Arquivo de janeiro, 2016

Coheed and Cambria & OSC

Posted in Programas with tags , , on 25/01/2016 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer dois grupos bem diferentes que exploram a mesma vertente progressiva… o space ou scifi rock…

1. Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume One From Fear  Through the Eyes of Madness (2005)

Vamos começar com o grupo norte americano Coheed and Cambria, que foi formado em New York em 1995 em torno do guitarrista e tecladista Claudio Sanchez… e, no começo eles se chamavam Shabütie, inspirados no clássico filme de Cornel Wilde “The Naked Prey”, de 65.

Eles chegaram a gravar com esse nome, mas mudariam para Coheed and Cambria, tirado dos personagens Coheed e Cambria Kilgannon, protagonistas da série em quadrinhos “Armory Wars”, criada pelo próprio Claudio Sanchez e que se tornaria a base para a composição dos álbuns conceituais do grupo, cada um abordando uma das partes dessa saga de ficção científica.

2. Good Apollo, I'm Burning Star IV, Volume Two No World  for Tomorrow (2007)

O grupo ganhou grande repercussão no cenário progressivo depois que assinaram com a Columbia Records em 2005 e lançaram “Good Apollo, I’m Burning Star IV”, que saiu em duas partes, com o segundo volume lançado em 2007… e é um pouco desse fragmento do universo de Heaven’s Fence que nós vamos ouvir no programa de hoje…

Vocês ouviram “Welcome home”, “The willing well IV: The final cut”, “The reaping”, “No world for tomorrow”e “Gravemakers & gunslingers”, com o Coheed and Cambria.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar viajando pelo space rock, mas agora trazendo um projeto especial, o megagrupo escandinavo Øresund Space Collective…

3. Oresund Space Collective - Different Creatures  (2015)

Essa verdadeira entidade coletiva foi formada em 2004 em torno de membros dos grupos dinamarqueses Mantric Muse e Gas Giant, juntamente com os suecos Bland Bladen, Derango e Carpet Knights… mas esse foi só o núcleo central, pois nós o chamamos de megagrupo visto que ele reúne dezenas de integrantes que vem e vão, contribuindo com ideias e participando das gravações de álbuns e apresentações.

O tecladista Scott Heller, também conhecido como Dr. Space, funciona meio como figura de frente do grupo, até porque também é o seu manager… mas, até na sua música, eles expressam a ideia de coletividade, com improvisações e jam sessions que remetem à psicodelia… e o nome escolhido para o projeto tem a ver com essa união em meio à diversidade, pois Øresund é o nome da ponte que liga a Suécia à Dinamarca.

Com integrantes vindos também de outros países o som do Øresund Space Collective é uma colagem polifônica de guitarras, cítaras, sintetizadores e muito mais… mostrando a vitalidade do paradigma psicodélico em pleno século XXI… e, para essa segunda parte do programa de hoje, nós selecionamos faixas do álbum “Different Creatures”, de 2015.

Vocês ouviram “The Ride to Valhalla” e “Bom Voyage” com o Øresund Space Collective .

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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COHEED AND CAMBRIA

BG – THE WILLING WELL II: FROM FEAR THROUGH THE EYES OF MADNESS

1. WELCOME HOME – 6:15

2. THE WILLING WELL IV: THE FINAL CUT – 7:40

3. THE REAPING – 1:13

4. NO WORLD FOR TOMORROW – 5:06

5. GRAVEMAKERS & GUNSLINGERS – 4:21

BG – WAKE UP

TOTAL – 24:35

ØRESUND SPACE COLLECTIVE

BG – STEPS TOWARDS THE INVISIBLE DOOR

6. THE RIDE TO VALHALLA – 19:36

7. BON VOYAGE – 6:11

BG – RAGA FOR JERRY G.

TOTAL: 25:47

TOTAL GERAL – 50:22

Ouça o Art Rock com Coheed and Cambria & OSC que foi ao ar no dia 23/01/2016, clicando aqui.

David Bowie

Posted in Programas with tags on 25/01/2016 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos trazer memórias de um viajante transdimensional, que passou pelo nosso mísero planeta e decidiu ficar por um tempo, antes de partir novamente no começo de 2016.

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Quando caiu na Terra ele usou suas habilidades metamórficas para assumir a identidade de um certo David Robert Jones e gravou alguns singles com os grupos King Bees, Manish Boys, The Lower Third e The Buzz… então acabou por descobrir que já havia um outro Davy Jones no mundo do rock e resolveu adotar o nome do lendário frontierman e aventureiro americano Jim Bowie…

A sua nova identidade lançaria em 67 seu primeiro álbum, que passaria despercebido, mas abriria caminho para outros belos trabalhos em que explorava as possibilidades tanto da música como da forma física que havia tomado… mas foi só em 72 que ele deixou a cautela de lado e explodiu em cores e formas, ao mesmo tempo em que permitia que a sua música fizesse um corte através de toda a gama de sons da época…

O resultado foi uma afirmação poética cuja autoria demandava um novo alterego… Ziggy Stardust… e o álbum “The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars” sairia em 72 para mudar a própria noção do que era o glam rock da época… e naturalmente foi o que selecionamos para essa primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “Five Years”, “Moonage daydream”, “Starman”, “Hang on to yourself”, “Ziggy Stardust”, “Suffragette City” e “Rock’n’Roll Suicide”… com David Bowie, que ainda iria usar muitos nomes depois disso…

A gente volta já…

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E nós voltamos, agora com o último trabalho de David Bowie, lançado no dia do seu aniversário, 8 de janeiro de 2016… dois dias antes de sua partida.

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Como um cometa, Ziggy Stardust dominou o firmamento do rock durante sua passagem… mas ela foi curta, e deu lugar a um período de instabilidade, em que as formas mudariam com frequência, até se cristalizarem no decadente Magro Duque Branco… que, apesar do visual e das tendências neo-fascistas, começou a explorar a black music em meio ao abuso de drogas pesadas…

A paranoia do Thin White Duke foi curada nas angustiantes e sombrias ruas da Berlin da Guerra Fria, com a ajuda de dois outros viajantes do tempo e do espaço… Brian Eno e Robert Fripp… e o resultado seria um trio de álbuns clássicos: “Low”, “Heroes” e “Lodger”, um tríptico marcante, que seria sucedido por uma série de personagens de vida curta e a uma sonoridade acessível, que ele mais tarde confessaria ser a sua fase menos criativa musicalmente, ao mesmo tempo em que fazia mais cinema e teatro…

Ele continuaria a se metamorfosear pelos anos 90 e além… montaria o grupo Tin Machine, voltaria a colaborar com Brian Eno e Nile Rodgers e a experimentar com formas e estilos, mudando mais a sonoridade do que a aparência… sua forma corpórea mostrou sinal de desgaste em 2004 e ele parou por um tempo para retornar com grande impacto em 2013… e novamente em 2016, com o álbum “Blackstar”.

Vocês ouviram “Blackstar”, “Sue (or in a season of crime)”, “Girl loves me” e “Dollar days”… e assim, o viajante metamórfico que usou o nome David Bowie estilhaçou a tênue membrana dimensional e deixou para trás o nosso plano da realidade… para nós, restaram os ecos da sua passagem.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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DAVID BOWIE

BG – SOUL LOVE

1. FIVE YEARS – 4:43

2. MOONAGE DAYDREAM – 4:40

3. STARMAN – 4:14

4. HANG ON TO YOURSELF – 2:40

5. ZIGGY STARDUST – 3:14

6. SUFFAGETTE CITY – 3:25

7. ROCK’N’ROLL SUICIDE – 2:59

BG – LADY STARDUST

TOTAL – 25:53

DAVID BOWIE

BG – LAZARUS

1. BLACKSTAR – 9:58

2. SUE (OR IN A SEASON OF CRIME) – 4:40

3. GIRL LOVES ME – 4:52

4. DOLLAR DAYS – 4:45

BG – I CAN’T GIVE EVERYTHING AWAY

TOTAL: 24:15

TOTAL GERAL – 50:08

Ouça o Art Rock com David Bowie que foi ao ar no dia 16/01/2016, clicando aqui.

Hawkwind & Motorhead (Tributo ao Lemmy)

Posted in Programas with tags , on 11/01/2016 by Artrock

“Boa noite, hoje começamos o programa com a faixa “Iron Horse/Born to Loose” do Motörhead, para lembrar o grande Lemmy Kilmister… e também é claro o baterista Phil “Philty Animal” Taylor… duas figuras únicas que atravessaram a barreira do hiperespaço no final de 2015 e nos deixaram para trás nessa insipida realidade.

1 Motorhead - Motorhead

A bateria furiosa de Phil Taylor vai fazer falta… Lemmy, no entanto, era um caso à parte: para muitos, ele era a quintessência do heavy metal… mas o rock pesado nasceu das distorções e explorações da era psicodélica dos anos 60… e Ian Fraser Kilmister começou nessa época tocando outros tipos de som… acabando por se firmar primeiro em um dos grupos mais viajantes do rock inglês, o lendário Hawkind.

2 Hawkwind – Doremi Fasol Latido

Já trouxemos esse decano do space rock e do progressivo muitas vezes no programa, mas claro que não poderíamos deixar de trazê-lo mais uma vez, agora para lembrar esse baixista visceral que começou a criar a sua mística nos memoráveis duelos com o guitarrista e vocalista Dave Brock, com quem dividia uma relação quase telepática no palco…

Lemmy entrou para o Hawkwind em 72, substituindo o baixista Dave Anderson (ex-Amon Düll II)… e o mais curioso é que ele nem sabia disso, pois na época ele tocava guitarra e era isso que ele achava que ia fazer no grupo… no fim, ele aprendeu a tocar baixo na marra, e o mundo do rock nunca mais seria o mesmo… vamos conferir um pouco desse tempo em que Mr. Kilmister usava calça boca de sino e camisa cacharrel.

3 Hawkwind - Hall Of The Mountain Grill

Com o Hawkwind vocês ouviram “Silver Machine”, “Brainstorm” e “Lost Johnny”… extraídas dos álbuns “Doremi Fasol Latido” de 72 e “Hall of the Mountain Grill” de 74.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar homenageando o grande Lemmy Kilmister, trazendo mais um pouco do genial Hawkwind, na época em que ele ainda era o seu furioso baixista.

4 Hawkwind - Warrior On The Edge Of Time

Certa vez Lemmy explicou que, como era guitarrista e não tinha noção de como tocar um baixo, ele simplesmente saiu tocando do mesmo modo que faria com uma guitarra… mas a sua sorte é que ele estava no Hawkwind e Dave Brock, em vez de ficar chocado, o encorajou… e o resultado foi que ele acabou reinventado a maneira de tocar esse instrumento… algo que ele chegou a chamar de deep guitar style.

O baixo usado como instrumento de frente, dialogando com a guitarra de Brock, criava uma trama hipnótica nas faixas espaciais e demolidora nas mais pesadas… uma sonoridade única… que Lemmy iria desenvolver depois de ter sido expulso e forçado a fundar, em 75, o seu próprio grupo, com o nome tirado de uma de suas últimas composições para o Hawkwind.

6 Motorhead - 1916

O Motörhead se tornaria uma das forças que ajudariam a dar forma ao rock pesado nas décadas seguintes, ao mesmo tempo em Lemmy se convertia em um ícone… simbolizando um mundo onde cores e sons se confundem na colagem cheia de excessos que é o rock and roll… o Hawkwind também seguiria esse caminho, onde está até hoje… fiquem com faixas do seu álbum “Warrior on the Edge of Time” de 75.

Vocês ouviram o Hawkwind com “Assault and Battery, Part I”, “The Golden Void, Part II”, “Magnu” e “Motorhead”…

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… vamos fechar o programa com a faixa título do álbum “1916” do Motörhead, um lamento apropriado para o insubstituível Lemmy Kilmister… que ele tenha uma boa viagem… e para vocês, uma boa noite e até a semana que vem.”

Lemmy 1

Lemmy 2

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ABERTURA: MOTÖRHEAD – IRON HORSE – 5:19

HAWKWIND

BG – LORD OF LIGHT (SINGLE VERSION)

1. SILVER MACHINE (SINGLE VERSION) – 4:40

2. BRAINSTORM – 11:33

3. LOST JOHNNY – 3:30

BG – THE PSYCHEDELIC WARLORDS (SINGLE VERSION)

TOTAL – 25:02

HAWKWIND

BG – SPIRAL GALAXY 28948

5. ASSAULT AND BATTERY, PART I – 5:34

6. THE GOLDEN VOID, PART II – 4:37

7. MAGNU – 8:22

8. MORTORHEAD – 3:13

BG – THE DEMENTED MAN

ENCERRAMENTO: MOTÖRHEAD – 1916 – 3:44

TOTAL: 25:30

TOTAL GERAL – 50:32

Ouça o Art Rock com Hawkwind & Motorhead (Tributo ao  Lemmy) que foi ao ar no dia 09/01/2016, clicando aqui.

REPRISE: Tangerine Dream

Posted in Programas with tags on 11/01/2016 by Artrock

Olá ouvintes do Art Rock! O programa de 02-01-2016, foi um reprise com o Tangerine DreamConfiram este programa clicando aqui!

Vocês também podem acessar o link do programa diretamente aqui.

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