Coven

“Boa noite, hoje como não poderia deixar de ser, teremos um programa especial para celebrar o Halloween… trazendo um pouco de um grupo genial, que foi um dos pioneiros do ocultismo no rock… o Coven, da bela vocalista Jinx Dawson…

Esse grupo americano foi fundado em Chicago em meados dos anos 60 e foi um dos primeiros a usar temas ocultistas em suas letras e também nos shows… e eles abriam par nomes de peso como o Vanilla Fugdge e os Yardbirds… com a sacerdotisa Jinx roubando a cena, junto dos seus acólitos… o baterista Steve Ross, o guitarrista Chris Nielsen, o tecladista John Hobbs e o baixista Oz Osbourne… que não tinha nada a ver com o seu xará do grupo inglês Black Sabbath, que ainda nem tinha surgido…

Ronnie James Dio é considerado o grande popularizador do sinal dos chifres… the Devil horns… que se tornaria uma das insígnias dos roqueiros… mas o Coven já o usava desde os anos 60, tanto em suas lendárias apresentações que simulavam missas negras, como no famoso encarte do seu primeiro álbum, em que os membros do grupo apareciam ao redor de Jinx, que estava deitada nua sobre um altar… hoje algo bem normal, mas que na época causou escândalo na conservadora sociedade americana.

Enquanto os grupos religiosos ameaçavam as lojas que vendessem os discos do grupo, os jornais ainda resolveram faturar em cima da controvérsia, tentando liga-los a um “Despertar do Mal” na Califórnia e chegando a associá-los à figura de Charles Manson e o assassinato de Sharon Tate… com tudo isso, é claro, a Mercury Records cancelou o seu contrato… a história não termina por aí, mas vamos começar ouvindo um pouco do lendário primeiro álbum do Coven “Witchcraft destroys minds and reaps souls” de 69 e também de “Coven”, lançado em 72…

Vocês ouviram o Coven com “Black Sabbath”, “The White Witch of Rose Hall”, “For Unlawful Carnal Knowledge”, “Wicked woman”, “Portrait”, “What can I get out of you” e Lonely Lover”.
A gente volta já…

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Vamos continuar celebrando o Halloween, com o som diabólico do Coven, que sobreviveu à caça às bruxas e hoje é considerado um dos precursores tanto do black metal quanto dos grupos góticos…

Depois que a gravadora mandou recolher o álbum do grupo das lojas, e em meio ao bombardeio da imprensa, o Coven se separou ainda em 1970… mas um amigo de Jinx, o ator, escritor e ativista político Tom Laughlin, acabou ajudando ao pedir que ela cantasse o tema de seu filme de 71, “Billy Jack”… uma versão para “One Tin Soldier” do grupo canadense Original Castle… e o tom amargo da interpretação de Jinx tornaria a faixa um dos últimos hinos pacifistas do movimento hippie.

Sem querer assumir para si o sucesso, a cantora pediu que a faixa fosse creditada na trilha do filme ao seu grupo… e com isso o Coven renasceria das cinzas, lançando em 72 um novo álbum… e dessa vez eles não colocaram nada de polêmico na capa, só um desenho sem face dos seus integrantes… o disco teria uma boa repercussão, e em 74 sairia mais um álbum, “Blood on the snow”… mas eles não iriam muito adiante, encerrando atividades pouco tempo depois.



Jinx se dedicaria a uma modesta carreira no cinema… e só nos anos 90 a velha reunião de bruxos voltaria a ocorrer, primeiro com a redescoberta do grupo e o relançamento dos seus álbuns, e depois com a reunião de material inédito que seria lançado por Jinx na coletânea “Metal Goth Queen”… que inclui faixas inéditas e até material gravado com Tommy Bolin do Deep Purple e também com os Equalizers, grupo que Jinx montou com Michael Monarch do Steppenwolf e Glen Cornick do Jethro Tull.

Vocês ouviram os iniciados do Coven, com as faixas “One tin soldier”, “Blue blue ships”, “Easy evil”, “Lost without a trace”, “Blood on the snow” e “Out of the rain”.

O Art Rock de Halloween fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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COVEN

BG – DIGNITARIES OF HELL

1. BLACK SABBATH – 3:36

2. THE WHITE WITCH OF ROSE HALL – 3:13

3. FOR UNLAWFUL CARNAL KNOWLEDGE – 4:46

4. WICKED WOMAN – 3:05

5. PORTRAIT – 2:41

6. WHAT CAN I GET OUT OF YOU – 3:45

7. LONELY LOVER – 3:30

BG – COVEN IN CHARING CROSS

TOTAL – 24:37

COVEN

BG – NOBODY’S LEAVING HERE TONIGHT

8. ONE TIN SOLDIER – 3:09

9. BLUE BLUE SHIPS – 5:14

10. EASY EVIL – 3:30

11. LOST WITHOUT A TRACE – 5:54

12. BLOOD ON THE SNOW – 2:02

13. OUT OF THE RAIN – 5:01

BG – BLACK SWAN

TOTAL – 24:50

TOTAL GERAL: 49:27

Ouça o Art Rock com o Coven que foi ao ar no dia 29/10/2011, clicando aqui.

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7 Respostas to “Coven”

  1. Que lixo de banda, não sou muito religioso mas essa inclui na lista negra de bandas para não ouvir.

  2. É uma pena que ainda role preconceito… o Coven é uma grande banda que sofreu justamente com esse tipo de atitude… a temática ocultista é tão legítima quanto qualquer outra em um ambiente que não se fecha no preconceito. Toda e qualquer forma de juízo prévio é lamentável e insustentável. Infelizmente, o mesmo veículo que nos permite passar adiante as mais diversas formas do rock – a internet – também permite críticas nem sempre fundamentadas.

    Acreditamos em trazer para o nosso público o rock em toda a sua pluralidade, reconhecendo o sentido de *progressivo* não como análogo ao arcaico conceito unidirecional de *progresso*, mas como uma tentativa de denominar um momento da música em que essa buscou mover-se em todas as direções possíveis, encontrando ecos que iam do sinfônico ao folclórico (e incluindo tradições musicais as mais diversas). Esse termo nasceu no cadinho cultural dos anos 60, em meio ao movimento psicodélico (do qual o Coven era parte) e que resultou na força e na expressividade do rock dos anos 70… tanto o pesado como o propriamente progressivo… sonoridades que não devem ser julgadas pelo reducionismo do *gosto* mas sim pela percepção de sua dimensão histórica e pelo simbolismo de sua busca pela liberdade… que ainda não se esgotou.

    Mas, por outro lado, todos tem o direito à sua opinião, e o dever de respeitar mutuamente as opiniões alheias… assim, nós, da equipe do Art Rock, acolhemos a opinião do nosso anônimo visitante, e esperamos que possamos, no futuro, agradar a ele e a outros que, como ele, possam ter achado ofensivo o som (ou talvez só a imagem e o tema) do Coven.

  3. elcioch Says:

    eu tinha comprado um vinil dessa banda confesso que no principio não me agradou, mas depois acabei gostando hoje eu gostaria de ter uma copia em digital, em cd eu não achei pelo menos não no brasil! tem muita coisa antiga que anda perdido, se não fossem os antigos fans e colecionadores!… agora apos tanto tempo venho procurando atravez da web esse disco!
    sera que é possivel? pelo menos aqui eu não vi nem um link! mas foi legal ler a histora desse grupo ao qual antes nada sabia! pra mim era um grupinho qualquer em um disquinho qualquer, mas apos ler seu texto fez toda a diferença!
    e não só eles como outros tambem!
    obrigado!

  4. elcioch Says:

    obrigado por sua atenção!
    semana passada acabei encontrando! ja nem tinha mais esperanças pois algum tempo atraz fui a caça e nada, apelei ate para o programa ares e foi aquele silencio!
    com esta tua dica imagino que posso encontrar outras bandas aos quais tem aqui postado e acabei gostando do que li!

    • Que bom que encontrou! Isso ai, naquele link tem muita coisa boa, aproveita. E que bom que gostou das nossas postagens, ficamos realizados quando temos o retornos dos ouvintes.
      Até mais e bons sons!

      • susane Says:

        eu gostaria muito de ter as letras das musicas do album “Blood on the sonow”, se alguem tiver por favor me passe!

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