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Out of Focus

Posted in Programas with tags on 14/11/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje faremos nossa habitual passagem pelo progressivo germânico, trazendo um grande grupo que, infelizmente, lançou poucos discos… o Out of Focus.

Formado em Munique, em torno do guitarrista Remi Dreschler, do tecladista Hennes Herring e do vocalista Moran Neumüller, o grupo tirou o seu nome de uma faixa do grande Blue Cheer, mas a sua sonoridade plena de improvisações estava mais voltada o fusion, com pitadas de psicodelia e letras engajadas que faziam coro à atmosfera da contracultura do final dos anos 60.

E eles já eram bem conhecidos quando conseguiram o seu primeiro contrato com o lendário selo Kuckuk, lançando em 1970 o álbum “Wake Up”, um trabalho marcante que mostrava toda a energia do grupo, apesar das limitações inevitáveis das gravações de estúdio, em que as faixas não podiam se estender indefinidamente, como nas apresentações ao vivo…

O álbum mostra influências do prog britânico, incluindo pitadas do Floyd de Syd Barrett e até mesmo ecos do Jethro Tull nas flautas… mas, mesmo controlando o seu foco para que as músicas coubessem nos vinis da época, o estilo característico do Out of Focus está presente… e, para essa primeira parte do programa, nós selecionamos um pouco desse disco de estreia do Out of Focus.

Vocês ouviram o Out of Focus com “See how a White Negro Flies”, “God Save the Queen Cried Jesus” e “Dark, Darker”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar trazendo o krautrock do grupo Out of Focus, que lançaria apenas três álbuns, com um quarto ficando engavetado até ser lançado décadas depois…

Em 1971 saía o álbum “Out of Focus”, que já mostrava a direção mais jazzística que o grupo estava tomando, uma abordagem que vinha de encontro com a sua própria atitude pessoal, que seria anos mais tarde lembrada por Eckard Rahn, o fundador do selo Kuckuk… um astral libertário, sem figuras centrais, em que todos lideravam, incluindo o baterista Klaus Spöri e o baixista Stefan Wisheu.

Essa era uma perspectiva muito comum de outros grandes grupos do prog germânicos, como o Embryo ou o Xhou Caravan… e ia além da música, pois se confundia com a própria postura de vida dos músicos… mas isso também contribuía para prejudicar a sua durabilidade como projetos coletivos…

Em 72 eles lançavam o duplo “Four Letter Monday Afternoon”… seu último registro oficial… Hennes Herring deixou o grupo para se juntar ao Sahara, os membros restantes se mudaram para Herrsching e continuaram em frente, mas o álbum “Not Too Late”, gravado em 74, só sairia no ano 2000… Remi Dreschler ainda tentaria nos anos 80 o projeto Kontrast, mas essa história fica para outro Art Rock… fiquem com mais um pouco da fase clássica do Out of Focus…

Vocês ouviram “What can a Poor Boy Do (But to be a Streetfighting Man), “Fly Bird Fly”, “When I’m Sleeping” e “Black Cards” com o Out of Focus…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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OUT OF FOCUS

BG – HEY JOHN

1. SEE HOW A WHITE NEGRO FLIES – 5:51

2. GOD SAVE THE QUEEN CRIED JESUS – 7:32

3. DARK, DARKER – 11:42

BG – NO NAME

TOTAL –25:06

OUT OF FOCUS

BG – TELEVISION PROGRAMM

4. WHAT CAN A POOR BOY TOO (BUT TO BE A STREETFIGHTING MAN) – 5:54

5. FLY BIRD FLY – 5:08

6. WHEN I’M SLEEPING – 4:06

7. BLACK CARDS – 9:40

BG – BLUE SUNDAY MORNING

TOTAL: 24:48

TOTAL GERAL – 49:54

Ouça o Art Rock com Out of Focus que foi ao ar no dia 11/11/2017, clicando aqui.

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Khatsaturjan

Posted in Programas with tags on 13/11/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje no programa vamos atender a pedidos de nossos ouvintes da RST Radio Rock, a Radio com Sangue Progressivo, que nos pediram um especial com o grupo finlandês Khatsaturjan.

Formado em Vantaa, na Finlândia, no ano 2000, o grupo começou como um projeto informal, só uma banda reunindo amigos que se conheciam desde a adolescência e dividiam um interesse em rock e música sinfônica… o baixista Jaakko Koikkalainen, o guitarrista Atte Kurri, o baterista Ilkka Piispala e o tecladista Ilkka Saarikivi…

A princípio eles só tocavam arranjos para músicas de Dvorak, Mussorgsky e Prokofiev… a ideia não foi muito longe e eles se separaram, mas voltaram a se reunir um ano mais tarde, dessa vez com a intenção de tentar compor e gravar material original… e o resultado seria o mini-álbum “Aramsome Sums”, um trabalho lançado de forma independente e que já mostrava a rica proposta musical do grupo.

Em 2006 eles laçariam “Aramed Forces Of Simantipak”, já pelo selo Musea… e o nome não foi escrito errado… assim como no mini-álbum de 2002, eles desejaram adicionar mais um elemento à homenagem que já está no próprio nome que escolheram usar, que se refere ao grande compositor soviético Aram Khatsaturjan… vamos conferir um pouco desse que é considerado o primeiro álbum oficial do grupo.

Vocês ouviram o Khatsaturjan com “Advent Rise”, “Guidance of Blinded Light” e “The Mass”.

A gente volta já…

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Voltamos com o Art Rock que hoje está trazendo o grupo finlandês Khatsaturjan, uma sugestão dos ouvintes que acompanham o nosso programa através da rádio online RST, que vocês podem conferir pelo link http://www.rstradiorock.com.br

Depois do álbum “Aramed Forces Of Simantipak” o Khatsaturjan levaria algum tempo para voltar a lançar um trabalho novo… mas, em 2010, saía “Disconcerto Grosso”, outro belo registro, em que tentam uma abordagem mais ousada, sem descuidar da complexidade dos arranjos, inclusive nas vocalizações, uma possibilidade aberta pelo talento dos membros do grupo, que dividem os vocais e são todos multi-instrumentistas.

E a evolução da sonoridade do Khatsaturjan continuou em seu trabalho de 2015, “Beast, Machine & Man”… em que Jaakko Koikkalainen (Iaco Coicalinen) já não aparece como membro oficial, com partes de baixo e violino ficando a cargo de Matti Muraja (Mati Murâia)… mas, musicalmente, o grupo não perdeu nada da sua força e inventividade.

Infelizmente, o ritmo lento de lançamentos do Khatsaturjan não contribui muito para mantê-los na linha de frente do cenário progressivo europeu, apesar da qualidade dos seus trabalhos… e, para essa segunda parte do programa, nós vamos concluir com faixas selecionadas do álbum “Disconcerto Grosso” de 2010.

Vocês ouviram “A Rhyme of a Dime”, “Herculean” e “Claim no can do” com o Khatsaturjan…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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KHATSATURJAN

BG – I’VE GOT YOUR DADDY’S PHONE NUMBER

1. ADVENT RISE – 4:23

2. GUIDANCE OF BLINDED LIGHT – 4:18

3. THE MASS – 15:09

BG – OH COSMIC PEARL

TOTAL – 23:50

KHATSATURJAN

BG – DUSK

4. A RHYME OF A DIME – 4:32

5. HERCULEAN – 18:02

6. CLAIM NO CAN DO – 4:02

BG – REALITY ESCAPE SAGA

TOTAL: 26:36

TOTAL GERAL – 50:26

Ouça o Art Rock com Khatsaturjan que foi ao ar no dia 04/11/2017, clicando aqui.

Alice Cooper

Posted in Programas with tags on 06/11/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos anunciar o Halloween que se aproxima, trazendo uma das mais emblemáticas figuras da história do rock… o psicótico Alice Cooper!

Desde que reencarnou no corpo de um pacato garoto de Detroit chamado Vincent Furnier, a bruxa Alice Cooper tomou o mundo do rock de assalto com seu festival de bizarrias ilimitadas… na época, Vincent estava com o seu grupo Nazz, que tinha começado como The Spiders quando ele, Glen Buxton e Dennis Dunaway ainda eram garotos de escola…

Eles tinham resolvido tentar a sorte em Los Angeles e, como Todd Rundgren já tinha uma banda chamada Nazz, tiveram que mudar de nome… e foi assim que começou a possessão: logo, Vincent passou a usar uma maquiagem borrada, com roupas de couro e um visual detonado que o tornava o foco das apresentações teatrais do grupo, levando-o a assumir aos poucos a identidade de Alice Cooper.

Apesar de adotarem o nome em 68, o sucesso só viria nos anos 70, mas aí seria um fenômeno mundial que continuou mesmo depois que o grupo se separou em 75… a essa altura, Vincent já havia se tornado Alice Cooper e seguiria em frente lançando “Welcome to my Nightmare”, onde ele começava a saga do seu personagem Steven… o álbum conceitual tinha a narração de Vincent Price e a banda de Lou Reed acompanhava a tia Alice no disco, na tour e no filme dirigido por David Winters.

Vocês ouviram Alice Cooper com “Welcome to my Nightmare”, “Devil’s Food”, “The Black Widow”. “Only Women Bleed”, “Years Ago” e “Steven”.

A gente volta já…

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E nós continuamos com essa lenda que continua em plena atividade e se apresentou no Brasil e até em Curitiba, no ano de 2017… a velha bruxa Alice Cooper.

Depois que a banda original se separou, o guitarrista Michael Bruce, o baixista Dennis Dunnaway e o baterista Neal Smith tentaram seguir em frente como The Billion Dollar Babies, lançando o álbum “Battle Axe” em 77… mas ele não chegou a ter repercussão, e eles acabaram encerrando atividades… e só voltariam a se apresentar juntos em algumas ocasiões.

Só muito mais tarde eles voltariam a se reunir com o velho amigo Vincent, ou melhor, com Alice Cooper, para homenagear o guitarrista Glen Buxton, que havia deixado a nossa realidade em 97… o show em Phoenix, em outubro de 1999, foi a primeira vez que tocaram juntos desde sua lendária última apresentação em 74, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro…

Eles voltariam a tocar juntos algumas outras vezes: além de shows e apresentações, em 2011 eles participariam do álbum “Welcome 2 my Nightmare”, uma continuação justamente do primeiro álbum solo de Alice Cooper… e, em 2017, eles voltaram a colaborar com o álbum “Paranormal”, que contou também com o baterista Larry Mullen Jr (do U2), com o baixista Roger Glover (do Deep Purple), com o guitarrista Billly Gibbons (do ZZ Top) e a produção do grande Bob Ezrin.

Vocês ouviram “Paranormal”, “Paranoic Personality”, “Fallen in love”, “Holy Water”, “The Sound of A” e “Genuine American Girl” com Alice Cooper…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite, um bom Halloween, e até a semana que vem.”

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ALICE COOPER

BG – ESCAPE

1. WELCOME TO MY NIGHTMARE – 5:21

2. DEVIL’S FOOD – 3:35

3. THE BLACK WIDOW – 3:37

4. ONLY WOMEN BLEED – 5:49

5. YEARS AGO – 2:52

6. STEVEN – 5:47

BG – COLD ETHYL

TOTAL – 27:02

ALICE COOPER

BG – YOU AND ALL OF YOUR FRIENDS

7. PARANORMAL – 4:08

8. PARANOIC PERSONALITY – 3:08

9. FALLEN IN LOVE – 3:33

10. HOLY WATER – 3:06

11. THE SOUND OF A – 4:03

12. GENUINE AMERICAN GIRL – 4:24

BG – FIREBALL

TOTAL: 22:22

TOTAL GERAL – 49:30

Ouça o Art Rock com Alice Cooper que foi ao ar no dia 28/10/2017, clicando aqui.

Caligula’s Horse

Posted in Programas with tags on 24/10/2017 by Artrock

“Boa noite, no Art Rock de hoje vamos para o outro lado do mundo trazer um grupo que está se destacando na novíssima geração progressiva australiana, o Caligula’s Horse.

Surgido em Brisbane, o Caligula’s Horse foi fundado em 2011 e começou como uma dupla formada pelo guitarrista e multi-instrumentista Sam Vallen e pelo vocalista Jim Grey… e o seu primeiro registro, o álbum “Moments from Ephemeral City”… um trabalho em que Sam Vallen tocava todos os instrumentos, além de compor, produzir, editar e até mixar as faixas.

Mas a ideia do nome Caligula’s Horse veio de Jim Grey, que estudava história e línguas clássicas na universidade e resolveu homenagear Incitatus, o lendário cavalo do imperador romano Calígula, que o nomeou senador, deixando claro o que pensava da outrora importante, mas já então decadente instituição do Senado…

Lançado de forma independente ainda em 2011, o álbum de estreia teve uma boa repercussão local, e a dupla resolveu reunir um grupo para se apresentar em shows… pouco depois saía o EP “Colossus”, que seria seguido em 2013 pelo álbum conceitual “The Tide, the Thief & River’s End”… mas o reconhecimento viria mesmo com “Bloom” de 2015… vamos conferir um pouco desse novo representante do progressivo australiano.

Vocês ouviram o Caligula’s Horse com “The City has no Empathy”, “Into the White”, “Thief”, “Turntail” e “Undergrouth”.

A gente volta já…

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E agora nós vamos trazer o lançamento de 2017 do Caligula’s Horse, o álbum “In Contact”…

Depois do sucesso do álbum “Bloom”, o grupo ganhou reconhecimento internacional, deixando o cenário progressivo australiano para se apresentar na Europa em uma tour com a banda avant-garde norueguesa Shining… mas também vieram as primeiras mudanças de formação, com a saída em 2016 do baterista Geoff Irish, substituído por Josh Griffin.

Um pouco depois seria a vez do guitarrista Zac Greensill sair, substituído por Adrian Goleby… mas essas alterações não comprometeram a sonoridade do grupo, pois continuou intacto o núcleo central, formado pela dupla fundadora, Jim Grey e Sam Vallen, e também pelo baixista Dave Couper… e, em 2017, eles lançariam seu 4º. registro de estúdio… “In Contact”.

Novamente eles fizeram um trabalho conceitual, dessa vez em torno do tema da natureza da arte como uma força de conectividade em meio à fragmentada estrutura da nossa realidade, e é um pouco desse álbum recente do Caligula’s Horse que nós selecionamos para a segunda parte do Art Rock de hoje.

Vocês ouviram “The hands are the hardest”, “Graves” e “Atlas revisited”… com o Caligula’s Horse.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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CALIGULA’S HORSE

BG – SILENCE

1. THE CITY HAS NO EMPATHY (YOUR SENTIMENTAL LIE) – 6:10

2. INTO THE WHITE – 8:20

3. THIEF – 2:09

4. TURNTAIL – 5:02

5. UNDERGROUTH – 2:50

BG – FIRELIGHT

TOTAL – 24:31

CALIGULA’S HORSE

BG – DREAM THE DEAD

6. THE HANDS ARE THE HARDEST – 4:26

7. GRAVES – 15:31

8. ATLAS REVISITED – 5:10

BG – CAPULET

TOTAL: 25:07

TOTAL GERAL – 49:38

Ouça o Art Rock com Caligula’s Horse que foi ao ar no dia 21/10/2017, clicando aqui.

Pendragon

Posted in Programas with tags on 18/10/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um grupo inglês que não trazemos a bastante tempo… um dos decanos do movimento neo-progressivo: o Pendragon.

Surgido em 78 na cidadezinha de Stroud, em Gloucestershire, o grupo se chamava originalmente Zeus Pendragon… e eles levaram algum tempo para conseguirem lançar o seu primeiro álbum, “The Jewell”, que saiu somente em 85… quando já haviam encurtado o nome e estabilizado sua formação em torno do guitarrista e vocalista Nick Barrett e do baixista Peter Gee…

Eles já eram conhecidos nos espaços do nascente movimento neo-progressivo, abrindo shows para os grupos mais bem sucedidos do gênero, como o Marillion… mas a falta de repercussão chegou a levá-los a tentar uma abordagem mais comercial no álbum e nos EPs que se seguiram, só voltando para o prog rock depois que criaram o selo independente Toff Records e lançaram “The World”, em 91.

Esse foi o primeiro de uma série de álbuns marcantes, e também uma grande quantidade de singles e EPs, sobrevivendo a muitos outros grupos da sua geração e se tornando com o tempo uma das referências do progressivo britânico… e, para essa primeira parte do programa nós selecionamos faixas desse atribulado começo de carreira do Pendragon, extraídas dos álbuns “The Jewel” e “The World”…

Vocês ouviram o Pendragon, com “The Pleasure of hope”, “The Black Knight” e “Queen of Hearts”.

A gente volta já…

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E agora nós vamos trazer um pouco da fase mais recente do Pendragon, com material do álbum “Men Who Climb Mountains” de 2014…

Como é hábito do Pendragon, a única mudança de formação foi a entrada de um novo baterista, dessa vez Craig Blundell, que substituiu Scott Higham… o restante continua o mesmo, com os veteranos Nick Barrett e Peter Gee, e também o tecladista Clive Nolan, que faz parte do grupo desde os anos oitenta.

O álbum “Men Who Climb Mountains” foi muito bem recebido pelos fãs e pela crítica, e ganhou uma edição especial, que inclui um CD com faixas acústicas intitulado “Live at Twig’s”… mas, depois do seu lançamento em 2014 o Pendragon entrou em um hiato que só se encerraria em 2016 com a tour dos vintes anos do álbum “The Masquerade Overture”…

E em 2017 foi a vez de Nick Barrett anunciar o lançamento de um novo álbum, “Love Over Fear”, um trabalho mais politizado que resultou do choque causado pela polarização dentro da sociedade britânica em torno do tema da saída da União Europeia… o chamado Brexit, como é conhecido no Reino Unido… mas essa nova obra do Pendragon fica para outro programa, para essa segunda parte, nós selecionamos faixas de “Men Who Climb Mountains”, de 2014.

Vocês ouviram “Belle Âme”, “Beautiful Soul”, “In Bardo” e “Explorers of the Infinite”… com o Pendragon.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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PENDRAGON

BG – LEVIATHAN

1. THE PLEASURE OF HOPE – 3:44

2. THE BLACK KNIGHT – 9:57

3. QUEEN OF HEARTS – 8:18

BG – CIRCUS

TOTAL – 22:31

PENDRAGON

BG – FACES OF LIGHT

4. BELLE ÂME – 3:15

5. BEAUTIFUL SOUL – 8:03

6. IN BARDO – 4:52

7. EXPLORERS OF THE INFINITE – 11:09

BG – FOR WHEN THE ZOMBIES COME

TOTAL: 27:20

TOTAL GERAL – 49:51

Ouça o Art Rock com Pendragon que foi ao ar no dia 14/10/2017, clicando aqui.

Traveling Wilburys

Posted in Programas with tags on 11/10/2017 by Artrock

“Boa noite, neste programa vamos trazer um momento já distante da carreira de uma figura respeitada em todas as muitas famílias do rock, que atravessou a barreira do hiperespaço em 2017… Tom Petty.

Nascido em Gainesville, na Florida, em 1950, Thomas Earl Petty decidiu cedo a se dedicar à música, aprendendo a tocar guitarra com o futuro Eagles Don Felder que era seu conterrâneo… e o seu primeiro grupo sério, o Mudcrutch, seria formado em 1970, atraindo alguma atenção na região e se mudando para a Califórnia para assinar um contrato com a Shelter Records a gravar um single em 75, antes de se separar…

Mas Tom Petty e o guitarrista Mike Campbell voltariam a se reunir com o tecladista Benmont Tench, que havia montado um novo grupo com o baixista Ron Blair e o baterista Stan Lynch… nascia assim o Heartbreakers… e, como além da guitarra solo Tom Petty seria também o vocalista, ele acabou assumindo a liderança.

Tom Petty and the Heartbreakers se tornaria um dos grandes grupos americanos do final dos anos 70 e além… e a simpatia de Petty o aproximaria de grandes nomes como Bob Dylan ou o Grateful Dead… ele também trabalharia com cinema e TV… mas, no programa de hoje, vamos nos focar em uma de suas colaborações mais celebradas: o supergrupo Traveling Wilburys, que George Harrison formou no final dos anos 80.

Vocês ouviram os Traveling Wilburys com “Handle with care”, “Dirty World”, “Last Night”, “Not Alone Any More”, “Congratulations”, “Tweeter and the Monkey Man” e “End of the Line”.

A gente volta já…

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E nós vamos trazer mais um pouco do genial Traveling Wilburys, isso é: George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison, Jeff Lyne e Tom Petty…

O nome desse supergrupo veio de uma brincadeira de estúdio durante as gravações do álbum “Cloud Nine” de George Harrison, que contava com inúmeros convidados, entre eles o perfeccionista, Jeff Lyne, da Eletric Light Orchestra… cada vez que apareciam erros em algum aparelho, George dizia: “we’ll bury them in the mix”… brincando que eles poderiam “enterrar os erros no processo da mixagem”…

Wilbury acabou virando uma gíria… e, quando surgiu a ideia de montar um supergrupo, o nome acabou sendo abraçado por todos os integrantes, que se tornaram os irmãos Wilbury, cada qual adotando um nome diferente… Bob, Jeff, Tom, Roy e George se tornariam Lucky, Otis, Charlie T. Jnr., Lefty e Nelson… e ainda teria uma rica história inventada nos encartes pelo genial Michael Palin do Monty Python.

O álbum “Traveling Wilburys Vol. 1” de 88 seria um fenômeno mundial… e uma bela despedida para o grande Roy Orbison, que deixou nossa realidade ainda naquele ano… em 1990 eles voltariam a se reunir, lançando mais um álbum, batizado de “Vol. 3” apesar de nunca terem lançado um volume 2… e continuaram a surgir rumores de uma volta até George Harrison nos deixar em 2001… e, em 2017, foi a vez de Tom Petty…

Vocês ouviram “She’s my Baby”, “Inside Out”, “If you belonged to me”, “Devil’s been busy”, “Poor House”, “Cold dry place” e “Runnaway” com os Traveling Wilburys.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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TRAVELING WILBURYS

BG – MARGARITA

1. HANDLE WITH CARE – 3:19

2. DIRTY WORLD – 3:30

3. LAST NIGHT – 3:51

4. NOT ALONE ANY MORE – 3:25

5. CONGRATULATIONS – 3:30

6. TWEETER AND THE MONKEY MAN – 5:28

7. END OF THE LINE – 3:30

BG – MAXINE

TOTAL – 26:32

TRAVELING WILBURYS

BG – WILBURY TWIST

8. SHE’S MY BABY – 3:15

9. INSIDE OUT – 3:36

10. IF YOU BELONGED TO ME – 3:13

11. DEVIL’S BEEN BUSY – 3:18

12. POOR HOUSE – 3:17

13. COOL DRY PLACE – 3:37

14. RUNNAWAY – 2:31

BG – HEADING FOR THE LIGHT

TOTAL: 22:49

TOTAL GERAL – 49:21

Ouça o Art Rock com Traveling Wilburys que foi ao ar no dia 07/10/2017, clicando aqui.

Barock Project

Posted in Programas with tags on 03/10/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje no programa teremos um grupo da nova geração do progressivo italiano… o Barock Project.A história desse grupo gira em torno do pianista e compositor Luca Zabbini, que vem de uma família de músicos e desde cedo teve interesse pelo progressivo, embora seu primeiro grupo, o Fattore Comune, fosse mais para o funk… mas, em 96, ele fundaria o K2, onde tocava covers do Emerson, Lake and Palmer, junto com o guitarrista Luca Comellini e com o baixista Giambattista Giorgi…

A partir de 97 Zabbini ingressaria como pianista e compositor no Instituto Musicale Orazio Vecchi, de Modena, mas ele continuou interessado em prog rock e, em 2003, ele resolveu criar um novo grupo… e o Barock Project tomaria forma definitiva no ano seguinte, com a entrada de Giambattista Giorgi para o baixo, Giacomo Calabria para a bateria e Luca Pancaldi para os vocais.

No começo eles se concentraram em apresentações no circuito progressivo italiano, chegando a lançar o DVD “Rock in Theater”, com o registro de uma apresentação em Bolonha em janeiro de 2007 junto de um quarteto de cordas… mas o seu primeiro registro de estúdio, o álbum “Misteriose Voci”, só viria em dezembro daquele ano, lançado pelo selo Musea.

O disco teve boa repercussão e seria seguido em 2009 por “Rebus”, que saiu pelo selo italiano Mellow Records… a essa altura o grupo já estava estabelecido o bastante para tentar o mercado internacional, lançando em 2012 o álbum “Coffee In Neukölln”, com letras em inglês… vamos conferir um pouco dessa fase do Barock Project…

Vocês ouviram o Barock Project com “Polvere di Stelle”, “Back to you” e “The Lives of Others”.

A gente volta já…

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E agora vamos conferir um material mais recente do Barock Project, o álbum “Detachment”, de 2017.

Com o aumento da projeção do grupo também cresceram as tensões internas, e começaram as inevitáveis mudanças de formação… Eric Ombelli entrou para a bateria e Marco Mazzuoccolo para a guitarra… mas a mais marcante foi a saída de Giambattista Giorgi no final de 2014, durante a gravação do 4º. álbum de estúdio, “Skyline”…

Luca Zabbini acabou regravando as linhas de baixo para todo o álbum, que sairia em 2015… no ano seguinte, já com o novo baixista, Francesco Caliendo, o Barock Project lançaria o álbum ao vivo “Vivo”, registrando a performance do grupo nos palcos e mostrando que eles não haviam perdido a direção e nem a sua proposta musical, apesar das mudanças.

E em 2017 o Barock Project apareceu rejuvenecido com o álbum “Detachment”, o quinto registro de estúdio do grupo, que conta com a colaboração de Pete Jones, o multi-instrumentista cego que ganhou notoriedade pelo seu celebrado projeto solo Tiger Moth Tales… ele participa como vocalista e também como autor das letras de três faixas desse trabalho que nós selecionamos para a segunda parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “Happy to see you”, “One day” e “Broken” com o Barock Project.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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BAROCK PROJECT

BG – STREETS OF BERLIN

1. POLVERE DI STELLE – 6:38

2. BACK TO YOU – 7:16

3. THE LIVES OF OTHERS – 11:10

BG – COFFEE IN NEUKÖLLN

TOTAL – 25:04

BAROCK PROJECT

BG – TWENTY YEARS

4. HAPPY TO SEE YOU – 7:37

5. ONE DAY – 7:23

6. BROKEN – 9:06

BG – PROMISES

TOTAL: 24:06

TOTAL GERAL – 49:10

Ouça o Art Rock com Barock Project que foi ao ar no dia 30/09/2017, clicando aqui.