Arquivo para março, 2018

Mike Oldfield

Posted in Programas with tags on 26/03/2018 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa uma lenda bem viva do progressivo inglês, o genial multi-instrumentista Mike Oldfield.

Já trouxemos o incansável Michael Gordon Oldfield muitas vezes no programa… e todo bom prog head conhece muito bem esse grande nome dos anos 70 que continuaria muito ativo nas décadas seguintes, mantendo um ritmo invejável de lançamentos e sem dar sinais de estar pensando em aposentar-se como muitos outros da sua geração.

Para essa primeira parte do programa nós selecionamos faixas do álbum “QE2” de 1980… um trabalho que, tanto no nome como na própria capa, prestava homenagem ao transatlântico Queen Elizabeth 2, que na época era considerado o último dos grandes navios de passageiros, pois eles andavam em baixa… e ninguém imaginava que iriam voltar com força total a partir dos anos 90.

O álbum “QE2” foi o primeiro a contar com a participação da vocalista Maggie Reilly, que se tornaria uma colaboradora frequente de Mike Oldfield… além disso, também participam outras figuras conhecidas como Phil Collins na bateria, Guy Barker no trompete e outro colaborador frequente, David Bedford, nos arranjos do coral e do quarteto de cordas…

Com Mike Oldfield, vocês ouviram “Taurus 1”, “Conflict”, “Arrival” que foi, acreditem ou não, uma cover do ABBA, e depois “Mirage” e “QE2”.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer o álbum de 2017 de Mike Oldfield, una retomada temática de um dos seus trabalhos mais celebrados…

Além de ser um dos mais bem sucedidos, o álbum “Ommadawn” de 75 é até hoje um dos mais apreciados pelos fãs de Mike Oldfield… mas a rica e eclética sonoridade encobria um momento de crise pessoal para o músico, que transformou a dor pela perda da mãe em um elemento catalizador para a sua criatividade… e o mesmo voltaria a ocorrer 40 anos mais tarde.

Depois de reorquestrar sua música para a abertura das Olimpíadas de Londres em 2012, Mike se viu em um momento de grande realização pessoal… mas esse ponto alto foi seguido por uma sucessão de perdas pessoais nos anos seguintes, acabando por criar o ambiente para o resgate da proposta estética de “Ommadawn”…

Lançado em 2017, “Return to Ommadawn” contém a rica tapeçaria sonora de instrumentos acústicos entrecortada por reproduções contemporâneas de instrumentos inacessíveis no refúgio de Mike Oldfield nas Bahamas… e o resultado é um belo trabalho que não estaria deslocado junto ao “Ommadawn” original…

Vocês ouviram Mike Oldfield com “Return to Ommadawn, Pt. 1”…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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MIKE OLDFIELD

BG – WONDERFUL LAND

1. TAURUS 1 – 10:17

2. CONFLICT – 2:49

3. ARRIVAL – 2:48

4. MIRAGE – 4:39

5. QE2 – 7:38

BG – MOLLY

TOTAL –28:10

MIKE OLDFIELD

BG – RETURN TO OMMADAWN, PT. 2

6. RETURN TO OMMADAWN, PT. 1 – 21:10

BG – RETURN TO OMMADAWN, PT. 2

TOTAL: 21:10

TOTAL GERAL – 49:20

Ouça o Art Rock com Mike Oldfield que foi ao ar no dia 24/03/2018, clicando aqui.

Kayak

Posted in Programas with tags on 19/03/2018 by Artrock

“Boa noite, hoje no programa vamos trazer um grupo importante do prog rock holandês, que surgiu nos anos 70 e é um verdadeiro sobrevivente… o Kayak.

Formado em 72, na cidade de Hilversum, a Holanda, o Kayak surgiu em torno de dois vizinhos… o baixista e tecladista Ton Scherpenzeel e o baterista e guitarrista Pim Koopman… eles já haviam tocado juntos em outras bandas, começando com o Balderdash em 67 e passando pelo High Tide Formation em 70… foi lá que encontraram o guitarrista Johan Slager e, quando o grupo se separou em 71, os três resolveram continuar trabalhando juntos.

O vocalista Max Werner era um colega que também estudava na Academia de Música de Hilversum… e, com a entrada do baixista Cees van Leeuwen, o Kayak tomou forma definitiva… a essa altura eles já tinham bastante material próprio e conseguiram um contrato com a EMI holandesa, que estava interessada em novos grupos progressivos… afinal, estavam em 1972 e o prog rock era aclamado no mundo todo.

Ton Scherpenzeel se concentrou mais nos teclados e o Kayak lançaria nos anos seguintes uma série de álbuns marcantes, e esteve entre os grupos progressivos que conseguiram se manter ativos e com boa repercussão apesar do desinteresse pelo rock que tomou conta da mídia e das gravadoras no final dos anos 70… para essa primeira parte selecionamos faixas dos álbuns “See See the Sun” de 73, “Kayak 2” de 74 e “Royal Bed Bouncer” de 75.

Vocês ouviram o Kayak com “Reason for it All”, “See see the Sun”, “Alibi”, “Trust in the Machine” e “Chance for a lifetime”.

A gente volta já…

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E nós vamos trazer agora a fase mais recente do Kayak, que lançou em 2018 o álbum “Seventeen”, que traz como convidado o grande Andy Latimer do Camel…

Além das mudanças normais de formação, o Kayak deve ser o único grupo da história do rock em que o vocalista, depois de cinco álbuns, decidiu que não gostava de ser o front man e queria se tornar o baterista… foi uma época difícil, pois ainda estavam se recuperando da saída de Pim Koopman em 76… mas eles se reorganizaram, com um novo vocalista, Edward Reekers, e dando ênfase aos backing vocals de Katherine Lapthorn e Irene Linders, mulher de Ton Scherpenzeel e letrista do grupo desde então.

Mas não iriam muito longe… os álbuns “Phantom of the Night” de 78 e “Periscope Life” de 80 tinham um som mais comercial, que foi deixado de lado com “Merlin” de 81… só que a essa altura o grupo estava novamente se desintegrando, e dessa vez eles levariam quase duas décadas para voltarem a se reunir…

Ton Scherpenzeel chegou a tocar no Camel por um tempo, e também no Earth and Fire… mas em 99 um convite para uma apresentação em um programa de TV acabou levando a um retorno do Kayak… e desde então, eles não pararam mais, recuperando a uma posição de destaque no progressivo holandês e se mantendo firme mesmo em meio a novas mudanças de formação… confiram o álbum “Seventeen”, lançado em 2018, um belo trabalho desses veteranos do dutch prog.

Vocês ouviram “Somebody”, “Feathers and Tar”, “Walk Through Fire” e “Cracks” com o Kayak.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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KAYAK

BG – BALLET OF THE CRIPPLE

1. REASON FOR IT ALL – 6:31

2. SEE SEE THE SUN – 4:18

3. ALIBI – 3:42

4. TRUST IN THE MACHINE – 6:08

5. CHANCE FOR A LIFETIME – 4:13

BG – LYRICS

TOTAL –24:52

KAYAK

BG – LA PEREGRINA

6. SOMEBODY – 3:03

7. FEATHERS AND TAR – 3:14

8. WALK THROUGH FIRE – 10:24

9. CRACKS – 8:50

BG – RIPPLES ON THE WATER

TOTAL: 25:32

TOTAL GERAL – 50:24

Ouça o Art Rock com Kayak que foi ao ar no dia 17/03/2018, clicando aqui.

Som Nosso de Cada Dia & Arnaldo Baptista

Posted in Produto Nacional, Programas with tags , on 19/03/2018 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer dois momentos clássicos do rock nacional dos anos 70, começando com o genial Som Nosso de Cada Dia.

Já trouxemos o Som Nosso de Cada Dia no programa, mas é claro que sempre é bom relembrar que o grupo surgiu em 72 da união dos talentos do multi-instrumentista Manito, que era dos Incríveis, de Pedrão Baldanza no baixo, guitarra e vocais e de Pedrinho na bateria e vocais… e eles lançaram em 74 um dos trabalhos seminais do progressivo nacional, o álbum “Snegs”, um verdadeiro marco.

Infelizmente, Manito deixaria o grupo no ano seguinte para ir substituir Arnaldo Baptista nos Mutantes… e, embora eles tenham continuado em frente, o álbum “Som Nosso” de 76, também conhecido como “Sabado/Domingo”, sofreria com as pressões da gravadora e acabou saindo com um lado mais funk, numa tentativa infeliz de capitalizar com a nascente disco music…

Claro que não ia dar certo… pouco depois eles se separaram, e só reapareceriam nos anos 90 para celebrar os 20 anos do lançamento do primeiro trabalho… em 95 Pedrinho Batera deixou o nosso plano da realidade, e em 2011 foi a vez de Manito atravessar a barreira do hiperespaço… mas Pedrão Baldanza conseguiu resgatar muito da mágica do Som Nosso de Cada Dia e está aí, se apresentanndo com muita energia e uma nova formação… vamos celebrar esse retorno com um pouco do clássico “Snegs” de 74.

Vocês ouviram o Som Nosso de Cada Dia com “Sinal de Paranoia”, “O Som Nosso de Cada Dia”, “Massavilha” e “A Outra Face”.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer um dos mais emblemáticos nomes do rock nacional… o grande mutante Arnaldo Baptista…

Obviamente não precisamos apresentar Arnaldo Baptista, pois os Mutantes são presença garantida na coleção da maioria dos roqueiros brasileiros de um modo geral, para não falar dos prog heads em particular… mas para hoje selecionamos um momento marcante: o seu primeiro trabalho solo…

Na época, Arnaldo estava em plena crise emocional, depois do fim do seu relacionamento com Rita Lee e de sua saída dos Mutantes… em um momento de catarse criativa, ele lançaria em 74 o álbum “Lóki”, com produção de Roberto Menescal e arranjos do maestro Rogério Duprat.

Esse trabalho brilhante mostrava todo o potencial de Arnaldo, um álbum essencial que infelizmente não teve continuidade, pois ele seguiria para outros projetos, como a Patrulha do Espaço, e também, é claro, para outras situações limite… mas o seu DNA mutante o ajudou a sobreviver… fiquem então com faixas do álbum “Lóki” de 74, o belo começo da sua carreira solo.

Vocês ouviram “Será que eu vou virar bolor”, “Uma pessoa só”, “Não estou nem aí”, “Desculpe”, “Navegar de novo”, “Te amo podes crer”, e “É fácil” com o genial Arnaldo Baptista.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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SOM NOSSO DE CADA DIA

BG – BICHO DO MATO

1. SINAL DE PARANOIA – 6:00

2. O SOM NOSSO DE CADA DIA – 5:15

3. MASSAVILHA – 6:13

4. A OUTRA FACE – 7:58

BG – SNEGS DE BIUFRAIS

TOTAL – 25:26

ARNALDO BAPTISTA

BG – HOKY TONKY (PATRULHA DO ESPAÇO)

5. SERÁ QUE EU VOU VILAR BOLOR – 3:53

6. UMA PESSOA SÓ – 4:01

7. NÃO ESTOU NEM AÍ – 3:22

8. DESCULPE – 3:11

9. NAVEGAR DE NOVO – 5:33

10. TE AMO PODES CRER – 2:54

11. É FÁCIL – 1:59

BG – CÊ TÁ PENSANDO QUE EU SOU LÓKI?

TOTAL: 24:54

TOTAL GERAL – 50:20

Ouça o Art Rock com Som Nosso de Cada Dia & Arnaldo Baptista que foi ao ar no dia 10/03/2018, clicando aqui.

Show em Curitiba do Som Nosso

Posted in Produto Nacional with tags on 09/03/2018 by Artrock

Show em Curitiba do Som Nosso, amanhã!

Mellow Candle & Quintessence

Posted in Programas with tags , on 09/03/2018 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos fazer nossa costumeira pesquisa nos arquivos progressivos… mergulhando fundo e emergindo com dois grupos… e vamos começar com os irlandeses do Mellow Candle.


Esse grupo quase esquecido da Irlanda do Norte surgiu em 65… e, no começo, eram apenas 3 meninas que eram colegas de escola… Clodagh Simonds, que era a líder e, na época, tinha apenas 11 anos, e as suas amigas Alison Bools e Maria White… mas não era apenas um sonho adolescente, pois elas conseguiram chamar a atenção de uma gravadora local e em 68 acabaram gravando o compacto “Feeling High”.

Anos mais tarde, Clodagh havia mantido a amizade com Alison, que tinha se casado com o guitarrista Dave Williams… e, junto com o baixista Frank Boylan e o baterista William Murray, eles ressuscitaram o Mellow Candle e gravaram o álbum “Swaddling Songs”, lançado em 72 e completamente ignorado… desiludidos, eles se separariam, participariam de outros grupos e esqueceriam esse projeto mal sucedido.

Mas, com o tempo, o álbum “Swaddling Songs” começaria a ser disputado por colecionadores… e, quando foi relançado em CD por um selo japonês, já era considerado uma obra-prima perdida… também seria lançada a coletânea de inéditas “The Virgin Prophet”… e, embora o grupo não tenha voltado, tanto Clodagh como Alison ganharam um novo ânimo em suas carreiras… mas, seus novos trabalhos ficam para outra ocasião… hoje vocês ficam com um pouco do Mellow Candle.

Vocês ouviram o Mellow Candle com “Heaven Heath”, “Silversong”, “The Poet and the Witch”, “Dan the Wing”, “Reverend Sisters”, “Buy or Beware” e “Lonely Man”.

A gente volta já…

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E nessa segunda parte vamos trazer o Quintessence, com a sua amálgama de sonoridades jazzísticas, psicodélicas e progressivas, somadas com influências indianas…

Formado em Londres, em 1969, o grupo anunciava sua inspiração alquímica até no nome… e essa rica mistura de elementos estava presente em seus álbuns, onde o experimentalismo se cruzava com a espiritualidade… algo que já pode ser sentido no trabalho de estreia, “In Blissful company” de 69, e que os seguiria em “Quintessence” de 70 e “Dive Deep” de 71.

O impacto de suas apresentações ao vivo levou o grupo a ser uma das atrações dos lendários primeiros Festivais de Glastonbury, no começo dos anos 70… mas aí, quando estavam para realizar uma tour americana que incluiria uma apresentação no Carnegie Hall, eles foram dispensados pela Island Records por terem reclamado dos valores acertados no contrato…

Eles ainda gravariam mais dois álbuns pela RCA, mas as brigas entre o flautista e percussionista Raja Ram e o vocalista e tecladista Shiva Shankar Jones levariam à saída deste e também do guitarrista Maha Dev… o Quintessence acabaria se separando nos anos 80, mas versões do grupo voltariam a se apresentar e se uniriam para uma apresentação no aniversário de 40 anos do Festival de Glastonbury, lançando o álbum ao vivo “Rebirth”… mas nós selecionamos faixas da fase clássica do grupo…

Vocês ouviram “Body”, “Notting Hill Gate”, “Jesus, Buddha, Moses, Gauranga”, “Only Love” e “Epitaph for Tomorrow” com o Quintessence.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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MELLOW CANDLE

BG – MESSENGER BIRDS

1. HEAVEN HEATH – 3:03

2. SILVERSONG – 4:26

3. THE POET AND THE WITCH – 2:51

4. DAN THE WING – 2:48

5. REVEREND SISTERS – 4:22

6. BUY OR BEWARE – 3:08

7. LONELY MAN – 4:31

BG – SHEEP SEASON

TOTAL –25:09

QUINTESSENCE

BG – GIANTS

8. BODY – 3:35

9. NOTTING HILL GATE – 4:39

10. JESUS, BUDDHA, MOSES, GAURANGA – 5:01

11. ONLY LOVE – 3:55

12. EPITAPH FOR TOMORROW – 8:13

BG – MANCO CAPAC

TOTAL: 25:23

TOTAL GERAL – 50:19

Ouça o Art Rock com Mellow Candle & Quintessence que foi ao ar no dia 03/03/2018, clicando aqui.