Frumpy & Atlantis

“Boa noite, hoje teremos um programa voltado para o krautrock, começando com o Frumpy, um dos grandes grupos alemães do começo dos anos 70…

Já trouxemos outras vezes o Frumpy aqui no Art Rock, mas sempre vale lembrar que ele surgiu em Hamburgo a partir do grupo folk The City Preachers, que havia sido criado pelo músico irlandês John O’Brien-Docker em 65… na época, era comum para músicos britânicos tentarem a sorte no continente, e a Alemanha era um dos países mais concorridos, pela força do cenário musical local.

Os City Preachers acabaram se separando em 68, mas Inga Rumpf, que era a vocalista do grupo, resolveu continuar usando o nome em seu próprio projeto, que chegou a contar com outra vocalista… nada menos que a genial Dagmar Krause (futura Slapp Happy e Henry Cow), com quem Inga gravaria o álbum “I.D. Company” em 70.

Em meio a essas idas e vindas, os City Preachers ressurgiriam em 1970 como Frumpy… e além de desmazelado, o nome ainda era um anagrama do sobrenome de Inga… e a formação incluía o tecladista francês Jean-Jacques Kravetz que dominou a sonoridade no primeiro álbum, visto que eles não tinham guitarrista, algo que só mudaria em 71 com a entrada de Rainer Baumann… vamos conferir um pouco dessa fase inicial com faixas de “All Will be Changed” de 70 e “Frumpy 2” de 71.

Vocês ouviram o Frumpy com “Life without pain”, “Morning”, “Barroque”, “Floating, part 2” e “How the Gypsy was Born”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar agora com um descendente direto do Frumpy, o Atlantis… que era praticamente o mesmo grupo, mas com outro nome.

Apesar do impacto que havia causado no cenário do prog alemão, o Frumpy começou a ter problemas no início de 72, com a saída de uma de suas forças criativas, o tecladista Jean-Jacques Kravetz… os demais integrantes seguiram em frente e terminaram de gravar o álbum “By the Way”, com o tecladista Erwin Kama… mas Kravetz resolveu voltar e aí foi a vez do guitarrista Rainer Baumann querer sair…

Eles fizeram um concerto de despedida, encerrando a primeira fase do Frumpy… mas, pouco depois, Inga, Jean-Jacques e o baixista Karl-Heinz Schott reapareceriam com o seu novo grupo, o Atlantis, que teria uma sonoridade mais direta e uma proposta mais abrangente, incluindo elementos de hard rock e pop e outras mudanças de direção musical até encerrar atividade em 76.

Considerada uma das grandes cantoras do rock alemão, tanto pela sua voz como pela intensidade de sua interpretação, Inga seguiria em frente com trabalhos solo e outros projetos… o Frumpy voltaria a se reunir no final dos anos 80 e lançaria mais dois álbuns de estúdio e um ao vivo… mas eles ficam para outro programa, hoje vamos fechar com um pouco dos dois primeiros álbuns do Atlantis.

Vocês ouviram “Big Brother”, “Maybe it’s Useless”, “Living at the End of Time” e “Fighter of Truth” com o Atlantis.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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FRUMPY

BG – INDIAN ROPE MAN

1. LIFE WITHOUT PAIN – 3:48

2. MORNING – 3:23

3. BARROQUE – 7:37

4. FLOATING, PART 2 – 1:24

5. HOW THE GYPSY WAS BORN – 8:50

BG – TIME MAKES WISE

TOTAL – 25:02

ATLANTIS

BG – LET’S GET ON THE ROAD AGAIN

6. BIG BROTHER – 5:08

7. MAYBE IT’S USELESS – 3:41

8. LIVING AT THE END OF TIME – 9:08

9. FIGHTER OF TRUTH – 6:18

BG – WORDS OF LOVE

TOTAL: 24:15

TOTAL GERAL – 49:17

Ouça o Art Rock com Frumpy & Atlantis que foi ao ar no dia 25/05/2019, clicando aqui.

2 Respostas to “Frumpy & Atlantis”

  1. Olá, pessoal! Como sempre, deixo de cara meus parabéns pela insistente excelência do programa e me atrevo a dar mais uma sugestão. Esses dias estava folheando a revista inglesa Prog, quando vi uma crítica positiva a um disco da “Caravela Escarlate”. Vergonhosamente, não conheço essa banda brasileira, que, pelo que li, já está no segundo disco. Seria possível vocês abordarem esse grupo em um dos programas? Obrigado.

    • Art Rock Says:

      Olá João Cucci Neto!
      Agradecemos a mensagem e a sugestão, como sempre muito boa! Vamos providenciar um programa com eles sim! Grande Abraço!
      Equipe ArtRock

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