Arquivo para setembro, 2019

Atlantis Philharmonic & True Myth

Posted in Programas with tags , on 27/09/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje vamos trazer dois grupos norte americanos, um dos Estados Unidos e outro do Canadá…

E nós vamos começar com o Atlantis Philharmonic, grupo que foi fundado em Cleveland, Ohio, em 1971, e era centrado em torno do tecladista, vocalista e guitarrista Joe Difazio, que tinha formação clássica e era a força criativa do grupo, chegando a colaborar até em algumas das letras de autoria de Jerry Willcox.

Resultado da colaboração com o baterista e percussionista Royce Gibson, a rica e complexa sonoridade do grupo foi registrada no álbum “Atlantis Philharmonic” de 74… e foi só depois disso que eles se transformaram em um trio, com a entrada do guitarrista Roger Lewis, ex-Freeport… juntos, o trio chegou a abrir para os grandes grupos da época e ganhou alguma repercussão na sua região… só que isso não foi o suficiente e eles se separaram pouco depois.

Difazio deixou a música de lado e se dedicou à informática… mas, nos anos 90, o álbum original foi relançado e, mais tarde, em 2008, surgiu uma página do grupo anunciando um novo trabalho, intitulado “Atlantis Philharmonic II – Grand Master”, além de um disco ao vivo gravado entre 74 e 75 e mais dois trabalhos com material inédito gravado por Joe Difazio… confiram um pouco desse trio quase perdido nos labirintos do tempo…

Vocês ouviram “Atlantis”, “Death Man”, “Atlas”, “Song of Three” e “Grand Master”, com o Atlantis Philharmonic.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer uma recomendação do nosso grande amigo e prog. rocker veterano Frank Chmyz, que nos indicou o grupo canadense True Myth…

Formado na província de Ontário, no Canadá, o True Myth surgiu como um projeto para o curso de Artes Aplicadas da Fanshawe College, uma faculdade do sudoeste canadense onde os membros do grupo estudavam… no fim eles conseguiram um contrato com a A & R Recording e lançaram seu primeiro álbum em 79, uma época em que a indústria musical não tinha mais o mesmo interesse pelo prog rock.

Mas, apesar de não ser uma época boa para começar uma carreira como grupo progressivo, o True Myth não se deixou intimidar e ainda resolveu inovar, usando um dos primeiros gravadores digitais da época, o Soundstream, um recorder de apenas dois canais, mas que lhes permitiu gravar aquele que foi um dos primeiros álbuns inteiramente digitais a ser produzidos no Canadá.

Para o segundo álbum, “Telegram” de 1981, permaneceria apenas o núcleo criativo do grupo, formado pelo guitarrista Tony Cook, pelo tecladista Tom Treumuth e o baterista Brian Bolliger… e a produção ficou a cargo de Daniel Lanois que, na época, não era muito conhecido… mas, infelizmente, eles não iriam muito longe depois disso… vamos ouvir um pouco dos dois únicos trabalhos do True Myth.

Vocês ouviram o True Myth com “Reach for the Heavens”, “It’s Got to Be”, “Song of the World”, “Give it Up”, “So Confused” e “Silent City”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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ATLANTIS PHILHARMONIC

BG – FLY THE NIGHT

1. ATLANTIS – 5:14

2. DEATH MAN – 5:26

3. ATLAS – 8:13

4. SONG OF THREE – 2:34

5. GRAND MASTER – 4:41

BG – ANDUSCIAS THE GREAT

TOTAL – 26:08

TRUE MYTH

BG – LIGHT YEARS BEFORE

6. REACH FOR THE HEAVENS – 6:10

7. IT’S GOT TO BE – 3:19

8. SONG OF THE WORLD – 4:29

9. GIVE IT UP – 4:15

10. SO CONFUSED – 3:55

11. SILENT CITY – 2:37

BG – SPACE PROMENADE

TOTAL: 24:45

TOTAL GERAL – 50:53

Ouça o Art Rock com Atlantis Philharmonic & True Myth foi ao ar no dia 21/09/2019, clicando aqui.

Starfire & Beckett

Posted in Programas with tags , on 19/09/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje teremos um dos nossos costumeiros programas com o lado mais obscuro da progressividade, trazendo dois daqueles grupos de talento, mas que tiveram a vida curta…

Vamos começar com o Starfire, um grupo californiano do começo dos anos 70, que contava em sua formação com o vocalista Chris Muis, com o guitarrista Robert Mitchell, o tecladista Randy Kelley, o baixista Robert Sephton e o baterista Dennis Hovenden… e se vocês nunca ouviram falar deles deve ser porque eles não chegaram mesmo a sair do anonimato, lançando apenas um álbum antes de desaparecer.

Lançado originalmente pelo selo Crimson Records em uma edição de apenas 200 cópias, o álbum “Starfire”, de 1974, é um típico trabalho underground, gravado em condições até precárias, mas com a energia que é habitual aos grupos iniciantes, ainda cheios de entusiasmo pelo mundo da música, onde esperavam encontrar o seu lugar e o seu futuro.

Infelizmente, isso não iria acontecer, e o seu legado permanece nos fraseados de órgão, nas guitarras com pedaleira fuzz e na sonoridade com sensíveis influências da psicodelia dos anos 60… como muitos outros grupos esquecidos, o Starfire seria resgatado nos anos 90 e seu único registro seria relançado em CD… e é um pouco do som desses jovens sem muita sorte que vocês vão conferir na primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “Confort Me”, “My Love is Gone”, “Many Moods Ago”, “Birth of the Sun” e “To Wonder Life Alone”, com o Starfire.

A gente volta já…

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E agora vamos atravessar o Atlântico para conferir outro grupo que lançou um único álbum… o Beckett, do vocalista Terry Slesser…

Formado em Newcastle em 1970, o Beckett sofreu uma perda logo no início, quando seu vocalista original, Rob Turner, deixou a nossa realidade em um acidente de carro… para o seu lugar o vocalista Robert Barton chamou Terry Wilson-Slesser e eles seguiram em frente, ganhando alguma repercussão no cenário local e chegando a se apresentar como grupo residente no famoso Star Club de Hamburgo.

Em 74 eles conseguiram um contrato com uma subsidiária da Warner e lançaram o álbum “Beckett” com produção do grande vocalista Roger Chapman do Family… e a bela capa de John Kosh com o sinal da Mano Pantea chamava a atenção em uma época rica na procura de simbolismos… mas, mesmo assim, eles não iriam muito longe.

Com o fim do grupo, Terry Slesser iria para o Back Street Crawler do grande Paul Kossoff… e ele seguiria firme em sua carreira, participando depois do Geordie e, mais recentemente, dos grupos Freeway e The Band Plays On, bandas tributo para o Free e Paul Kossoff… os demais integrantes do Beckett também continuaram ativos e até processaram o Iron Maiden pelo plágio da faixa “Life’s Shadow”… fiquem com um pouco desse álbum que costumava ser disputado pelos colecionadores…

Vocês ouviram o Beckett com “Once Upon a Time… the End”, “Rolling Thunder”, “Life’s Shadow”, “New Dawn Chorus”, “Don’t Tell me I wasn’t Listening” e “Green Grass Green”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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STARFIRE

BG – ISLAND

1. CONFORT ME – 3:07

2. MY LOVE IS GONE – 4:56

3. MANY MOODS AGO – 3:03

4. BIRTH OF THE SUN – 7:02

5. TO WONDER LIFE ALONE – 7:02

BG – SLIPPERY

TOTAL – 25:10

BECKETT

BG – A RAINBOW’S GOLD

6. ONE UPON A TIME… THE END – 0:55

7. ROLLING THUNDER – 5:20

8. LIFE’S SHADOW – 6:28

9. NEW DAWN CHORUS – 1:26

10. DON’T TELL ME I WASN’T LISTENING – 5:31

11. GREEN GRASS GREEN – 4:38

BG – MY LADY

TOTAL: 24:17

TOTAL GERAL – 49:27

Ouça o Art Rock com Starfire & Beckett foi ao ar no dia 14/09/2019, clicando aqui.

Yes & Billy Sherwood

Posted in Programas with tags , on 13/09/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje no programa vamos trazer uma colaboração do nosso amigo e ouvinte de primeira hora, Almir Octávio… começando com um pouco do álbum “Yes 50 Live”… o registro ao vivo de 2019 do grande Yes.

Em 2018 o Yes estava realizando uma excursão especial, a tour para comemorar os 50 anos do grupo… e eles resolveram gravar as apresentações dos dias 20 e 21 de julho, no Filmore Auditorium de Philadelphia… e o resultado é mais um álbum ao vivo, que desta vez contou com participações especiais.

A formação do Yes para essa tour de aniversário consistiu no guitarrista Steve Howe, no baterista Alan White, no tecladista Geoff Downes, no vocalista Jon Davison e tendo Billy Sherwood no baixo, substituindo o grande Chris Squire… mas, além disso, o Yes ainda contou com dois convidados de peso, os ex-tecladistas do grupo Tony Kaye e Patrick Moraz, que participaram dos shows nos Estados Unidos, tocando músicas representativas das épocas em que integraram o Yes.

Naturalmente, a capa não podia deixar de ficar a cargo do mestre Roger Dean, que criou outro trabalho inspirador, digno de fazer parte da galeria visual do Yes… e, como esses shows eram para marcar o meio século do grupo, eles reuniram faixas das muitas fases… é um álbum imperdível e nós selecionamos só uma pequena parte para trazer aqui no Art Rock de hoje.

Vocês ouviram “Madrigal”, “We can fly from here”, “Soon” e “Roundabout” com o Yes.

A gente volta já…

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E agora vamos conferir outro trabalho que mostra como a família do Yes anda muito ativa… o álbum solo “Citizen: In the Next Life” do multi-instrumentista Billy Sherwood…

William Wyman Sherwood nasceu nos Estados Unidos, e começou com o grupo Lodgic, que chegou a gravar nos anos 80… mais tarde ele formaria o World Trade, sempre se envolvendo com a produção, mixagem e engenharia de som, além do baixo, vocal e eventuais teclados… nesta época ele começou uma amizade com Chris Squire e passou a fazer parte da família do Yes de forma extraoficial, mas isso iria mudar.

Ele chegou a tocar em uma faixa do álbum “Union”, também gravaria com Squire, continuaria trabalhando com produção, e manteria o World Trade por um tempo… mas depois acabou convidado para substituir Rick Wakeman no Yes, gravado entre outros os álbuns “Open Your Eyes” de 97, “The Ladder” de 99 e “House of Yes” de 2000…

Além do Yes, ele integraria os grupos Conspiracy, com Chris Squire, e Circa, com Tony Kaye e Alan White… e manteria ainda um invejável currículo de colaborações, produções e projetos paralelos, em meio a uma série de discos solo… e é um desses trabalhos, o álbum “Citizen: In the Next Life” que vocês vão poder conferir nessa segunda parte do programa de  hoje.

Vocês ouviram Billy Sherwood com “We Shall Ride Again”, “Via Hawking”, “By Design” e “Hold Quite”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos ao amigo Almir Octávio pelo material que reproduzimos no programa de hoje… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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YES

BG – YOURS IS NO DISGRACE

1. MADRIGAL – 2:53

2. WE CAN FLY FROM HERE – 5:51

3. SOON – 7:37

4. ROUNDABOUT – 9:15

BG – S TARSHIP TROOPER

TOTAL – 25:36

BILLY SHERWOOD

BG – SKYWRITER

5. WE SHALL RIDE AGAIN – 4:49

6. VIA HAWKING – 5:19

7. BY DESIGN – 4:29

8. HOLD QUITE – 9:06

BG – MATA HARI

TOTAL: 23:43

TOTAL GERAL – 49:19

Ouça o Art Rock com Yes & Billy Sherwood foi ao ar no dia 07/09/2019, clicando aqui.

Ken Hensley

Posted in Programas with tags on 05/09/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a um dos grandes tecladistas do rock inglês dos anos 70, a força criativa por trás dos melhores momentos do decano do heavy-prog… o Uriah Heep.

Estamos nos referindo a Ken Hensley, que já era um veterano de muitos grupos quando entrou para o Spice em 69, pouco antes deles mudarem de nome para Uriah Heep… e ele se tornaria uma das estrelas do grupo, juntamente com o guitarrista Mick Box e o vocalista David Byron.

Além dos teclados, Ken Hensley também tocava guitarra acústica e até colaborava nos vocais, sendo também um dos principais compositores do Heep, até a sua saída, depois do álbum “Conquest” de 1980… a partir daí, ele tentaria levar adiante a sua carreira solo, que já contava com dois belos trabalhos: “Proud Words on a Dusty Shelf” de 73 e “Eager to Please” de 75.

Mas ele não iria muito longe… sua nova investida solo renderia apenas o álbum “Free Spirit”… depois disso ele se juntaria ao grupo americano Blackfoot onde ficaria até 85… chegou a pensar em se retirar do mundo da música, mas foi voltando aos poucos e, a partir do final dos anos 90, retomaria a sua carreira com força total… vamos começar com “Running Blind” de 2002, seu primeiro trabalho solo depois de 21 anos de silêncio.

Vocês ouviram “Overture: La Tristeza Secreta de um Corazon Gitano”, “Prelude: A Minor Life”, “You’ve Got it (The American Way)”, “Free Spirit”, “Movin’In” e “Let me be me” com Ken Hensley.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar trazendo um pouco da carreira solo do tecladista Ken Hensley, que depois do seu retorno começou uma fase bem prolífica.

A primeira investida dessa nova fase foi a Hensley Lawton Band, que ele formou com o vocalista John Lawton, que havia substituído David Byron no Uriah Heep… e eles lançariam em 2000 o álbum “The Return”… mas sua carreira solo recomeçaria mesmo em 2002 com o álbum “Running Blind”, que contava entre outros com a participação do amigo John Wetton e do guitarrista Dave Kilminster (da banda de Roger Waters) e o baixista Andy Pyle (dos Kinks e Wishbone Ash).

Ele excursionaria com o seu grupo de apoio, o Free Spirit, e continuaria a lançar trabalhos nos anos seguintes, inclusive a ambiciosa ópera-rock “Blood on the Highway”, que, além de John Lawton, contou com outras participações de peso como Glenn Hughes, Ian Paice, Jorn Land e Eve Gallagher.

Depois que se mudou para a Espanha, ele continuou no mesmo ritmo, passando a gravar e excursionar com um novo grupo de apoio, o Live Fire, com quem já lançou quatro álbuns, incluindo “Live in Russia”, que saiu em julho de 2019… mas ele fica para outro programa, para essa segunda parte selecionamos um pouco da sua autobiográfica opera-rock “Blood on the Highway” de 2007.

Vocês ouviram Ken Hensley com “We’re on our Way”, “Blood on the Highway”, “It Won’t Last”, “Okay (This House is Down)” e “The Last Dance (El Gitano Viejo)”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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KEN HENSLEY

BG – THE FINAL SOLUTION

1. OVERTURE ‘LA TRISTEZA SECRETA DE UN CORAZON GITANO – 2:29

2. PRELUDE: A MINOR LIFE – 2:54

3. OUT OF MY CONTROL – 5:01

4. YOU’VE GOT IT (THE AMERICAN DREAM) – 3:29

5. FREE SPIRIT – 3:42

6. MOVIN’IN – 4:03

7. LET ME BE ME – 2:49

BG – IT’S UP TO YOU

TOTAL – 24:26

KEN HENSLEY

BG – (THIS IS) JUST THE BEGINNING

8. WE’RE ON OUR WAY – 4:49

9. BLOOD ON THE HIGHWAY – 3:54

10. IT WON’T LAST – 5:22

11. OKAY (THIS HOUSE IS DOWN) – 3:55

12. THE LAST DANCE (EL GITANO VIEJO) – 8:25

BG – I DID IT ALL

TOTAL: 26:24

TOTAL GERAL – 50:50

Ouça o Art Rock com Ken Hensley foi ao ar no dia 31/08/2019, clicando aqui.