON THE WAY HOME

TOTAL – 26:17

TOTAL GERAL: 49:18

Ouça o Art Rock com o Yes & Badger que foi ao ar no dia 12/11/2011, clicando aqui.

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Ash Ra Tempel & Guru Guru

Posted in Programas with tags , on 14/11/2011 by Artrock

” Boa noite, nosso programa de hoje terá dois belos exemplos do prog. germânico… ambos representantes da geração mais criativa do chamado krautrock…

Vamos começar com o Ash Ra Tempel… grupo pioneiro do chamado Kosmische Rock… que surgiu em 1970 em torno de duas figuras geniais… o guitarrista Manuel Göttsching e o grande tecladista e baterista Klaus Schulze do Tangerine Dream… contando ainda com o baixista Harmut Enke… um trio que lançaria em 71 o seu primeiro álbum, tornando-se imediatamente uma das referências do prog. alemão.

Mas o grupo não permaneceria com os mesmos integrantes… na verdade ele seria sempre um veículo para as viagens musicais de Manuel Göttisching, trabalhando com músicos diferentes de cada vez, à exceção dos retornos ocasionais do amigo Klaus Schulze, que voltaria no álbum de 73 e mais recentemente para excursionar a partir dos anos 90… a única constante seria a sonoridade, misturando as longas linhas melódicas de guitarra com uma incansável exploração de sons eletrônicos.

Mais tarde o grupo encurtaria o nome para Ashra, continuando em atividade a partir do álbum “New Age of Earth”, de 76… e, atualmente, Manuel Göttisching continua a apresentar-se ocasionalmente com o Ashra, além de gravar trabalhos solo e colaborações… mas, para o programa de hoje, nós selecionamos faixas da fase clássica do Ash Ra Tempel… extraídas do álbum “Starring Rosi”, de 73, em que o grupo contou ainda com a vocalista Rosi Müller…

Com o Ash Ra Tempel vocês ouviram “Laughter loving”, “Day-dream”, “Interplay of forces” e “Bring me up”.
A gente volta já…

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E nesta segunda parte do programa vamos trazer o extraordinário grupo alemão Guru Guru… uma das lendas do prog. Germânico.


Já trouxemos o Guru Guru algumas vezes no nosso programa, mas sempre é bom lembrar que ele foi fundado em 1970 e, em sua formação clássica, era um power-trio formado pelo guitarrista Ax Genrich, juntamente com o baixista Uli Trepte, e o baterista e vocalista Mani Neumeier, que sempre foi o líder do grupo, além de participar de muitos outros projetos, e ter uma carreira solo movimentada a partir dos anos 80.

Já tendo passado das quatro décadas de carreira, o Guru Guru teve muitas formações, mas sempre se manteve fiel e irredutível à sua abordagem única dos paradigmas do krautrock… misturando elementos de free jazz com as distorções da psicodelia e uma estrutura rítmica dominante…

Sem nunca ter se preocupado em correr atrás do brilho efêmero do sucesso, Mani Neumeier ainda mantém o Guru Guru em atividade, com apresentações constantes que incluem movimentadas tours europeias e também excursões pelo extremo oriente, em especial o Japão, onde o grupo tem muitos fãs… e, para o programa de hoje, nós selecionamos faixas dos álbuns “UFO”, de 1970 e “Hinten” de 71.

Vocês ouviram o Guru Guru, com “Stone in”, “Next time see you at the Dalai Lhama” e “Eletric Junk”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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ASH RA TEMPEL

BG – THE FAIRY DANCE

1. LAUGHTER LOVING – 7:43

2. DAY-DREAM – 5:24

3. INTERPLAY OF FORCES – 8:48

4. BRING ME UP – 4:32

BG – SCHIZO

TOTAL – 26:27

GURU-GURU

BG – OOGA BOOGA

5. STONE IN – 5:43

6. NEXT TIME SEE YOU AT THE DALAI LHAMA – 5:59

7. ELETRICK JUNK – 11:03

BG FINAL – DER ELEKTROLURCH

TOTAL: 22:45

TOTAL GERAL: 49:12

Ouça o Art Rock com o Ash Ra Tempel & Guru Guru que foi ao ar no dia 07/05/2011, clicando aqui.

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Incredible String Band & Trees

Posted in Programas with tags , on 07/11/2011 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos mergulhar no folk rock britânico, começando com o som de um dos seus grupos mais geniais… a incomparável Incredible String Band.

A Incrível Banda de Cordas surgiu em 66, quando o duo formado por Robin Williamson e Clive Palmer, encontraram Mike Heron e resolveram foram um trio… tomando o nome The Incredible String Band, tirado do nome do acanhado bar folk de Palmer, o Clive’s Incredible Folk Club, que ficava no quarto andar de um prédio em Glasgow, na Escócia… os três tocavam ali toda noite, e ainda em 66 eles assinariam um contrato com o selo Elektra, especializado em folk music, lançando seu primeiro álbum.

O disco seria muito bem recebido… e, logo eles sairiam de vez do anonimato com o genial “The 5000 spirits or the layers of the onion”… a essa altura Palmer já havia deixado o grupo… mas o álbum seria celebrado e abriria caminho para discos ambiciosos que influenciariam muito do que se fez no folk rock britânico desde então, incluindo grupos recentes, como o Circulos, que a gente já trouxe aqui no Art Rock.

A Incredible String Band teria anos conturbados até a separação em 74, e seu retorno em 99 não renderia muitos trabalhos… para essa primeira parte do programa de hoje nós selecionamos faixas de dois trabalhos essenciais… “The hangman’s beautiful daughter” e “Wee tam and the Big Huge”, ambos de 68… discos seminais em que a mistura de tradições musicais distintas criam uma amálgama única, que Jimmy Page chegou a dizer um dia ter sido a sua grande inspiração.

Vocês ouviram a Incredible String Band com “Witches Hat”, “Water Song”, “You get Brighter”, “Maya” e “The Circle is Unbroken”.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer outro exemplo do folk rock britânico… desta vez com uma sonoridade mais convencional, mas nem por isso menos brilhante… o grupo Trees.

Fundado em 1969, em plena fase final da ascensão do folk rock na Inglaterra, o Trees era centrado em torno do multi-instrumentista Tobias Boshell, do guitarrista Barry Clarke e da vocalista Celia Humphries… tendo ainda na formação Unwin Brown na bateria e David Costa nas guitarras acústicas e no dulcimer… e eles lançariam em 1970 o seu primeiro álbum… “The Garden of Jane Delaney”.

A sonoridade tinha elementos do Fairport Convention, em parte devido à bela voz de Celia Humphries, mas o grupo tinha momentos mais voltados para a perspectiva do rock entremeando o domínio do lirismo e os climas melancólicos que seriam a sua marca registrada… e também estariam presentes no segundo álbum, “On the Shore”, lançado ainda em 1970…


Infelizmente, o grupo não seguiria muito adiante, tentando um retorno em 73, mas sem voltar a lançar nenhum trabalho de estúdio… dos seus integrantes, só “Bias” Boshell seguiria uma carreira de destaque, integrando o Barklay James Harvest e depois substituindo Patrick Moraz nos Moody Blues… enquanto isso, o Trees se converteria em das jóias ocultas do folk inglês… e nós selecionamos faixas de seus dois únicos álbuns para essa segunda parte do programa de hoje.

Vocês ouviram o Trees com “The Great Silkie”, “The Garden of Jane Delawney”, ‘Lady Margareth”, “Murdoch” e “While the Iron is Hot”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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INCREDIBLE STRING BAND

BG – THE HALF-REMARKABLE QUESTION

1. WITCHES HAT – 2:37

2. WATER SONG – 3:01

3. YOU GET BRIGHTER – 5:50

4. MAYA – 9:24

5. THE CIRCLE IS UNBROKEN – 4:42

BG – LORDLY NIGHTSHADE

TOTAL – 24:34

TREES

BG – SNAIL LAMENT

6. THE GREAT SILKIE – 5:16

7. THE GARDEN OF JANE DELAWNEY – 4:19

8. LADY MARGARETH – 7:14

9. MURDOCH – 5:10

10. WHILE THE IRON IS HOT – 3:20

BG – NOTHING SPECIAL

TOTAL – 25:19

TOTAL GERAL: 49:53

Ouça o Art Rock com o Incredible String Band & Trees que foi ao ar no dia 05/11/2011, clicando aqui.

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Coven

Posted in Programas with tags on 07/11/2011 by Artrock

“Boa noite, hoje como não poderia deixar de ser, teremos um programa especial para celebrar o Halloween… trazendo um pouco de um grupo genial, que foi um dos pioneiros do ocultismo no rock… o Coven, da bela vocalista Jinx Dawson…

Esse grupo americano foi fundado em Chicago em meados dos anos 60 e foi um dos primeiros a usar temas ocultistas em suas letras e também nos shows… e eles abriam par nomes de peso como o Vanilla Fugdge e os Yardbirds… com a sacerdotisa Jinx roubando a cena, junto dos seus acólitos… o baterista Steve Ross, o guitarrista Chris Nielsen, o tecladista John Hobbs e o baixista Oz Osbourne… que não tinha nada a ver com o seu xará do grupo inglês Black Sabbath, que ainda nem tinha surgido…

Ronnie James Dio é considerado o grande popularizador do sinal dos chifres… the Devil horns… que se tornaria uma das insígnias dos roqueiros… mas o Coven já o usava desde os anos 60, tanto em suas lendárias apresentações que simulavam missas negras, como no famoso encarte do seu primeiro álbum, em que os membros do grupo apareciam ao redor de Jinx, que estava deitada nua sobre um altar… hoje algo bem normal, mas que na época causou escândalo na conservadora sociedade americana.

Enquanto os grupos religiosos ameaçavam as lojas que vendessem os discos do grupo, os jornais ainda resolveram faturar em cima da controvérsia, tentando liga-los a um “Despertar do Mal” na Califórnia e chegando a associá-los à figura de Charles Manson e o assassinato de Sharon Tate… com tudo isso, é claro, a Mercury Records cancelou o seu contrato… a história não termina por aí, mas vamos começar ouvindo um pouco do lendário primeiro álbum do Coven “Witchcraft destroys minds and reaps souls” de 69 e também de “Coven”, lançado em 72…

Vocês ouviram o Coven com “Black Sabbath”, “The White Witch of Rose Hall”, “For Unlawful Carnal Knowledge”, “Wicked woman”, “Portrait”, “What can I get out of you” e Lonely Lover”.
A gente volta já…

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Vamos continuar celebrando o Halloween, com o som diabólico do Coven, que sobreviveu à caça às bruxas e hoje é considerado um dos precursores tanto do black metal quanto dos grupos góticos…

Depois que a gravadora mandou recolher o álbum do grupo das lojas, e em meio ao bombardeio da imprensa, o Coven se separou ainda em 1970… mas um amigo de Jinx, o ator, escritor e ativista político Tom Laughlin, acabou ajudando ao pedir que ela cantasse o tema de seu filme de 71, “Billy Jack”… uma versão para “One Tin Soldier” do grupo canadense Original Castle… e o tom amargo da interpretação de Jinx tornaria a faixa um dos últimos hinos pacifistas do movimento hippie.

Sem querer assumir para si o sucesso, a cantora pediu que a faixa fosse creditada na trilha do filme ao seu grupo… e com isso o Coven renasceria das cinzas, lançando em 72 um novo álbum… e dessa vez eles não colocaram nada de polêmico na capa, só um desenho sem face dos seus integrantes… o disco teria uma boa repercussão, e em 74 sairia mais um álbum, “Blood on the snow”… mas eles não iriam muito adiante, encerrando atividades pouco tempo depois.



Jinx se dedicaria a uma modesta carreira no cinema… e só nos anos 90 a velha reunião de bruxos voltaria a ocorrer, primeiro com a redescoberta do grupo e o relançamento dos seus álbuns, e depois com a reunião de material inédito que seria lançado por Jinx na coletânea “Metal Goth Queen”… que inclui faixas inéditas e até material gravado com Tommy Bolin do Deep Purple e também com os Equalizers, grupo que Jinx montou com Michael Monarch do Steppenwolf e Glen Cornick do Jethro Tull.

Vocês ouviram os iniciados do Coven, com as faixas “One tin soldier”, “Blue blue ships”, “Easy evil”, “Lost without a trace”, “Blood on the snow” e “Out of the rain”.

O Art Rock de Halloween fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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COVEN

BG – DIGNITARIES OF HELL

1. BLACK SABBATH – 3:36

2. THE WHITE WITCH OF ROSE HALL – 3:13

3. FOR UNLAWFUL CARNAL KNOWLEDGE – 4:46

4. WICKED WOMAN – 3:05

5. PORTRAIT – 2:41

6. WHAT CAN I GET OUT OF YOU – 3:45

7. LONELY LOVER – 3:30

BG – COVEN IN CHARING CROSS

TOTAL – 24:37

COVEN

BG – NOBODY’S LEAVING HERE TONIGHT

8. ONE TIN SOLDIER – 3:09

9. BLUE BLUE SHIPS – 5:14

10. EASY EVIL – 3:30

11. LOST WITHOUT A TRACE – 5:54

12. BLOOD ON THE SNOW – 2:02

13. OUT OF THE RAIN – 5:01

BG – BLACK SWAN

TOTAL – 24:50

TOTAL GERAL: 49:27

Ouça o Art Rock com o Coven que foi ao ar no dia 29/10/2011, clicando aqui.

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