Arquivo de setembro, 2013

Budgie

Posted in Programas with tags on 19/09/2013 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje nós vamos trazer um power-trio britânico… o Budgie, que já passou das quatro décadas de carreira e influenciou muitos outros grupos do lado mais pesado do rock…

Budgie-Squawk

Nascido em Cardiff, no País de Gales, em 1967, o grupo já contava em sua formação com o baixista e vocalista Burke Shelley… e, na época, eles usavam o nome Hills Contenporary Grass, mas mudariam para Six Ton Budgie em 69… uma mistura da ideia de peso e de leveza que era típica dos anos 60… afinal, se podia existir um zepelim de chumbo, porque não um periquito de seis toneladas?

budgie-in-for-the-kill

Mais tarde eles encurtariam o nome, e seria como Budgie que lançariam o seu primeiro álbum em 71, conservando a figura do periquito como a sua marca registrada, e mantendo assim o contraste com o som pesado, dominado pelos riffs de guitarra e pela forte marcação do baixo, em meio às letras viajantes, mas que deixavam de lado o lirismo para abraçar uma poética mais visceral.

budgie-never-turn

O Budgie ganharia terreno aos poucos durante a década de 70, mas nunca atingiu o status de outros grandes grupos da primeira geração do rock pesado britânico… o que não o impediu de ser uma das influências essenciais para as gerações seguintes, em especial para os grupos -heavy surgidos nos anos 80 e além… vamos ouvir um pouco dos álbuns “Squawk” de 72, “Never turn your back on a friend” de 73 e “In for the kill!” de 74…

Vocês ouviram “Whiskey river”, “Breadfan”, “Parents” e “In for the kill” com o Budgie.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer mais um pouco do Budgie, que anda silencioso desde 2010, devido aos problemas de saúde de Burke Shelley.

budgie-bandolier

O último álbum da fase clássica do grupo foi “Deliver us from evil” de 1982, mas o grupo continuou se apresentando até 88, com Burke Shelley e o baterista Steve Williams passando a se dedicar à produção… mas à essa altura vários grupos já estavam pagando tributo ao Budgie… como o Metallica, que fez covers para as faixas “Crash course in brain surgery” e “Bredfan”.

No fim, o Budgie voltaria à atividade nos anos 90… a princípio só para apresentações e rápidas tours, ao mesmo tempo em que seus discos eram relançados em CD e eles aproveitavam para resgatar material de shows antigos e atuais em uma série de álbuns ao vivo… mas em 2006, Burke, Steve e novo guitarrista Simon Lees lançariam “You’re all living in Cuckooland”, o primeiro trabalho de estúdio do grupo em 24 anos…

budgie-nightflight

Infelizmente, o que era para ser um recomeço para o Budgie não iria muito longe, pois em 2010 Burke Shelley sofreu um aneurisma depois de uma cirurgia e, apesar de ter-se recuperado, ele não conseguiu mais voltar à velha forma… desde então, o grupo não se apresentou mais… e para fechar nós selecionamos faixas dos álbuns “Bandolier” de 75 e “Nightflight” de 81…

Vocês ouviram o Budgie com “I can’t see my feelings”, “Napoleon Bona (Part I-II), “I turned to stone” e “Don’t lay down and die”…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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BUDGIE

BG – LIVING ON YOUR OWN

1. WHISKEY RIVER – 3:21

2. BREADFAN – 6:10

3. PARENTS – 10:25

4. IN FOR THE KILL – 6:27

BG – RUNNING FROM MY SOUL

TOTAL – 26:23

BUDGIE

BG – BREAKING ALL THE HOUSE RULES

1. I CAN’T SEE MY FEELINGS – 5:55

2. NAPOLEON BONA (PART I-II) – 7:15

3. I TURNED TO STONE – 6:12

4. DON’T LAY DOWN AND DIE – 3:36

BG – I AIN’T NO MOUNTAIN

TOTAL: 22:58

TOTAL GERAL – 49:21

Ouça o Art Rock com a Budgie que foi ao ar no dia 14/09/2013, clicando aqui.

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Faust

Posted in Programas with tags on 12/09/2013 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos atender a pedidos e trazer um dos grupos essenciais do rock alemão, o genial Faust.

faust-iv

Formado em 71, com a ajuda do produtor Uwe Nettelbeck, o Faust sempre teve como uma das suas figuras centrais o baterista Werner “Zappi” Diermaier, além de Jean-Hervé Peron e de Hans Irmier… e desde o seu primeiro álbum, lançado ainda em 71, eles sempre adotaram um som extraordinário e sem concessões, que acabou levando-os a perder em pouco tempo o seu contrato com a Polydor…

A proposta estética radical do grupo já podia ser vista no próprio visual do seu antológico álbum “Faust”, que tinha uma capa transparente, mostrando a imagem do raio-x de uma mão (faust quer dizer “punho” em alemão) e combinando com o vinil também transparente… e o conteúdo não fazia por menos… uma colagem de ruídos, efeitos e distorções que se integrava a frases musicais de forma caótica e imprevisível.

Impressionado, o futuro bilionário Richard Branson, da Virgin Records, socorreu o grupo, assinando um contrato e lançando o álbum “The Faust Tapes” pelo preço de um compacto para garantir a sua promoção no cenário progressivo britânico… a ideia parecia ter dado certo e ainda naquele ano sairia o antológico “Faust IV”… e é um pouco deste trabalho que nós selecionamos para abrir o programa de hoje.

Vocês ouviram o Faust com “Jennifer”, “Giggy smile” e “Just a second (stars like that!)”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar trazendo um pouco do Faust, uma das lendas do rock germânico, que voltou à atividade nos anos 90, depois de um longo silêncio.

faust-something-dirty

Apesar de amplamente respeitado, o Faust estava longe de conseguir alcançar grandes vendagens… e mesmo a Virgin Records, que sempre havia se interessado nesse tipo de som, acabou desistindo do grupo… com isso, eles se separaram em 75… e passariam quase duas décadas se reunindo só ocasionalmente, antes de tentarem um retorno de verdade.

Somente em 94 o Faust voltaria a gravar álbuns de estúdio e excursionar com frequência… e desde então o grupo se beneficiou do renovado interesse para com a música progressiva, mesmo nos estilos mais vanguardistas… eles participaram de eventos da corrente musical RIO (Rock in Oposition) e chegaram até a gravar trabalhos em parceria… como “Disconnected” de 2007 com o Nurse with Wound.

O último álbum de estúdio do Faust foi “Something dirty” de 2011, em que o grupo tinha como convidados a performer Geraldine Swayne e o guitarrista James Johnston (ex-Bad Seeds de Nick Cave)… além de Jean-Hervé Péron e Werner Diermaier… e vocês ficam com um pouco desse trabalho recente para fechar o Art Rock de hoje…

Vocês ouviram o Faust com “Tell the bitch to go home”, “Thoughts of the dead”, “Lost the signal”, “Invisible mending” e “Le sole Dorée”…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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FAUST

BG – KRAUTROCK

1. JENNIFER – 7:13

2. GIGGY SMILE – 7:47

3. JUST A SECOND (STARS LIKE THAT!) – 10:33

BG – THE SAD SKINHEAD

TOTAL – 25:32

FAUST

BG – HERBSTSMMUNG

4. TELL THE BITCH TO GO HOME – 5:54

5. THOUGHTS OF THE DEAD – 2:10

6. LOST THE SIGNAL – 8:43

7. INVISIBLE MENDING – 2:16

8. LE SOLE DORÉE – 5:17

BG – DAMPFAUSLASS

TOTAL: 24:20

TOTAL GERAL – 49:03

Ouça o Art Rock com a Faust que foi ao ar no dia 07/09/2013, clicando aqui.

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Neil Young

Posted in Programas with tags on 04/09/2013 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa uma das lendas vivas do rock… que continua tão ativo como nunca e mostrando que a idade não é sinônimo de velhice…

psychedelic pill

Estamos nos referindo ao grande Neil Young… que é uma presença frequente no Art Rock em qualquer uma das suas muitas fases, todas elas impecáveis na sua busca por carregar a bandeira original do rock: a liberdade… tanto na forma como na substância, pois, ao mesmo em que nunca deixou de experimentar as possibilidades da música, ele também se manteve fiel ao ativismo e ao engajamento.

Depois de enfrentar um aneurisma cerebral em 2005, Neil Young não diminuiu seu ritmo… ao contrário, ele lançaria uma série de grandes álbuns, a começar por “Living With War” de 2006, além de voltar a excursionar com Crosby, Stills & Nash na célebre tour “Freedom of Speach” e também dar início a uma série de campanhas pela proteção do meio ambiente.

E em 2012, ao mesmo tempo em que editava sua autobiografia, “Waging Heavy Peace”, ele também lançaria dois álbums… primeiro foi “Americana”, uma mini obra-prima que nós já trouxemos aqui no programa… e depois “Psychedelic Pill”, outro trabalho em colaboração com os seus velhos companheiros, o grupo Crazy Horse… vamos conferir um pouco de mais esse registro do incansável Neil Young.

Vocês ouviram Neil Young com “Psychedelic Pill” e “Ramada Inn”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar trazendo o álbum “Psychedelic Pill”… uma viagem sonora de Neil Young & Crazy Horse.

A última colaboração de Neil com o Crazy Horse havia sido em “Greendale”, de 2003, um trabalho conceitual e complexo, estruturado como uma opera rock e também envolvendo a produção de um filme e, mais tarde, de uma graphic novel, em torno da história de uma família da imaginária cidadezinha que dá nome ao álbum…

Depois de “Greendale”, Neil ficaria anos sem gravar com o Crazy Horse, em parte devido à repercussão de seus outros trabalhos, e também de suas lutas políticas e seu retorno com o Crosby, Stills, Nash & Young… mas a velha parceria seria retomada para o álbum “Americana”… e, durante as gravações, as jam sessions renderiam ideias que seriam trabalhadas em “Psychedelic Pill”.

Com longas faixas, o álbum usa a linguagem nascida na era da psicodelia, onde o clima de viagem lisérgica esconde uma reflexão sobre o nosso tempo, nascido do sonho frustrado de gerações perdidas, que nos deixaram cercados de ilusões tecnológicas e problemas não resolvidos… vamos conferir mais um pouco da pílula psicodélica de Neil Young.
Vocês ouviram “Twisted Road”, “She’s Always dancing” e “Walk like a giant” com Neil Young, que deu outra prova da sua atualidade ao lançar em 2013 o PONO, um novo formato de áudio, cruzando a qualidade do analógico com a portabilidade do som digital.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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NEIL YOUNG

BG – DRIFTING BACK

1. PSYCHEDELIC PILL – 3:26

2. RAMADA INN – 16:49

BG – BORN IN ONTARIO

TOTAL – 20:15

NEIL YOUNG

BG – FOR THE LOVE OF MAN

3. TWISTED ROAD – 3:28

4. SHE’S ALWAYS DANCING – 8:33

5. WALK LIKE A GIANT – 16:27

BG – DRIFTING BACK

TOTAL: 28:58

TOTAL GERAL – 49:03

Ouça o Art Rock com a Neil Young que foi ao ar no dia 31/08/2013, clicando aqui.

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