Arquivo para outubro, 2019

King Crimson

Posted in Programas with tags on 18/10/2019 by Art Rock

Boa noite, hoje teremos um programa com um dos pilares do rock progressivo… um gigante que esteve no Brasil em 2019…

Estamos nos referindo ao grande King Crimson… um dos fundadores da linguagem progressiva… que continua entre nós e ainda sob a liderança do guitarrista Robert Fripp, sempre reunindo formações diferentes, em que músicos entram e saem, mas permanece viva uma identidade única que nunca fez concessões à efêmera promessa do sucesso fácil, preferindo manter sua integridade musical.

Para um fã de rock progressivo, o King Crimson é uma presença constante, que se estende pelas décadas desde o seu surgimento no final dos anos 60… um grupo que sempre se reinventa e volta a impressionar com trabalhos e performances brilhantes em qualquer de suas muitas encarnações… mesmo que sua fama nunca tenha sido resultado do volume de vendas de seus álbuns.

E esse até é um dos motivos pela surpresa do anúncio de sua vinda para o Rock in Rio de 2019… mas essa presença improvável abrilhantou o Palco Sunset, em uma apresentação de uma hora no dia 6 de outubro, bem menor do que os seus shows costumeiros, mas como sempre sem ceder em seus princípios… no entanto, como ainda não conseguimos um bootleg desse show único, vamos trazer faixas de um dos melhores álbuns ao vivo com a formação atual do grupo… “Live in Vienna” de 2017.

Com o King Crimson vocês ouviram “Pictures of a City”, “The Court of the Crimson King”, “Sailor’s Tale” e “Peace”.

A gente volta já.

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E nós vamos continuar homenageando a visita da realeza progressiva do King Crimson, que faria uma outra apresentação antológica no Brasil em 2019… no Espaço das Américas, em São Paulo, na sexta feira, dia 4 de outubro.

Ao contrário de quem deixou para ver somente o show no Rock in Rio dois dias depois, o publico da apresentação em São Paulo pôde apreciar um show completo do King Crimson, com mais de duas horas de duração e dividido em duas partes, com vinte minutos de pausa entre os sets… esse foi o primeiro show do grupo no Brasil, depois de 50 anos de carreira, e a resposta do público foi à altura dessa longa espera.

Como Bill Rieflin não pôde participar como tecladista da tour comemorativa dos 50 anos do grupo, a formação deixou de ser o “Duplo Quarteto” para retomar o formato que ficou conhecido como a “Besta de 7 Cabeças”, contando, além de Robert Fripp, com o sax de Mel Collins, o baixo de Tony Levin, a guitarra e vocal de Michael “Jakko” Jakszyk, e o trio de bateristas: Pat Mastelotto, Gavin Harrison e Jeremy Stacey.

Essa versão do grupo surgiu em 2013, a partir do projeto Jakszyk Fripp Collins, que chegou a lançar em 2011 o álbum “A Scarcity of Miracles”… na época, Fripp tinha até anunciado que estava se aposentando, mas depois declarou que não tinha dado certo, pois andava muito feliz e isso o incomodava… desde o retorno com essa formação estendida, o King Crimson vem registrando com frequência suas performances, e vamos fechar trazendo mais um pouco do triplo ao vivo de 2017, “Live in Vienna”.

Vocês ouviram “Easy Money”, “Red”, “Meltdown” e “Heroes”, com o King Crimson.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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KING CRIMSON

BG – SUITABLE GROUNDS FOR THE BLUES

1. PICTURES OF A CITY – 8:37

2. THE COURT OF THE CRIMSON KING – 7:15

3. SAILOR’S TALE – 6:14

4. PEACE – 1:51

BG – RADICAL ACTION II

TOTAL – 23:57

KING CRIMSON

BG – EPITAPH

5. EASY MONEY – 10:04

6. RED – 6:38

7. MELTDOWN – 4:12

8. HEROES – 5:20

BG – STARLESS

TOTAL: 26:14

TOTAL GERAL – 50:11

Ouça o Art Rock com King Crimson foi ao ar no dia 12/10/2019, clicando aqui.

Yezda Urfa

Posted in Programas with tags on 11/10/2019 by Art Rock

Boa noite, no programa de hoje vamos atender ao pedido do nosso ouvinte Augusto da Veiga, que sugeriu um excelente grupo americano que infelizmente só lançou dois álbuns… o Yezda Urfa.

Apesar do nome, esse grupo foi formado em Chicago, nos Estados Unidos, por um grupo de garotos que ainda estavam no ensino médio em 73 quando resolveram se reunir, buscando um nome com inspiração do Oriente Médio, extraído da combinação de Yazd (no Irã) com Urfa (na Turquia)… e, adaptando, ficou Yezda Urfa.

Extremamente talentosos e inspirados pelo impacto do progressivo inglês, em especial de grupos como o Yes e o Gentle Giant, os garotos se dedicaram com afinco e, depois de mais de um ano de apresentações ocasionais e gravações caseiras, resolveram gravar um trabalho mais profissional, e o resultado foi o álbum “Boris”, uma demo com uma prensagem de apenas 300 cópias, que eles enviariam para várias gravadoras sem despertar nenhum interesse.

O ano era 1975 e os interesses da indústria cultural americana já haviam começado a transição para um som mais comercial… mas eles tentaram de novo, gravando em 76 o álbum “Sacred Baboon”, que também não seria lançado na época… eles continuaram por um tempo, mas se separaram de vez em 81… e só em 89 o trabalho do Yezda Urfa foi descoberto, por acaso… confiram um pouco do som que foi ignorado nos anos 70…

Vocês ouviram o Yezda Urfa com “Boris And His 3 Verses”, “Texas Armadillo”, “Give ‘Em Some Rawhide Chewies”, “To-Ta In The Moya” e “(My Doc Told Me I Had) Doggie Head”.

A gente volta já…

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Vamos continuar com o Yezda Urfa, um grupo que foi resgatado anos depois de sua separação, ganhando muitos fãs, mesmo não tendo voltado à atividade…

A história da redescoberta do Yezda Urfa começou em 89, quando uma cópia do velho disco demo deles, “Boris”, apareceu em uma loja de discos e foi ouvido por Peter Stoller, que ficou muito impressionado e apresentou o trabalho para Greg Walker, da Syn-Phonic Records… ele foi atrás do grupo e também recuperou o material do álbum “Sacred Baboon”, que havia ficado engavetado desde 76.

Mas, o renovado interesse pelo som do grupo não foi o suficiente para trazê-los de volta à ativa… todos já estavam envolvidos há muito tempo em outros trabalhos, e nem a renascença progressiva dos anos 90 foi capaz de despertá-los… em 2002 foi lançada uma edição expandida de “Boris” e, finalmente, depois de 10 anos de insistência, os membros do grupo aceitaram uma proposta para uma reunião no NEARfest de 2004.

 

Só o guitarrista Mark Tippins, o baixista Marc Miller e o baterista Brad Christoff participariam… o vocalista Rick Rodenbaugh e o tecladista Phil Kimbrough seriam substituídos por Ron Platt e Mike Barry… mas o resultado seria um único show em 10 de julho de 2004, que seria gravado e lançado em CD… e que vocês vão poder conferir a partir de agora aqui no Art Rock…

Vocês ouviram “3, Almost 4, 6, Yea”, “L.A.” e “The Basis of Dubenglazy While Dirk Does the Dance” com o Yezda Urfa.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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YEZDA URFA

BG – THREEE TONS OF FRESH THYROID GLANDS

1. BORIS AND HIS 3 VERSES – 2:51

2. TEXAS ARMADILLO – 1:54

3. GIVE ‘EM SOME RAWHIDE CHEWIES – 3:53

4. TO-TA IN THE MOYA – 10:17

5. (MY DOC TOLD ME I HAD) DOGGIE HEAD – 5:05

BG – FLOW GUIDES AREN’T MY BAG

TOTAL – 23:41

YEZDA URFA

BG – GIVE ‘EM SOME RAWHIDE CHEWIES

6. 3, ALMOST 4, 6, YEA – 11:28

7. L.A. – 4:11

8. THE BASIS OF DUBENGLAZY WHILE DIRK DOES THE DANCE – 11:05

BG – TO-TA IN THE MOYA

TOTAL: 26:44

TOTAL GERAL – 50:25

Ouça o Art Rock com Yezda Urfa foi ao ar no dia 05/10/2019, clicando aqui.

Grateful Dead

Posted in Programas with tags on 11/10/2019 by Art Rock

Boa noite, hoje teremos um programa dedicado ao grande poeta do Grateful Dead, Robert Hunter, que mergulhou no vórtice entre as múltiplas realidades, alcançando finalmente o mundo que antes só tocara com sua prodigiosa imaginação.

Já trouxemos o Grateful Dead muitas vezes no programa… mas sempre é bom registrar que eles eram mais do que um grupo de rock… eles foram um fenômeno em muitas mídias, que deu materialidade aos conceitos e práticas do movimento de contracultura dos anos 60, estendendo-o pelas décadas seguintes.

E Robert Hunter foi o letrista de muitas das faixas clássicas do Dead, colaborando com o amigo Jerry Garcia e ajudando a construir a poética do grupo, que era grandemente responsável pelo lirismo viajante mesmo de álbuns acústicos como “Working Man’s Dead” e “American Beauty”, onde o folk rock tomava o lugar do experimentalismo psicodélico.

Hunter seguiria colaborando com o grupo conforme a sua popularidade ia criando o universo paralelo formado por sua legião de fãs, os famosos dead heads… e nessa primeira parte vamos trazer composições suas, extraídas dos álbuns “Aoxomoxoa” de 69 e “American Beauty” de 70.

Vocês ouviram o grande Grateful Dead com “St. Stephen”, “China Cat Sunflower”, “Dark Star”, “Box of Rain”, “Ripple” e “Truckin’”.

A gente volta já

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E nós vamos continuar lembrando o genial Robert Hunter, que deixou a nossa realidade muito menos interessante ao atravessar a barreira do hiperespaço no melancólico setembro de 2019.

Em 95, os membros sobreviventes do Grateful Dead decidiram de comum acordo pela separação, pois não fazia sentido levar o grupo adiante depois da partida prematura de Jerry Garcia… eles seguiram em frente com trabalhos solo e também com reuniões em que usaram os nomes The Other Ones, The Dead e Furthur… e Robert Hunter também continuou em atividade.

Ele colaboraria como letrista em trabalhos de Elvis Costello, Bruce Hornsby, Bob Dylan e também com os New Raiders of the Purple Sage e muitos outros… ele também publicou livros de poemas e levou em frente a sua própria carreira solo, que havia começado em 74 com o álbum “Tales of the Great Rum Runners”.

Depois do álbum “Carolina Moonrise”, em colaboração com Jim Lauderdale, ele fez uma tour para pagar as contas médicas devidas a um problema de abcesso na coluna… mas ele continuou firme, recebendo o reconhecimento da mídia principalmente pela sua obra em colaboração com Jerry Garcia… e é mais um pouco dessa parceria lendária que nós vamos trazer nesta segunda parte, agora com faixas dos álbuns “Blues for Alah” de 75 e “Terrapin Station” de 77.

Vocês ouviram “Help on the Way / Slipknot” e a suite “Terrapin Station Part I” com o Grateful Dead.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação são de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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GRATEFUL DEAD

BG – BERTHA

1. ST. STEVEN – 4:26

2. CHINA CAT SUNFLOWER – 3:40

3. DARK STAR – 2:44

4. BOX OF RAIN – 5:18

5. RIPPLE – 4:10

6. TRUCKIN’ – 5:17

BG – PLAYING IN THE BAND

TOTAL – 25:35

GRATEFUL DEAD

BG – UNBROKEN CHAIN

7. HELP ON THE WAY / SLIPKNOT – 7:21

8. TERRAPIN STATION PART I – 16:28

BG – SCARLET BEGONIAS

TOTAL: 23:49

TOTAL GERAL – 49:24

Ouça o Art Rock com Grateful Dead foi ao ar no dia 28/09/2019, clicando aqui.