Arquivo de outubro, 2014

Pineapple Thief

Posted in Programas with tags on 30/10/2014 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer um colaboração do nosso amigo Almir Octávio, que é nosso ouvinte desde os primeiros tempos do Art Rock e nos passou material de um dos melhores grupos da nova geração britânica… o Pineapple Thief.

 pineapplethief-someonehereismissing

Formado em 99 em Somerset na Inglaterra, o Pineapple Thief teve o nome inspirado no laureado filme “Eve’s Bayou” de 97… o grupo foi uma criação do músico de origem alemã Bruce Soord, ex-membro do trio progressivo Vulgar Unicorn, que chegou a lançar três álbuns nos anos 90, antes da separação.

E foi para prestar uma homenagem ao seu antigo grupo que ele resolveu chamar o primeiro álbum do Pineapple Thief de “Abducting the Unicorn”… um trabalho dominado por uma sonoridade de climas suaves, que saiu pela Cyclops Records ainda em 99 e chegou a atrair alguma atenção, mesmo que apenas no mercado alternativo.

Mas o grupo só ganharia mais reconhecimento a partir de 2002, com os álbuns “Variations on a Dream”, “10 Stories Down” e “Little Man”… onde a coesão musical e a colaboração com o tecladista Steve Kitch já se tornava mais sensível… o tom melancólico do grupo já estava bem presente nessa época, mas para essa primeira parte do programa selecionamos faixas do álbum “Someone Here is Missing”, de 2010…

Vocês ouviram “Nothing at best”, “The State we’re in”, “Preparations for Meltdown”, “Someone Here is Missing” e “3000 days” com The Pineapple Thief.

A gente volta já…

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E vamos continuar com o grupo birtânico Pineapple Thief… agora trazendo um pouco do seu álbum de 2014… “Magnolia”.

pineapplethief-magnolia

O crescente prestígio do grupo já podia ser sentido na escolha do designer para a capa do álbum “Someone Here is Missing”… ninguém menos que Storm Thorgeson, autor de capas lendárias para o Pink Floyd, Genesis, Peter Gabriel, Led Zeppelin, Black Sabbath e muitos outros… mas o que era mais sensível no grupo era a evolução da sua proposta musical, que ficou ainda mais clara em “All the Wars”, de 2012…

Com arranjos orquestrais, o álbum contava com o novo baterista, Keith Harrison, e ganhou uma edição especial dupla, que incluía um álbum com versões acústicas… tudo isso é claro mantendo o foco de suas apresentações e da divulgação de seus trabalhos no mercado progressivo europeu…

Em 2014 eles lançaram “Magnolia”, o décimo álbum de estúdio do grupo… um trabalho que mostra uma musicalidade amadurecida depois de 15 anos carreira… e que também permite refletir sobre uma realidade mercadológica que escapa do controle dos grandes estúdios, e permite a existência de gerações de músicos realizando seus projetos sem fazer concessões a modismos efêmeros… vamos conferir um pouco desse belo trabalho do Pineapple Thief.

Com o Pineapple Thief vocês ouviram “Alone at Sea”, “Magnolia”, “Coming Home”, “The one you left to die”, “Sense of fear” e “Steal this life”.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos nosso amigo, o colecionador Almir Octávio pela colaboração com o programa… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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PINEAPPLE THIEF

BG – WAKE UP THE DEAD

1. NOTHING AT BEST – 4:10

2. THE STATE WE’RE IN – 3:20

3. PREPARATION FOR MELTDOWN – 7:28

4. SOMNEONE HERE IS MISSING – 3:54

5. 3000 DAYS – 6:11

BG – BARELY BREATHING

TOTAL – 25:01

PINEAPPLE THIEF

BG – SIMPLE AS THAT

6. ALONE AT SEA – 5:21

7. MAGNOLIA – 3:48

8. COMING HOME – 3:06

9. THE ONE YOU LEFT TO DIE – 4:20

10. SENSE OF FEAR – 4:31

11. STEAL THIS LIFE – 4:06

BG – BOND

TOTAL: 25:10

TOTAL GERAL – 50:11

Ouça o Art Rock com a Pineapple Thief que foi ao ar no dia 25/10/2014, clicando aqui.

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Aguaturbia

Posted in Programas with tags on 23/10/2014 by Artrock

“Boa noite, hoje o programa será dedicado a uma lenda do rock latino americano, que foi também uma vítima do golpe militar no Chile, nos anos 70… o Aguaturbia.

 Aguaturbia

A história desse grupo começa em 69, em torno de Carlos e Denise Corales… ele era um guitarrista já conhecido, com trabalhos junto dos Diablos Azules… e ela se chamava na verdade Climene Solís Puleghini e era uma jovem cantora nascida no Brasil, filha de pai chileno e mãe brasileira… eles se conheceram quando Carlos estava formando um grupo de blues psicodélico com o baterista Willy Cavada e o baixista Ricardo Briones…

Climene tinha a atitude certa, mas o nome acabou mudando para Denise… e ela também casaria com Carlos para poder sair da casa dos pais e entrar para o grupo… coisas típicas de uma sociedade conservadora, que era justamente o que o Aguaturbia estava para detonar, já na capa do seu primeiro álbum, em que apareciam sem roupa… algo impensável no Chile de 1969…

O álbum “Aguaturbia” foi primeira página nos jornais do Chile, e o grupo tornou-se celebridade da noite para o dia… mas eles eram mais do que uma jogada de marketing… seu som combinava versões impecáveis para faixas clássicas e também composições que se tornariam polêmicas, como “Erotica”, onde sobressaiam os gemidos de Denise…

Vocês ouviram o Aguaturbia com “Baby”, uma cover de Clara Thomas, depois foi “Erotica”, “Somebody to Love”, cover do Great Society (mais conhecida pela versão do Jefferson Airplane), “Crimson and Clover”, uma cover para o hit do grupo The Shondells e, para fechar, “E.V.O.L.”.

A gente volta já…

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E nós vamos trazer mais um pouco do Aguaturbia, um grupo que marcou época no rock chileno na virada dos anos 60 para os 70…

Aguaturbia - Volumen 2

Depois do impacto da capa do álbum “Aguaturbia” de 69, todos pensaram que o grupo não seria capaz de surpreender no seu próximo trabalho… mas estavam enganados… para ilustrar “Volumen 2” de 70, eles se inspiraram na obra “El Cristo de San Juan de la Cruz” de Dalí… mas com Denise Corales na posição de crucificada…

Essa capa hoje passaria despercebida, mas na época foi um choque e serviu para firmar ainda mais a imagem iconoclasta do grupo… sentindo a pressão, eles se mudaram para os Estados Unidos e formaram o Sun… só em 73 voltariam ao Chile… mas aí, com a violência da ditadura Pinochet o clima estava ainda mais pesado e a volta do Aguaturbia só rendeu um compacto antes da separação em 74.

Só com o lançamento da coletânea “Pscychedelic Drugstore” pelo selo Record Runner é que o grupo voltou a ser lembrado… para a surpresa até dos seus integrantes, que depois de anos de rumores, acabaram por voltar a se apresentar ao vivo em meados da década passada… vamos ouvir mais um pouco dessa promessa interrompida do rock sul-americano:

Com o Aguaturbia primeiro foi uma cover para “Heartbreaker” do Grand Funk, depois “Waterfall”, “Well All Right” de Buddy Holly, “Aguaturbia”, “The Guitar Man”, uma cover do Bread… e, para fechar, “Flaco”, uma composição em espanhol do duo formado por Carlos e Denise Corales depois do fim do Aguaturbia.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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AGUATURBIA

BG – UNO DE ESTOS DIAS

1. BABY – 3:04

2. EROTICA – 3:51

3. ALGUIEM PARA AMAR – 3:02

4. CARMESI Y TRÉBOL – 7:07

5. EVOL – 8:44

BG – AH AH AH AY

TOTAL – 25:48

AGUATURBIA

BG – I WONDER WHO

6. HEARTBREAKER – 4:34

7. BLUES ON THE WEST SIDE – 6:18

8. WATERFALL – 3:46

9. WELL ALL RIGHT – 3:48

10. AGUATURBIA – 2:25

11 FLACO – 3:29

BG – EL HOMBRE DE LA GUITARRA

TOTAL: 24:20

TOTAL GERAL – 50:08

Ouça o Art Rock com a Aguaturbia que foi ao ar no dia 18/10/2014, clicando aqui.

 

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E ainda para complementar eeste programa, deixamos aqui o  link para um show do Aguaturbia realizado recentemente em 2013 no Rockodromo:

Rockodromo 2013 – Noche de Culto – Aguaturbia – Show completo

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Premiata Forneria Marconi

Posted in Programas with tags on 20/10/2014 by Artrock

“Boa noite, hoje o programa será dedicado ao prog. italiano, trazendo dois momentos de um dos seus grupos fundamentais, o Premiata Forneria Marconi…

PFM - Jet Lag 1977

Desde o seu surgimento o PFM sempre esteve entre os grandes grupos do rock italiano… uma lenda viva, que é presença frequente aqui no nosso programa e que dispensa maiores apresentações, pois é também presença praticamente obrigatória na discoteca de qualquer fã de progressivo…

E vamos abrir o programa com faixas de uma fase pouco conhecida do Premiata… sua última tentativa de alcançar o mercado internacional, em meados dos anos 70… quando o grupo contava com o vocalista Bernardo Lanzetti, ex-Acqua Fragile, e também com o violinista Gregory Bloch do It’s a Beautiful Day, que havia substituído Mauro Pagani.

Gravado em Los Angeles, o álbum “Jet Lag” tinha claras influências de jazz-fusion e mostrava o PFM tentando adequar a sua sonoridade a um mercado que estava em plena ebulição, com a ascensão do punk rock e da disco music… claro que não deu certo, logo eles estavam de volta à Itália e seu disco seguinte seria bem diferente… vamos ouvir faixas desse álbum pouco lembrado do Premiata Forneria Marconi.

Vocês ouviram o PFM com “Jet Lag”, “Storia in LA”, “Breaking in”, e “Traveler” …

A gente volta já…

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E agora nós vamos trazer um trabalho mais recente do Premiata Forneria Marconi… seu disco sinfônico gravado em 2013…

PFM In Classic da Mozart a Celebration 2013

Depois da opera rock “Dracula” de 2005 o PFM entrou em uma fase movimentada, voltando a se apresentar nos Estados Unidos e também excursionando pela América Latina, inclusive o Brasil… e a boa fase continuou com “Stati di Immaginazione” de 2006 e com “La Buona Novella” de 2010…

Mas, para o programa de hoje, nós selecionamos um pouco do álbum duplo de 2013… “PFM In Classic: Da Mozart A Celebration”… em que eles exploram a fusão do rock com a música orquestral… um dos conceitos fundadores do progressivo, quando ainda estava nascendo, entre às viagens sonoras dos Moody Blues, do Procol Harum, do Nice e tantos outros.

O Premiata retomou essa ideia em um trabalho impecável, onde composições de Mozart, Dvořák, Prokofiev, Rimsky Korsakov, Verdi e outros, se encontram com faixas clássicas do grupo, em novos arranjos para orquestra sinfônica, que teve a regência de Bruno Santori… vamos conferir um pouco desse belo álbum do velho PFM …

Vocês ouviram o Premiata Forneria Marconi & Orquestra com “Il Flauto Magico (ouverture)”, “La Luna Nuova” e “Maestro dela Voce”… essa última uma nova versão para a faixa clássica do Premiata em homenagem ao grande Demetrio Stratos do Area.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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PFM

BG – LEFT HANDED THEORY

1. JET LAG – 9:14

2. STORIA IN LA – 6:28

3. BREAKING IN – 4:10

4. TRAVELER – 5:42

BG – MERIDIANI

TOTAL – 25:35

PFM

BG – LA GRANDE PASQUA RUSSA

5. IL FLAUTO MAGICO (OUVERTURE) – 8:19

6. LA LUNA NUOVA – 7:42

7. MAESTRO DELLA VOCE – 7:21

BG – DANZA MACABRA

TOTAL: 23:22

TOTAL GERAL – 48:57

Ouça o Art Rock com a Premiata Forneria Marconi que foi ao ar no dia 11/10/2014, clicando aqui.

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Jethro Tull

Posted in Programas with tags on 08/10/2014 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer uma das lendas do rock britânico, e um grupo que está entre as unanimidades do rock, o genial Jethro Tull.

war-child

Já trouxemos o Jethro muitas vezes no programa… e além disso ele está entre os grupos mais conhecidos entre os prog e folk rockers… por isso, para o programa de hoje nós resolvemos nos concentrar em dois trabalhos marcantes, representando momentos distintos da sua longa carreira, que entrou em recesso e parece ter chegado ao fim em meio aos novos trabalhos solo de seu líder, o flautista e vocalista Ian Anderson.

Nessa primeira parte vamos ouvir “War Child” de 74, um dos álbuns mais marcantes da fase em que o grupo explorava os caminhos progressivos… a ideia original era um álbum duplo que acompanharia um filme realizado com a ajuda de John Cleese do Monty Python… um projeto ambicioso que acabou sendo deixado de lado pela falta de interesse dos estúdios…

O álbum acabou sendo lançado assim mesmo, ainda que com um só LP, mas acabou surpreendendo o grupo ao chegar ao topo das paradas nos Estados Unidos… mesmo sendo um trabalho complexo, com a poética típica de Ian Anderson, cantada sobre o pano de fundo dos arranjos orquestrais do maestro David Palmer…

Vocês ouviram o Jethro Tull com “War child”, “Skating away in the thin ice of a new day”, “Bungle in the jungle”, “Only solitaire”, “Two fingers” e “Saturation”.

A gente volta já…

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E agora nós vamos saltar para a década de 80, e reencontrar o Jethro Tull, com uma formação bem diferente, mas ainda pleno do seu estilo inconfundível…

TheBroadswordAndTheBeast

Depois do álbum “A” de 1980, o Tull parecia estar entre os muitos grandes grupos que iria tentar trilhar novos caminhos musicais, “modernizando” o seu som e investindo mais nos teclados eletrônicos e nas faixas curtas… sem buscar mais a rica estrutura melódica e as influências folk e progressivas da sua fase clássica.

Mas o grupo estava na verdade em uma fase de transição, tentando se encontrar em meio a mudanças de formação e à alteração do mercado, que havia ficado menos interessado no rock e preferia investir cada vez mais na pop music… e o resultado para o Jethro seria a crise de identidade, mas ainda assim com momentos interessantes.

O álbum “The Broadsword and the Beast” tentava uma reconciliação entre as novas ambições musicais do grupo e as influências folk, que já eram claras na própria capa do ilustrador Iain McCaig, e as runas saxônicas com os versos da faixa “Broadsword”… logo o Jethro reencontraria sua identidade e não a perderia mais… vamos fechar o programa de hoje com um pouco desse trabalho de 82…

Com o Jethro Tull vocês ouviram “Beastie”, “Clasp”, “Slow marching band”, “Broadsword”, “Pussy willow”, “Flying Colours” e “Cheerio”.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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JETHRO TULL

BG – RAINBOW BLUES

1. WAR CHILD – 4:35

2.SKATING AWAY IN THE THIN ICE OF A NEW DAY – 4:10 (- 42s.)

3. BUNGLE IN THE JUNGLE – 3:35

4. ONLY SOLITAIRE – 1:37

5. TWO FINGERS – 5:18

6. SATURATION – 4:20

BG – SEALION 2

TOTAL – 23:35 – 0.42 = 22:53

JETHRO TULL

BG – WATCHING ME WATCHING YOU

7. BEASTIE – 3:58

8. CLASP – 4:16

9. SLOW MARCHING BAND – 3:37

10. BROADSWORD – 5:02

11. PUSSY WILLOW – 3:53

12. FLYING COLOURS – 4:37

13. CHEERIO – 1:14

BG – FALLEN ON HARD TIMES

TOTAL: 25:55

TOTAL GERAL – 48:48

Ouça o Art Rock com a Jethro Tull que foi ao ar no dia 04/10/2014, clicando aqui.

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Brian Auger

Posted in Programas with tags , , , on 01/10/2014 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer um dos maiores tecladistas do rock inglês… o genial Brian Auger, uma figura lendária e prolífica, mas que nunca alcançou a notoriedade mundial de outros magos dos teclados do rock pesado e progressivo…

juliedriscoll-brianauger-trinity- streetnoise

Considerado, entre outras coisas, como o “pai do acid jazz”, Brian Auger montou a primeira versão do seu grupo, o Trinity, em 1963… na época, era um jazz piano trio e contava no baixo com nada menos do que Rick Laird (futuro Mahavishnu Orchestra)… mas essa foi apenas uma das muitas versões desse grupo, que em 65 seria temporariamente deixado de lado para uma empreitada mais ambiciosa…

A ideia era fazer um supergrupo que cruzasse as linguagens do blues, do jazz e do rock… e, para isso, além do Trinity como banda de apoio, Brian Auger reuniu três grandes vocalistas: Long John Baldry, Rod Stewart e Julie Driscoll… o resultado seria o grupo Steampacked, um projeto que não foi longe mas antecipava as viagens sonoras do Nice de Keith Emerson, do Colosseum de Jon Hiseman e até do próprio Cream…

juliedriscoll-brianauger-trinity- open

Mas esse contato acabaria rendendo uma nova versão do seu grupo, que passaria a ser conhecido como Julie Driscoll, Brian Auger and The Trinity… e lançaria em 67 o álbum “Open”, o primeiro de uma série de grandes trabalhos… e para o programa de hoje nós selecionamos faixas desse disco de estreia e também do duplo “Streetnoise” de 1969…

Vocês ouviram Julie Driscoll, Brian Auger and The Trinity com a sua marca registrada… composições originais em meio a versões arrasadoras… primeiro foi “This Wheel’s on Fire” de Bob Dylan, depois “Road to Cairo”, “A Word About Colour”, “Light my Fire” dos Doors, “Indian Rope Man” e, para fechar, “Flesh Failures (Let the Sunshine In)” um dos temas mais famosos do musical “Hair”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar com mais um pouco da longa carreira do grande Brian Auger, que continua em plena atividade, não apenas com álbuns e excursões frequentes, mas também participando de inúmeros projetos.

brianauger-oblivionexpress-secondwind

Depois das idas e vindas de Julie Driscoll, Brian Auger resolveu embarcar em um novo projeto, o Oblivion Express… com quem lançaria grandes trabalhos nos anos 70, explorando as possibilidades do jazz fusion e do progressivo… o grupo teria um grande impacto no cenário musical, mas se manteria em segundo plano, sem alcançar a repercussão dos novos grupos surgidos na época.

brianauger-oblivionexpress

Mas Auger nunca perdeu sua posição de prestígio… seu talento invejável também se expressava nas parcerias… desde os tempos em que tocava com Jimmy Page muito antes do Led Zeppelin… e, a partir da década de 80, ele se envolveu em inúmeros projetos, até retomar o Oblivion Express com o álbum “Voices of other times” de 1999…

O grupo continuaria com outros trabalhos, incluindo “Language of the Heart” de 2012… mas, para essa segunda parte do programa de hoje, não vamos trazer a nova versão do Brian Auger’s Oblivion Express… em vez disso, vamos nos concentrar na sua fase clássica, com faixas extraídas do seu álbum de estreia e também de “A Better Land” de 71 e “Second Wind” de 72…

brianauger-oblivionexpress-abetterland

Com o Brian Auger’s Oblivion Express vocês ouviram “Dragon Song”, “The Light”, “Dawn of Another Day”, “A Better Land” e “Truth”.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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JULIE DRISCOLL, BRIAN AUGER & THE TRINITY

BG – ELLIS ISLAND

1. THIS WHEEL’S ON FIRE – 3:31

2. ROAD TO CAIRO – 5:20

3. A WORD ABOUT COLOUR – 1:38

4. LIGHT MY FIRE – 4:23

5. INDIAN ROPE MAN – 3:23

6. FLESH FAILURES (LET THE SUNSHINE IN) – 3:04

BG – FINALLY FOUND YOU OUT

TOTAL – 21:19

BRIAN AUGER’S OBLIVION EXPRESS

BG – OBLIVION EXPRESS

7. DRAGON SONG – 4:28

8. THE LIGHT – 4:24

9. DAWN OF ANOTHER DAY – 4:21

10. A BETTER LAND – 5:37

11. TRUTH – 7:46

BG – FREEDOM JAZZ DANCE

TOTAL: 26:36

TOTAL GERAL – 47:55

Ouça o Art Rock com a Brian Auger que foi ao ar no dia 27/09/2014, clicando aqui.

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Alarde segue em turnê com o disco Abismo ao Redor

Posted in Produto Nacional with tags on 01/10/2014 by Artrock

Alarde

Rock n’roll sem frescuras, para quem gosta de rock. A banda Alarde segue apresentando seu mais novo trabalho, Abismo ao Redor (2014). São Paulo, Rio de Janeiro, Taubaté e Curitiba estão no roteiro dessa primeira fase Sul/Sudeste da tour.

O Alarde continua com a sonoridade rock em sua forma bruta e natural, mas neste novo disco traz outras influências, que transitam do jazz à música brasileira. O baterista do Ultraje a Rigor, Bacalhau, assume a percussão e dá o tom de batuque na faixa “Espírito das Matas”.

Turnê Abismo ao Redor (Sul/Sudeste):

03/10
DamaDame
Rua Tapajós 19, Mercês (esquina com a Av. Manoel Ribas)
Curitiba-PR
Ingressos: R$ 8,00
Horário : 19h

04/10
Lulapalooza 2014 – com Alarde, Mel Azul e Serapicos
Rua Conselheiro Ramalho, 945, Bela Vista.
São Paulo-SP
Ingressos: R$ 65,00
Horário: 15h

Bio:

São José dos Campos é rock and roll e isso não é novidade. Parada obrigatória nas turnês de todas as bandas do estilo que passam pelo interior paulista. Com seus inferninhos, rock bars e sede de moto clubes com seus easy riders vestindo coletes de couro, a cidade industrial também é berço da banda Alarde.

Desde os anos 90, o quarteto capitaneado pelos irmãos Luiz Silva (guitarra e voz) e Rodrigo Silva (bateria) vem fazendo barulho no cenário independente com sonoridade influenciada pelo rock dos anos 70 e 90, poesia original e shows viscerais. Rock nú e crú para quem gosta do bom e velho rock and roll.

A banda se formou, oficialmente, em 2006 e hoje conta ainda com Rodrigo Mazza (o Total) na guitarra, o responsável pelas influências mais jazzísticas e improvisos nos arranjos. Uma curiosidade: o vocalista Luiz Silva, autor das letras que refletem delírios do cotidiano trabalha num manicômio, ensinando música aos pacientes.

Já dividiram palco com bandas do calibre de Ultraje a Rigor, do guitarrista Lanny Gordin (fã declarado do Alarde) e com os mestres do Motorhëad. Sim, foi o Alarde, a banda de “caipiras rock n roll”  que teve o culhão para abrir o show dos ingleses em 2011, no Via Funchal.

Depois de, literalmente, fazer alarde com seu primeiro disco,Oitoitenta, de 2009, eles voltam com Abismo ao Redor. “O olhar sobre si e o mundo a nossa volta revelam o abismo que existe em nós”, anuncia o quarteto.

Alarde é: Luiz, Rodrigo e Total.

Participações especiais no disco Abismo ao Redor
Bacalhau (Ultraje a Rigor) – Percussão
Rodolfo Sproesser – Teclado

alarde abismo ao redor

Site Oficial: http://www.alarde.mus.br
Escute “Abismo ao redor” (2014)
https://soundcloud.com/alarderock/sets/abismo-ao-redor
Videoclipe “Faca”: https://www.youtube.com/watch?v=UVprkR8kJBA