Arquivo para maio, 2017

Mostly Autumn & Panic Room

Posted in Programas with tags , on 26/05/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos começar atendendo ao nosso grande amigo e ouvinte Almir Octávio, que nos recomendou e forneceu o novo álbum do grupo inglês Mostly Autumn.

Já trouxemos esses veteranos neo-folk e progressivo britânico muitas vezes no nosso programa, desde os tempos em que os vocais do grupo ficavam a cargo da élfica Heather Findlay… mas a sua saída em 2010 não representou o fim do Mostly Autumn, pois o líder do grupo, o guitarrista Bryan Josh, recrutou Olivia Sparnenn para os vocais e seguiu em frente, lançando “Go Well Diamond Heart” ainda naquele ano.

Josh e Sparneen se casariam em 2013 e, em meio a mais mudanças de formação, eles chegaram a se apresentar como uma dupla folk, abrindo os shows da Genesis Extended Tour de Steve Hackett em 2014… mas essa iniciativa totalmente acústica só seria temporária e, em 2015, a flautista e tecladista Angela Gordon voltaria a integrar oficialmente o grupo, que se reestruturou para preparar um novo álbum de estúdio.

Como em muitos dos outros trabalhos do grupo, o álbum “Sight of Day” seria financiado por uma campanha de crowd funding baseada em encomendas feitas com antecedência do disco e com os compradores antecipados recebendo uma versão especial sob a forma de um álbum duplo… e é um pouco desse novo registro do Mostly Autumn que vocês vão ouvir nessa primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “The man without a name”, ‘Only the brave”, “Tomorrow dies”, “No sense” e “Back in time”, todas extraídas da versão dupla do álbum “Sight of Day” do Mostly Autumn.

A gente volta já…

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

E nessa segunda parte do programa nós vamos trazer um grupo que pertence à família do Mostly Autumn… o Panic Room.

Na verdade, esse grupo fundado em 2006 no País de Gales está mais para dissidência do Karnataka, pois além da vocalista Anne-Marie Helder contava ainda em sua formação original com o guitarrista Paul Davies, o baterista Gavin Griffiths e o tecladista Jonathan Edwards…

O único a permanecer no Karnataka foi o multi-instrumentista Ian Jones, que seguiu com o grupo, enquanto seus ex-colegas formavam o Panic Room e lançavam em 2008 o álbum “Visionary Position”, seguido em 2010 pelo celebrado “Satellite”, que deu a Anne Marie Helder a posição de Best Female Vocalist na cobiçada votação da Classic Rock Prog Magazine.

Durante essa fase, tanto Anne-Marie Helder como Gavin Griffiths integravam também o Mostly Autumn, sendo que ela mantinha ainda uma carreira solo e participava dos grupos Luna Rossa e Tigerdragon, além de colaborações com Fish e com o Icon de John Wetton & Geoff Downes… mas esses projetos ficam para outro programa, vamos fechar essa segunda parte com um pouco do seu grupo mais prolífico… o Panic Room.

Com o Panic Room vocês ouviram “Dark Star”, “Sandstorms”, “Screens” e “Hiding the World”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… nós agradecemos ao nosso amigo Almir Octávio que forneceu o material para a primeira parte do programa de hoje… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

MOSTLY AUTUMN

BG – CHANGING LIVES

1. THE MAN WITHOUT A NAME – 3:51

2. ONLY THE BRAVE – 5:36

3. TOMORROW DIES – 7:21

4. NO SENSE – 5:22

5. BACK IN TIME – 5:22

BG – RAINDOWN

TOTAL – 23:41

PANIC ROOM

BG – GO

6. DARK STAR – 5:12

7. SANDSTORMS – 10:08

8. SCREENS – 4:43

9. HIDING THE WORLD – 5:19

BG – FREEDOM TO BREATHE

TOTAL: 25:22

TOTAL GERAL – 49:03

Ouça o Art Rock com Mostly Autumn & Panic Room que foi ao ar no dia 20/05/2017, clicando aqui.

Anúncios

Col Bruce Hampton

Posted in Programas with tags on 19/05/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um outro músico errante que passou uns tempos no melancólico planeta Terra antes de seguir viagem em 2017… o guitarrista Bruce Hampton.

Gustav Valentine Berglund III era de Knoxville, no Tennessee… e ele mudaria de nome ainda nos anos 60, tornando-se o Col. Bruce Hampton, Retired, e fundando a Hampton Grease Band, que começou no blues, mas passaria a explorar uma sonoridade mais vanguardista enquanto ganhava fama abrindo os shows de grandes grupos como o Grateful Dead e os Allman Brothers.

Em 71 a Hampton Grease Band lançaria o lendário álbum duplo “Music to Eat”, onde mostravam todo o seu potencial, chegando a ser comparados com grandes nomes como Captain Beefheart, Pere Ubu e Frank Zappa… e foi justamente o velho Frank que veio socorrê-los quando a Columbia Records dispensou o grupo, pois não havia ficado nada impressionada com as vendas do álbum.

No selo de Zappa eles poderiam conseguir se firmar, mas isso não aconteceu… em 73 a Hampton Grease Band se separaria e seus integrantes seguiriam para novos projetos… enquanto isso, o álbum “Music to Eat” se tornaria uma raridade disputada por colecionadores e seria relançado em CD nos anos 90… vamos ouvir um pouco desse trabalho que foi ignorado na época, mas cultuado nas décadas seguintes.

Vocês ouviram “Maria” e “Six” com a Hampton Grease Band.

A gente volta já…

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

E agora vamos trazer um pouco de outra fase da carreira do velho Col. Bruce Hampton, que criou inúmeros grupos e era um verdadeiro personagem tanto no mundo do Southern Rock como no cenário do rock experimental e jazzístico…

Depois da Hampton Grease Band ele fundaria o Late Bronze Age… mas seu grupo mais duradouro seria a Aquarium Rescue Unit, que seria uma das forças por trás do movimento H.O.R.D.E. (Horizons of Rock Developing Everywhere), um festival itinerante criado pelo grupo Blues Traveler, que reunia nomes do cenário neo-psicodélico dos anos 90 como Phish, Spin Doctors e Widespread Panic…

Os shows do festival prestavam homenagem ao espirito da jam music, com as performances coletivas, o alongamento das músicas pela livre integração dos músicos na espontaneidade das jams sem limites ou padrões… e essas celebrações duraram até a última apresentação H.O.R.D.E., em setembro de 98, em Portland, no Oregon.

O Coronel Hampton continuaria sem parada, criando ou ressuscitando grupos, ao mesmo tempo em que levava adiante sua carreira como ator, com participações na TV e cinema… e em seu aniversário de 70 anos, ele estava se apresentando no Fox Theatre de Atlanta, na Georgia, com dezenas de amigos, incluindo membros dos Allman Brothers, Widespread Panic, R.E.M., Blues Traveler e muitos, muitos outros… a sua viagem terminou em meio a um acorde, enquanto seus companheiros continuavam a tocar…

Com o Col. Bruce Hampton & The Aquarium Rescue Unit vocês ouviram “Yield not to temptation”, “Time is free”, “No ego’s under water”, “Gone today, here tomorrow”, “Lives of longevity” e Payday”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

HAMPTON GREASE BAND

BG – EVANS

1. MARIA – 5:33

2. SIX – 19:31

BG – HALIFAX

TOTAL – 25:04

COL. BRUCE HAMPTON AN THE AQUARIUM RESCUE UNIT

BG – IT’S NOT THE SAME OLD THING

3. YIELD NOT TO TEMPTATION – 4:01

4. TIME IS FREE – 6:47

5. NO EGO’S UNDER WATER – 3:55

6. GONE TODAY, HERE TOMORROW – 3:41

7. LIVES OF LONGEVITY – 3:30

8. PAYDAY – 3:55

BG – TRONDOSSA

TOTAL: 25:49

TOTAL GERAL – 50:53

Ouça o Art Rock com Col Bruce Hampton que foi ao ar no dia 13/05/2017, clicando aqui.

Clearlight

Posted in Programas with tags on 08/05/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer um dos grandes nomes do progressivo francês, o Clearlight, do genial tecladista Cyrille Verdeaux…

Nascido em Paris, em 49, Verdeaux estudou piano no Conservatório Nacional, chegando a ganhar o primeiro lugar em composição por três anos seguidos antes de ingressar nas fileiras do movimento estudantil de Maio de 68… e, depois de participar das barricadas daquele momento revolucionário, ele foi integrar o grupo Barricade, uma verdadeira comuna musical de vanguarda que envolvia mais de 30 músicos.

Depois ele concluiria seus estudos em Nice e participaria do grupo Babylone com o guitarrista Christian Boulé… e eles se reencontrariam em 73, quando Cyrille Verdeaux iniciou uma série de projetos para teclado com a colaboração de outros músicos, sob os auspícios da Virgin Records, que havia acabado de tomar o mundo do rock de surpresa com o sucesso de “Tubular Bells” de Mike Oldfield.

A banda reunida para o projeto incluía ainda três membros do grande Gong:, o tecladista Tim Blake, o guitarrista Steve Hillage e o saxofonista Didier Malherbe… e o resultado foi o álbum “Clearlight Symphony”, lançado em 75 e dando início à carreira deste que seria o primeiro grupo francês a ter um contrato com um grande selo inglês… confiram um pouco desse trabalho de estreia do Clearlight e também do álbum seguinte, “Forever blowing bubbles”.

Vocês ouviram o Clearlight com “1st movement” e “Ergotrip”.

A gente volta já…

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Vamos continuar com o Clearlight, que retornaria nos anos 90 depois de anos em que Cyrille Verdeaux se dedicou a outros projetos.

Depois de perder o seu filho de quatro anos ainda nos anos 70, Verdeaux refugiou-se na meditação… ele viajou à Índia, onde estudou yoga e passou a integrar elementos de música indiana a seus trabalhos solo durante a década de 80… que ganharam uma sonoridade mais ligada à new age music.

Em 1990 ele retomaria o Clearlight, primeiro com uma regravação completa do primeiro álbum, lançada como “Symphony 2”, seguida de “In your hands” de 94 e de um novo hiato que renderia o álbum de música étnica e eletrônica “Tibal Hybrid Concept” de 99.

Em 2003 o Clearlight voltaria com “Infinite Symphony”… e, depois de mais 10 anos, seria a vez de “Impressionist Symphony”… e é um pouco do primeiro desses álbuns do Clearlight no novo milênio que nós selecionamos para essa segunda parte do programa de hoje.

Com o Clearlight vocês ouviram “Movement III” e “Movement V” do álbum “Infinite Symphony” de 2003.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

CLEARLIGHT

BG – WITHOUT WORDS

1. 1ST MOVEMENT – 20:29

2. ERGOTRIP – 6:24

BG –SWEET ABSYNTHE

TOTAL – 26:53

CLEARLIGHT

BG – MOVEMENT III (EDIT)

3. MOVEMENT III (FEAT. SHAUN GUERIN & MATT BROWN) – 12:27

4. MOVEMENT V – 10:55

BG – MOVEMENT VI

TOTAL: 23:22

TOTAL GERAL – 50:15

Ouça o Art Rock com Clearlight que foi ao ar no dia 06/05/2017, clicando aqui.

Gong & Allan Holdsworth

Posted in Programas with tags , on 08/05/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos lembrar o grande Allan Holdsworth… guitarrista andarilho do jazz e do rock, que passou além do horizonte de eventos e deixou para trás a nossa angustiante realidade em abril de 2017…

Já trouxemos muitas vezes essa figura genial em nosso programa no correr dos anos… a sua longa e prestigiada carreira começou no Igginbotton’s Wrench, um grupo psicodélico inglês que lançou um único álbum em 69… mas esse seria apenas o primeiro de inúmeros grupos…

Ainda em 69 ele faria uma rápida passagem pelo Nucleos, que rendeu um álbum, antes de ir para o Tempest de Jon Hiseman com quem também gravaria um trabalho… e seria mais um com o Softmachine e mais dois com o Tony Williams Lifetime… a essa altura, ele já era um nome respeitado, tanto no mundo do progressivo como no do jazz-rock… mas continuaria em constante movimento.

A fama acabou levando a CTI Records a lançar “Velvet Darkness” em 76… mas o que seria o “1º. álbum solo” de Holdsworth era apenas um tape de ensaios feitos sem compromisso… ele nunca deu permissão para o lançamento nem recebeu royalties pelas vendas… mas, nessa época, já estava emprestando seu talento ao Gong, com quem lançaria os álbuns “Expresso” (também conhecido como “Gazeuse”) e “Expresso II”… que nós selecionamos para essa primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram o Gong, na fase de Pierre Moerlen e Allan Holdsworth, com “Expresso”, “Night Illusion”, “Esnuria” e “Heavy Tune”.

A gente volta já…

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Vamos continuar prestando nossa homenagem a um guitarrista como poucos, Allan Holdsworth… agora trazendo um pouco da sua carreira solo e do seu interesse por um instrumento em particular: a SynthAxe.

Criada em 1985 na Inglaterra, a SynthAxe é um controlador de som digital que permite a manipulação de sintetizadores através de uma interface que parece uma guitarra saída da ficção científica… e Allan Holdsworth não só seria o grande defensor do instrumento como daria ênfase à sua natureza futurista no seu álbum “Atavachron” de 86… cujo título era uma referência ao episódio “All our Yesterdays” de Jornada nas Estrelas.

Até a capa do álbum era homenagem à lendária série original de Star Trek, dos anos 60, com Allan Holdsworth vestindo na capa um uniforme da série e tendo ao lado o disco espelhado usado naquele episódio como fonte de dados e vídeos… décadas antes dos primeiros CDs ou DVDs…

Apesar de ter sido pouco produzida devido ao custo, a SynthAxe continuou a ser usada por Holdsworth em muitos outros álbuns… inclusive em “Tales From the Vault”, seu último registro, lançado apenas em formato digital em 2016… mas ele fica para outro programa… para essa segunda parte nós selecionamos faixas de “Atavachron” e também de “Sand” de 87 e “Secrets” de 89.

Vocês ouviram “Non Brewed Condiment”, “Atavachron”, “All Our Yesterdays”, “Mac Man”, “City Nights” e “Secrets”, com Allan Holdsworth.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

GONG

BG – GOLDEN DILEMMA

1. EXPRESSO – 5:59

2. NIGHT ILLUSION – 3:43

3. ESNURIA – 8:02

4. HEAVY TUNE – 6:25

BG – SLEEPY

TOTAL – 24:09

ALLAN HOLDSWORTH

BG – LOOKING GLASS

5. NON BREWED CONDIMENT – 3:41

6. ATAVACHRON – 4:46

7. ALL OUR YESTERDAYS – 5:27

8. MAC MAN – 4:02

9. CITY NIGHTS – 2:34

10. SECRETS – 4:22

BG – CLOWN

TOTAL: 24:52

TOTAL GERAL – 49:01

Ouça o Art Rock com Gong & Allan Holdsworth que foi ao ar no dia 29/04/2017, clicando aqui.