Arquivo para maio, 2019

Frumpy & Atlantis

Posted in Programas with tags , on 28/05/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje teremos um programa voltado para o krautrock, começando com o Frumpy, um dos grandes grupos alemães do começo dos anos 70…

Já trouxemos outras vezes o Frumpy aqui no Art Rock, mas sempre vale lembrar que ele surgiu em Hamburgo a partir do grupo folk The City Preachers, que havia sido criado pelo músico irlandês John O’Brien-Docker em 65… na época, era comum para músicos britânicos tentarem a sorte no continente, e a Alemanha era um dos países mais concorridos, pela força do cenário musical local.

Os City Preachers acabaram se separando em 68, mas Inga Rumpf, que era a vocalista do grupo, resolveu continuar usando o nome em seu próprio projeto, que chegou a contar com outra vocalista… nada menos que a genial Dagmar Krause (futura Slapp Happy e Henry Cow), com quem Inga gravaria o álbum “I.D. Company” em 70.

Em meio a essas idas e vindas, os City Preachers ressurgiriam em 1970 como Frumpy… e além de desmazelado, o nome ainda era um anagrama do sobrenome de Inga… e a formação incluía o tecladista francês Jean-Jacques Kravetz que dominou a sonoridade no primeiro álbum, visto que eles não tinham guitarrista, algo que só mudaria em 71 com a entrada de Rainer Baumann… vamos conferir um pouco dessa fase inicial com faixas de “All Will be Changed” de 70 e “Frumpy 2” de 71.

Vocês ouviram o Frumpy com “Life without pain”, “Morning”, “Barroque”, “Floating, part 2” e “How the Gypsy was Born”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar agora com um descendente direto do Frumpy, o Atlantis… que era praticamente o mesmo grupo, mas com outro nome.

Apesar do impacto que havia causado no cenário do prog alemão, o Frumpy começou a ter problemas no início de 72, com a saída de uma de suas forças criativas, o tecladista Jean-Jacques Kravetz… os demais integrantes seguiram em frente e terminaram de gravar o álbum “By the Way”, com o tecladista Erwin Kama… mas Kravetz resolveu voltar e aí foi a vez do guitarrista Rainer Baumann querer sair…

Eles fizeram um concerto de despedida, encerrando a primeira fase do Frumpy… mas, pouco depois, Inga, Jean-Jacques e o baixista Karl-Heinz Schott reapareceriam com o seu novo grupo, o Atlantis, que teria uma sonoridade mais direta e uma proposta mais abrangente, incluindo elementos de hard rock e pop e outras mudanças de direção musical até encerrar atividade em 76.

Considerada uma das grandes cantoras do rock alemão, tanto pela sua voz como pela intensidade de sua interpretação, Inga seguiria em frente com trabalhos solo e outros projetos… o Frumpy voltaria a se reunir no final dos anos 80 e lançaria mais dois álbuns de estúdio e um ao vivo… mas eles ficam para outro programa, hoje vamos fechar com um pouco dos dois primeiros álbuns do Atlantis.

Vocês ouviram “Big Brother”, “Maybe it’s Useless”, “Living at the End of Time” e “Fighter of Truth” com o Atlantis.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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FRUMPY

BG – INDIAN ROPE MAN

1. LIFE WITHOUT PAIN – 3:48

2. MORNING – 3:23

3. BARROQUE – 7:37

4. FLOATING, PART 2 – 1:24

5. HOW THE GYPSY WAS BORN – 8:50

BG – TIME MAKES WISE

TOTAL – 25:02

ATLANTIS

BG – LET’S GET ON THE ROAD AGAIN

6. BIG BROTHER – 5:08

7. MAYBE IT’S USELESS – 3:41

8. LIVING AT THE END OF TIME – 9:08

9. FIGHTER OF TRUTH – 6:18

BG – WORDS OF LOVE

TOTAL: 24:15

TOTAL GERAL – 49:17

Ouça o Art Rock com Frumpy & Atlantis que foi ao ar no dia 25/05/2019, clicando aqui.

Big Big Train

Posted in Programas on 23/05/2019 by Art Rock

“Boa noite, no programa de hoje teremos o Big Big Train, um dos grandes grupos progressivos britânicos da geração dos anos 90, que continua em plena atividade e lançou em 2019 o álbum “Grand Tour”.

Fundado em 1990, o Big Big Train adotou o nome de um grupo punk onde o irmão do seu fundador, Greg Spawton, havia tocado nos anos 80… e eles chegaram a gravar dois álbuns demo, “From the River to the Sea” e “The Infant Hercules”, enquanto procuravam se estabelecer no cenário progressivo de Birmingham.

No começo o grupo era um duo formado por Greg Spawton na guitarra e Andy Poole no baixo… mas eles só começariam a gravar com a entrada do tecladista Ian Cooper, do baterista Steve Hughes e do vocalista Martin Read… e as demos ajudaram a consolidar a sonoridade do grupo, preparando o terreno para o álbum “Goodbye to the Age of Steam”, que sairia em 93.

O álbum teve ótima repercussão, mas o trabalho seguinte, “English Boy Wonders” de 97 foi praticamente ignorado, em meio a mudanças de formação e uma crise geral, mas Greg Spawton e Andy Poole conseguiram manter o grupo na ativa e eles voltariam a se firmar… confiram um pouco de dois belos exemplos dessa fase do Big Big Train, os excelentes álbuns “The Difference Machine” de 2007 e “The Underfall Yard” de 2009.

Vocês ouviram o Big Big Train com “Pick up if You’re There” e “Victorian Brickwork”.

A gente volta já…

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E agora vocês vão poder conferir um pouco do álbum “Grand Tour”, o lançamento de 2019 do Big Big Train…

Entre os convidados que participaram do álbum “The Difference Machine” estava o baterista Nick D’Virgilio do Spock’s Beard, e ele acabaria sendo convidado a integrar o Big Big Train juntamente com David Longdon, que assumiria os vocais, além de também se envolver com os outros instrumentos, como os demais membros do grupo.

Com a formação mais estabilizada eles lançariam o EP “Far Skies Deep Time” e, a partir de 2012, se concentrariam no ambicioso projeto “English Electric”… um álbum duplo que seria efetivamente lançado em duas partes e que ganharia em 2013 uma edição especial “English Electric: Full Power”, contendo o trabalho completo e mais uma série de faixas inéditas.

Mas, depois disso o grupo lançaria apenas dois novos EPs e trabalhos ao vivo… e, embora continuassem bem ativos no cenário progressivo, só em 2019 voltariam a anunciar um novo álbum, “Grand Tour”, cujo nome é inspirado no costume dos cavalheiros do séc. XVII e XVIII de viajar pelo mundo para expandir seus horizontes… e esse é o primeiro registro do Big Big Train sem o membro fundador Andy Poole, que foi substituído pelo tecladista Robin Armstrong…

Vocês ouviram “Roman Stone”, “Theodora in Green and Gold” e “Homesong” com o Big Big Train.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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BIG BIG TRAIN

BG – SALTWATER FALLING ON UNEVEN GROUND

1. PICK UP IF YOU’RE THERE – 13:35

2. VICTORIAN BRICKWORK – 12:31

BG – WINCHESTER DIVER

TOTAL – 26:06

BIG BIG TRAIN

BG – ALIVE

3. ROMAN STONE – 13:34

4. THEODORA IN GREEN AND GOLD – 5:38

5. HOMESONG – 5:13

BG – PANTHEON

TOTAL: 24:25

TOTAL GERAL – 50:31

Ouça o Art Rock com Big Big Train que foi ao ar no dia 18/05/2019, clicando aqui.

Eric Woolfson & Alan Parsons

Posted in Programas with tags , on 15/05/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje no programa vamos trazer uma colaboração do nosso amigo e ouvinte fiel, o Almir Octávio, que nos forneceu o novo álbum de um engenheiro de som que se transformaria em um dos grandes nomes do rock inglês… Alan Parsons.

Mas primeiro vamos conhecer um pouco do trabalho solo do compositor, vocalista e tecladista Eric Woolfson… o músico escocês que, durante mais de 10 anos foi a outra metade do Alan Parsons Project… a força criativa por trás de álbuns clássicos como “I Robot”, “Pyramid”, “Eve” e “Eye in the Sky”.

Desde o primeiro álbum, “Tales of Mystery and Imagination” de 76, o grupo era na verdade uma colaboração entre Alan Parsons e Eric Woolfson… mas, para muitos, o nome dele ficava em segundo plano… no entanto, a verdadeira razão para ele buscar uma carreira solo foi o seu desejo de trabalhar com a criação de musicais ao estilo de Andrew Lloyd Webber.

O primeiro trabalho nesta direção, o álbum “Freudiana” de 1990, ainda era uma colaboração com o Alan Parsons Project… mas Eric Woolfson seguiria com outros projetos nessa linha, todos muito bem sucedidos em apresentações celebradas… até deixar o nosso plano da realidade em 2009… vamos conferir um pouco de seu álbum “Poe: More Tales of Mystery and Imagination” de 2003 e também do seu derradeiro trabalho: “The Alan Parsons Project That Never Was” de 2009.

Vocês ouviram Eric Woolfson com “Angel of the Odd”, “Wings of Eagles”, “The Pit and the Pendulum (Parts 1 to 3)”, “I can see Round Corners” e “Immortal”.

A gente volta já…

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E agora nós vamos trazer um pouco de “The Secret”, o álbum de 2019 de Alan Parsons…

Ainda no final dos anos 90 Alan Parsons passou a manter uma ligação mais direta com EMI, chegando a ser Vice-presidente da companhia por um tempo e depois continuando como consultor-executivo… e esses contatos o ajudariam a desenvolver muitos projetos

na sequência, como as suas celebradas tours “A Walk Down Abbey Road”, em que prestava homenagem aos Beatles, junto de uma banda de estrelas como Todd Rundgren, Mark Farmer, Ann Wilson, John Entwistle e Jack Bruce.

Em 2004 ele lançaria o álbum “A Valid Path”, mas depois entraria em um hiato criativo, se envolvendo em outros projetos como o DVD educacional “The Art and Science of Sound Recording”, lançado em 2010, e mantendo também o seu grupo para excursionar, o Alan Parsons Live Project…

O ano de 2019 já seria memorável para Alan Parsons pelo Grammy que ele ganhou pela edição de 35º. Aniversário do álbum “Eye in the Sky”… mas, além disso, ele surpreenderia os fãs com “The Secret”, que reúne velhos colaboradores e alguns amigos como Steve Hackett (do Genesis) e Lou Gramm (do Foreigner) entre outros… vamos conferir um pouco desse que é o seu primeiro registro de estúdio depois de 15 anos…

Vocês ouviram “The Sorcerer’s Apprentice”, “As Lights Fall”, “One Note Symphony”, “Soirée Fantastique” e “Requiem” com Alan Parsons.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos ao nosso amigo Almir Octávio pelo material que tocamos no 2º. Bloco do programa de hoje… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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ERIC WOOLFSON

BG – SOMEWHERE IN THE AUDIENCE

1. ANGEL OF THE ODD – 2:37

2. WINGS OF EAGLES – 4:45

3. THE PIT AND THE PENDULUM PART 1 – 2:32

4. THE PIT AND THE PENDULUM PART 2 – 2:02

5. THE PIT AND THE PENDULUM PART 3 – 2:03

6. I CAN SEE ROUND CORNERS – 5:16

7. IMMORTAL – 6:02

BG – RUMOUR GOIN

TOTAL – 25:17

ALAN PARSONS

BG – FLY TO ME

8. THE SORCERER’S APPRENTICE – 5:45

9. AS LIGHTS FALL – 3:58

10. ONE NOTE SYMPHONY – 4:43

11. SOIREE FANTASTIQUE – 5:28

12. REQUIEM – 4:03

BG – YEARS OF GLORY

TOTAL: 23:57

TOTAL GERAL – 49:14

Ouça o Art Rock com Eric Woolfson & Alan Parsons que foi ao ar no dia 11/05/2019, clicando aqui.

Osanna

Posted in Programas with tags on 08/05/2019 by Art Rock

“Boa noite, no programa de hoje vamos fazer nossa passagem costumeira pela música progressiva italiana, com um grupo que mantém a sua importância até hoje… o Osanna…

Formado em Nápoles em 71, o Osanna surgiu a partir dos grupos Volti di Pietra e Città Frontale, de onde saíram o vocalista e guitarrista Lino Vairetti, o guitarrista e tecladista Danilo Rustici, o baixista Lello Brandi e o baterista Massimo Guarino, sendo que o flautista e saxofonista Elio D’Anna era membro do grupo Showmen.

Essa reunião de talentos se transformaria em um grupo genial, que misturava em seus shows uma sonoridade rica e elaborada com um visual único, dominado pelas maquiagens pesadas em branco e preto, no melhor estilo que mais tarde seria a marca de grupos como os nossos Secos e Molhados ou o próprio Kiss.

O primeiro álbum, “L’uomo”, saiu em 71 e já mostrava toda a força do grupo, mas seria no seu terceiro trabalho, “Palepoli” de 73, que eles se soltariam, misturando elementos de música tradicional mediterrânea para criar uma síntese progressiva que seria celebrada, levando o disco a ser considerado um dos mais importantes do prog. Italiano… confiram um pouco dessa primeira fase do Osanna…

Vocês ouviram com o Osanna com “L’Uomo”, “In un Vechio Cieco” e “Oro Caldo”…

A gente volta já

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E nós vamos continuar trazendo o som o veterano grupo italiano Osanna, que se separou originalmente nos anos 70, mas voltaria a se reunir no final da década de 90.

A primeira separação havia ocorrido depois do álbum “Landscape of Life”, de 74… os membros do grupo se dividiram, com Lino Vairetti e Massimo Guarino recriando o Città Frontale enquanto Danilo Rustici e Elio D’anna iam para a Inglaterra e formavam o Uno… mas nenhum desses projetos teve grande repercussão e o Osanna voltaria em 77 para gravar “Suddance”, que já não contava mais com Elio D’Anna.

Eles tornaram a se separar e, dessa vez, levariam décadas para voltar a se encontrar… começou com alguns concertos e isso acabaria rendendo a antologia “Taka Boom”, que saiu em 2001 e continha músicas inéditas… depois, eles lançariam um álbum ao vivo em 2003, com material gravado durante um show em dezembro de 2001.

Eles seguiriam em atividade depois do retorno, mas lançariam mais trabalhos ao vivo como o álbum “Rosso Rock” de 2012 e o DVD duplo “Tempo” de 2014… o álbum “Palepolitana” de 2015 é uma recriação do terceiro disco do grupo com mais 12 faixas novas… mas ele fica para outro Art Rock, vamos fechar o programa de hoje com um pouco de “Prog Family”, onde se encontraram Osanna e David Jackson do Van der Graff Generator e mais David Cross do King Crimson como convidado…

Vocês ouviram “Animale Senza Respiro”, “Mirror Train”, “Il Castello dell Es” e “Everybody’s Gonna See you die” com o Osanna.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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OSANNA

BG – VADO VERSO UNA META

1. L’UOMO – 3:34

2. IN UN VECCHIO CIECO – 3:31

3. ORO CALDO – 18:32

BG – NON SEI VISSUTO MAI

TOTAL – 25:37

OSANNA

BG – THEME ONE

4. ANIMALE SENZA RESPIRO – 5:34

5. MIRROR TRAIN – 7:15

6. IL CASTELLO DELL ES – 7:06

7. EVERYBODY’S GONNA SEE YOU DIE – 4:25

BG – A ZINGARA

TOTAL: 24:19

TOTAL GERAL – 49:56

Ouça o Art Rock com Osanna que foi ao ar no dia 04/05/2019, clicando aqui.