Aniversário 20 anos

Posted in Programas with tags , on 02/01/2018 by Artrock

“Boa noite, começamos o programa de hoje ouvindo “Truckin’” do grande Grateful Dead, e a razão desse começo diferente está no refrão que diz: “Que longa e estranha tem sido essa viagem”… e isso tem tudo a ver, pois hoje estamos comemorando os 20 anos do Art Rock, uma viagem sem parada que foi muito além do que podíamos imaginar.

Essa história começou em meados dos anos 90, quando meus amigos Pedro do Rosário e Horácio DeBonis, que tinham a saudosa 801, uma das melhores lojas de discos da cidade, me chamaram para contribuir com um projeto que eles estavam desenvolvendo junto de Cyro Ridal aqui na ÉParaná, que na época ainda era simplesmente a Rádio Educativa e estava experimentando com uma nova ideia…

A ideia era criar um conjunto de programas que explorassem todas as famílias do rock… programas que seriam imaginados e produzidos por colecionadores e reunidos em um horário fechado, nas noites de sexta feira… e a chefia da rádio, que na época (como agora) estava aos cuidados de José de Melo, reconheceu o valor e deu permissão para levar o projeto adiante…

O resultado seria o memorável horário de Todos os Caminhos do Rock… que dominou as sextas da rádio nos anos seguintes… e, no começo, eu coproduzi os programas Adrenorock e Rocktrip… só faltava um programa mais voltado para o progressivo… e, mais tarde, o Cyro nos contaria que foi preciso romper a resistência às músicas longas, mas, depois de vencida essa briga me perguntaram se eu não gostaria de assumir esse desafio… eu chamei o meu amigo Beto Bittencourt e assim surgiu o Art Rock.

Abrindo esse bloco vocês ouviram “Larks Tongues in Aspic” do King Crimson, faixa de onde extraímos o tema do nosso programa que foi ouvido pela primeira vez em 18 de dezembro de 1997… e como isso foi há muito tempo atrás, a faixa seguinte só poderia ser “Time” do Pink Floyd… um dos maiores clássicos do prog. rock…

A gente volta já…

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E nós seguimos em frente com o Art Rock de aniversário, lembrando um pouco da história desse programa que chega aos 20 ininterruptos no ar, sempre aqui na éParaná.

O nome do programa e também o logotipo foram ideias do nosso amigo Beto Bittencourt que, durante 12 anos, dividiu a produção do Art Rock comigo… eu, Vidal Costa, assumi a locução, e nós selecionávamos as faixas e produzíamos o programa a 4 mãos… bom, na verdade a 6, pois não podemos esquecer quem fica na mesa de som.

No começo nós tivemos como operadores de som os amigos Fábio Comparin e Reinaldo Vilasboas… mas, há bem mais de 10 anos essa tarefa passou para as mãos habilidosas do querido amigo Abílio Henrique, que, com o seu perfeccionismo, nos ajudou a refinar o formato do programa… e também não poderíamos esquecer da nossa querida Ana Barbara Vicentin: amiga, colaboradora, coprodutora e webmaster do nosso cantinho na internet, o blog do Art Rock.

A Ana Barbara e a Ana Paula, as gêmeas progressivas, produziram e apresentaram muitos programas… e, como elas, temos que lembrar nosso amigo Almir Octávio, ouvinte e colaborador desde o começo e também o colega Rubens Treschanke, que divulga o programa na RST Radio Rock… foi uma longa viagem até aqui e nós nunca conseguimos apoio cultural, mas seguimos em frente enquanto desapareciam os outros programas e mesmo o próprio horário de Todos os Caminhos do Rock… hoje o Beto não produz mais com a gente, mas o nome dele continua nos créditos pois esse é o nosso programa e eu não sou dessas pessoas que gostam de encerrar as coisas… afinal, é por isso que o Art Rock ainda está aqui, depois de 20 anos…

Vocês ouviram os Moody Blues com uma viagem pela história da música, a faixa “Procession/The Story is in your Eyes” e depois foi uma canção de aniversário: “The Magician’s Birthday” com o Uriah Heep.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem, e fiquem agora com uma faixa do incomparável Jethro Tull que é perfeita para fechar este nosso especial de 20 anos… “Too Old to Rock and Roll, too Young to Die”… só para lembrar que podemos estar ficando velhos demais para o rock and roll, mas ainda não é a hora de deixar esse plano da realidade.”

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1. GRATEFUL DEAD – TRUCKIN’ – 5:07

BG – US AND THEM

2. LARKS’ TONGUES IN ASPIC, PART I – 13:37

3. PINK FLOYD – TIME – 7:07

BG – LARKS’ TONGUES IN ASPIC, PART II

TOTAL –25:51

BG – THE MOODY BLUES – OUR GUESSING GAME

4. THE MOODY BLUES – PROCESSION/THE STORY IS IN YOUR EYES – 7:41

5. URIAH HEEP – THE MAGIGIAN’S BIRTHDAY – 10:21

BG – URIAH HEEP – ECHOES IN THE DARK

6. JETHRO TULL – TOO OLD TO ROCK AND ROLL (TOO YOUNG TO DIE) – 5:43

TOTAL: 23:45

TOTAL GERAL – 49:36

Ouça o Art Rock Comemorativo de 20 anos que foi ao ar no dia 23/12/2017, clicando aqui.

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Strawbs

Posted in Programas with tags on 20/12/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um pouco da carreira dos Strawbs… um dos mais importantes representantes do folk-rock inglês…

Formado em 64, pelos guitarristas Dave Cousins e Tony Hooper e pelo mandolinista Arthur Phillips, o grupo se chamava originalmente The Strawberry Hill Boys… porque seus integrantes estudavam na St Mary’s University College, na região de Strawberry Hill, nos subúrbios de Londres… mas em 67 eles já haviam encurtado o nome para Strawbs, ao mesmo tempo que deixavam de lado o bluegrass e investiam no folk rock.

Em 68 o trio seria enriquecido com a entrada da vocalista Sandy Denny, mas o material que eles gravaram com ela não sairia na época e ela logo deixaria o grupo para ir integrar o Fairport Convention… pouco depois eles seriam os primeiros artistas ingleses a ser contratados pela A & M Records e lançariam 69 o álbum “Strawbs”.

O primeiro álbum foi muito bem recebido, assim como o segundo, “Dragonfly” de 1970… e a partir de “Just a Collection of Antiques and Curios” eles já contavam com Rick Wakeman nos teclados, além do baterista Richard Hudson e do baixista John Ford… vamos conferir um pouco desses primeiros anos dos Strawbs

Vocês ouviram os Strawbs com “The hagman and papist”, “Sheep”, “Canon dale”, “Benedictus”, “New World” e “Tomorrow”.

A gente volta já…

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E vamos continuar trazendo os Strawbs, que passaram por muitas fases e continuam em plena atividade, lançando em 2017 o álbum “The Ferryman’s Curse”. 

Depois que Rick Wakeman deixou o grupo para ir integrar o Yes, os Strawbs seguiram em frente… mas o álbum “Grave New World” seria o último com o membro original Tony Hooper, que seria substituído por Dave Lampert para o bem sucedido álbum “Bursting at the Seams” de 72…

Mas o nome do disco era uma boa indicação das tensões internas do grupo… em menos de um ano só Cousins e Lampert restariam nos Strawbs… para os teclados eles chamariam John Hawken do Renaissance, para o baixo, viria Chas Cronk e Rod Coombes dos Stealers Wheel assumiria a bateria… mas as mudanças renderiam os ótimos álbuns “Ghosts” e “Hero and Heroine”.

Mais mudanças viriam, assim como separações e reuniões… mas os Strawbs continuariam um nome presente no rock inglês pelas décadas seguintes… e mais recentemente até tiveram a presença de Adam Wakeman, filho de Rick, como um dos seus integrantes… mas esse material, e também o álbum “The Ferryman’s Curse” de 2017, fica para outro programa, para hoje vamos fechar com mais algumas faixas da fase clássica do grupo, agora de meados dos anos 70…

Vocês ouviram ‘Lay Down”, “Will you go”, “Lemon Pie”, “Starshine – Angel Wine”, “Hero and Heroine” e “Midnight Sun” com os Strawbs.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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STRAWBS

BG – WITCHWOOD

1. THE HANGMAN AND PAPIST– 4:14

2. SHEEP – 4:17

3. CANON DALE – 3:47

4. BENEDICTUS – 4:25

5. NEW WORLD – 4:11

6. TOMORROW – 4:51

BG – THIRTY DAYS

TOTAL –25:45

STRAWBS

BG – AUTUMN

7. LAY DOWN – 4:33

8. WILL YOU GO – 3:55

9. LEMON PIE – 4:03

10. STARSHINE – ANGEL WINE – 5:14

11. HERO AND HEROINE – 3:29

12. MIDNIGHT SUN – 3:06

BG – ROUND AND ROUND

TOTAL: 24:20

TOTAL GERAL – 50:05

Ouça o Art Rock com Strawbs que foi ao ar no dia 16/12/2017, clicando aqui.

Yes

Posted in Programas with tags on 11/12/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer um grupo que é um dos patriarcas do progressivo… o grande Yes.

Naturalmente não é necessário apresentar o Yes, pois é uma presença obrigatório na discoteca de qualquer bom prog head… e, com uma carreira quase ininterrupta que vem desde os anos 60, ele preencheria muitos programas só para dar uma ideia da sua vasta discografia… e hoje nós vamos começar nos concentrando em um álbum que tem recebido muita atenção do grupo nas suas apresentações ao vivo… “Drama”, de 1980.

Esse foi o primeiro álbum do grupo depois da saída de Jon Anderson e de Rick Wakeman, substituídos pelo vocalista Trevor Horn e pelo tecladista Geoff Downes, que antes formavam a dupla pop The Bugles e haviam acabado de chegar ao topo das paradas com o hit “Video Killed the Radio Star”… e, se Chris Squire e Steve Howe achavam que os fãs não iriam se incomodar, estavam muito enganados.

Na época, o álbum foi amplamente criticado pelo redirecionamento da sonoridade do grupo, que parecia mais direta e sem as construções ambiciosas de trabalhos anteriores… mas, em retrospectiva, o álbum “Drama” se tornaria muito mais aceito… e o próprio Yes recuperaria faixas dessa fase em seus shows mais recentes… e nós resolvemos fazer a nossa parte para resgatar esse disco injustiçado…

Vocês ouviram “Machine Messiah”, “Into the Lens” e “Tempus Fugit” com o Yes…

A gente volta já…

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E nós vamos continuar com o Yes, agora trazendo um pouco de outra fase atribulada do grupo: o retorno da sua formação clássica nos anos 90.

Depois do álbum “Talk” de 94, o Yes parecia ter chegado a outro impasse… apesar de não ter sido um fracasso o disco não chegou a ser muito bem recebido, tanto pelos fãs como pela mídia… e a tour esteve longe de causar o impacto esperado pelo guitarrista Trevor Rabin, que havia tomado as rédeas do projeto, era o autor da maioria das faixas e também tinha cuidado da produção do álbum… desanimado, ele deixou o grupo.

Voltando às origens, Chris Squire, Jon Anderson e Alan White resolveram chamar Rick Wakeman e Steve Howe para uma nova tentativa com a formação clássica do Yes, dessa vez sem interferências… ou pelo menos essa era a ideia… mas nem bem tinham gravado as primeiras duas faixas de estúdio e feito algumas apresentações ao vivo e já foram convencidos a lançar o material sob a forma de um novo álbum: “Keys to Ascension”, de 96.

O CD reunia as duas belas faixas de estúdio com material gravado ao vivo… e a gravadora repetiu a dose quando eles terminaram de gravar mais algumas faixas, lançando “Keys to Ascension 2”… Wakeman não gostou dos amigos se deixarem levar pelos esquemas de venda da gravadora e saiu de novo do grupo… e só em 2001 é que o material seria reunido devidamente no álbum “Keystudio”… que nós selecionamos para essa segunda parte do programa de hoje.

Vocês ouviram o Yes com “Mind Drive” e “Bring me to the Power”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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YES

BG – DOES IT REALLY HAPPEN?

1. MACHINE MESSIAH – 10:28

2. INTO THE LENS – 8:32

3. TEMPUS FUGIT – 5:22

BG – RUN THROUGH THE LIGHT (SINGLE VERSION)

TOTAL –24:22

YES

BG – BE THE ONE

4. MIND DRIVE – 18:38

5. BRING ME TO THE POWER – 7:25

BG – SIGN LANGUAGE

TOTAL: 26:03

TOTAL GERAL – 50:46

Ouça o Art Rock com Yes que foi ao ar no dia 09/12/2017, clicando aqui.

Magma 

Posted in Programas with tags on 06/12/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos no programa um grupo francês que está entre os mais carismáticos da história do prog rock… e que surpreendeu os seus fãs vindo ao Brasil em 2017… o genial Magma.

Os ouvintes do Art Rock já conhecem é claro o incomparável grupo criado pelo baterista Christian Vander, depois de uma epifania no ano de 1969… uma verdadeira visão mito-poética que o levou a se tornar o embaixador do belo e longínquo planeta Kobaïa, trazendo uma mensagem de paz e harmonia para o nosso conturbado e decadente planeta Terra.

Para passar adiante essa mensagem Christian Vander conduziria o Magma para uma dimensão própria, dominada pela sua imaginação irrefreável… e onde a voz de Klaus Blasquiz emergia da muralha sonora de ritmos e linhas melódicas cantando não em uma das insípidas línguas terrenas, mas na sonoridade alienígena e na poética singular do idioma kobaïano.

A língua que Christian Vander apresentou ao mundo no álbum duplo “Magma”, de 1970 seria o veículo para uma saga que se estenderia pelos álbuns seguintes, começando na fuga da Terra para Kobaïa e no reencontro dos dois povos muito mais tarde, seguindo pela tentativa de salvar a agonizante humanidade pela mensagem kobaïana e muito mais… e nessa primeira parte vamos trazer um pouco de “Mekanïk Destruktïẁ Kommandöh” a celebrada terceira parte dessa grande história…

Vocês ouviram “Hortz Fur Dëhn Štekëhn Ẁešt”, “Kobaïa Ïss Dëh Hündïn”, “Nebëhr Gudahtt” e “Mëkanïk Kömmandöh” com o Magma.

A gente volta já…

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Vamos continuar com o som inextrincável do seminal Magma de Christian Vander, que nunca encerrou atividades e influenciaria inúmeros grupos, responsáveis por um estilo próprio… a zeuhl music.

Derivado da palavra kobaïana para “celestial” ou “universal”, o termo zeuhl passou a ser usado para descrever grupos de nacionalidades diferentes, todos pagado tributo ao legado do Magma… muitos eram formados por ex-integrantes, mas o estilo cresceria com o tempo e continua tão ativo como o próprio grupo de Christian Vander.

Sem ceder às pressões mercadológicas, o Magma conservaria sua abordagem única, onde a estrutura rítmica é a base para uma rede onde se cruzam a liberdade e a exploração do jazz com os vocais operísticos, que já faziam referência à música de Carl Orff muito antes dele se tornar uma influência para as trilhas de cinema e televisão… e até para outros estilos de rock.

O último álbum do Magma foi lançado em 2012… mas, depois disso, o grupo lançaria dois EPs, além de uma ambiciosa box-set com nada menos que 12 discos de registros ao vivo, e mais o documentário “The Music of Magma” e tours que levariam a sua mensagem a novos horizontes, como a China em 2016… e o Brasil, onde eles se apresentaram em São Paulo, em novembro de 2017… mas nós selecionamos faixas do álbum “Köhntarkösz Anteria” de 2004.

Vocês ouviram o Magma com a suite “K.A” partes um e dois…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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MAGMA

BG – KOBAÏA

1. HORTZ FUR DËHN ŠTEKËHN ẀEŠT – 9:34

2. KOBAÏA ÏSS DËH HÜNDÏN – 3:36

3. NEBËHR GUDAHTT – 6:01

4. MËKANÏK KÖMMANDÖH – 4:10

BG – NAÜ EKTILA

TOTAL –23:20

MAGMA

BG – K.A III

5. K.A I – 10:38

6. K.A II – 15:28

BG – K.A III

TOTAL: 25:56

TOTAL GERAL – 50:46

Ouça o Art Rock com Magma que foi ao ar no dia 02/12/2017, clicando aqui.

UFO

Posted in Programas with tags on 28/11/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer um dos decanos do rock inglês, o grande UFO, uma sugestão do nosso ouvinte Almir Octávio, que está conosco desde o primeiro programa… em dezembro de 1997, quase vinte anos atrás…

E essa sugestão do nosso amigo Almir é muito oportuna, pois o velho disco voador mostrou em 2017 que ainda tem combustível para mais algumas viagens, lançando um o álbum “The Salentino Cuts” e mantendo assim um ritmo digno de um grupo muito mais jovem… mas, para essa primeira parte do programa vamos para o outro extremo da carreira dessa lenda viva do rock pesado inglês.

Essa história começou no final dos anos 60, quando o vocalista Phil Mogg, o baterista Andy Parker, o baixista Pete Way e o guitarrista Mick Bolton fundaram o grupo Hocus Pocus… nome que eles mudariam logo em seguida para UFO, que também era o nome do night-club londrino onde eles se apresentavam com frequência… e onde conseguiram o contato para o seu primeiro álbum, que seria lançado em 1970.

O álbum “UFO 1” mostrava uma sonoridade bem diferente daquela que se tornaria mais tarde a marca do grupo, na época, eles direcionavam o seu som para um boogie rock dominado pelas viagens psicodélicas… e não tinham constrangimento de colocar jams quilométricas nos álbuns… vamos conferir um pouco dessa fase do Unidentified Flying Object…

Vocês ouviram “Unidentified Flying Object”, “Boogie”, “Melinda”, “Treacle People””, “Silver Bird” e “Prince Kajuco” com o UFO.

A gente volta já…

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E nós continuamos com o UFO, que se tornaria um dos grandes nomes do rock britânico nos anos 70, depois da entrada do guitarrista Michael Schenker.

Mick Bolton deixaria o UFO em 72… e o seu lugar seria ocupado primeiro por Larry Wallis e depois por Bernie Marsden… ambos eram grandes guitarristas, mas o grupo só tomaria forma definitiva em 73 com a entrada de Michael Schenker (ex-Scorpions)… a partir de então seria uma sucessão de 6 álbuns clássicos começando com “Phenomenon” de 74 e indo até o duplo ao vivo “Strangers in the Night” de 79…

A saída de Michael Schenker representou uma quebra na carreira do UFO… o grupo seguiria em frente, depois se separaria e se reuniria algumas vezes… até o retorno de Schenker em 95 para o álbum “Walk on Water”… apesar das brigas o guitarrista participaria dos álbuns seguintes, só deixando em definitivo o UFO depois do álbum “Sharks” de 2002.

Desde então a entrada do americano Vinnie Moore deu alguma estabilidade ao UFO, mas claro que as idas e vindas de músicos continuaram, o que não impediu o grupo de se manter em evidência com bons trabalhos e tours movimentadas… e em 2017 eles resolveram lançar “The Salentino Cuts”, o proverbial álbum de covers… e é um pouco desse novo registro que nós selecionamos para fechar o programa de hoje.

Vocês ouviram o UFO com “Heartful of Soul” dos Yardbirds, “River of Deceit” do Mad Season, “Paper of Fire” de John Mellencamp, “Ain’t no Sunshine” de Bill Withers, “Honey Bee” de Tom Petty e “Too Rolling Stoned” de Robin Trower…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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UFO

BG – FLYING

1. UNIDETIFIED FLYING OBJECT – 2:19

2. BOOGIE – 4:18

3. MELINDA – 5:06

4. TREACLE PEOPLE – 3:25

5. SILVER BIRD – 6:54

6. PRINCE KAJUKO – 3:57

BG – THE COMING OF PRINCE KAJUKO

TOTAL –26:00

UFO

BG – THE PUSHER

7. HEARTFUL OF SOUL – 3:09

8. RIVER OF DECEIT – 5:09

9. PAPER IN FIRE – 4:03

10. AIN’T NO SUNSHINE – 3:12

11. HONEY BEE – 3:59

12. TOO ROLLING STONED – 5:15

BG – IT’S MY LIFE

TOTAL: 24:46

TOTAL GERAL – 50:46

Ouça o Art Rock com UFO que foi ao ar no dia 25/11/2017, clicando aqui.

Nik Turner

Posted in Programas with tags on 23/11/2017 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa com dois momentos da carreira de um dos mais carismáticos membros da fase clássica do Hawkwind… o saxofonista Nik Turner…

Nascido em Oxford em 1940, Nik Turner foi chamado para trabalhar como roadie do Hawkwind… mas, como tocava flauta e saxofone, acabou sendo convidado para integrar aquela que seria a fase clássica do grupo, participando dos seis primeiros álbuns, incluindo os celebrados “Doremi Fasol Latido” de 72, “Space Ritual” de 73 e “Hall of the Mountain Grill” de 74…

Mas essa fase do Hawkwind terminaria em 75… Lemmy Kilmister iria formar o Motörhead… e Nik Turner também seria forçado a sair no ano seguinte, depois do álbum “Astounding Sounds, Amazing Music”… mas, no começo, ele só resolveu aceitar o convite de um amigo e ir visitar o Egito, onde acabaria passando três horas gravando improvisações de flauta dentro da Grande Pirâmide de Gizé.

De volta à Inglaterra, Nik resolveu aproveitar essa gravação, se inspirando no Livro dos Mortos do antigo Egito e criando o grupo Sphynx com amigos do Hawkwind e também do Gong… Alan Powell na bateria, Mike Howlett e Tim Blake no baixo e nos teclados e Harry Williamson e Steve Hillage nas guitarras… e o resultado foi o álbum “Xitintoday”, que nós selecionamos para essa primeira parte do Art Rock de hoje.

Vocês ouviram o Nik Turner’s Sphynx com “Thot”, “Isis and Nephythys”, “Osiris” e “God Rock”.

A gente volta já…

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E nós continuamos trazendo o som espacial de Nik Turner, agora com o outro extremo da sua longa carreira, o álbum “Life in Space”, lançado em 2017.

Nik Turner voltaria ao Hawkwind nos anos 80, mas só ficaria por dois anos… e outros reencontros com seus velhos colegas continuariam… mas ele seguiria em frente com vários outros projetos, como o grupo punk ICU (Inner City Unit), ou a Nik Turner’s Fantastic All Stars, em que podia experimentar com o jazz e rhythm and blues ou a dupla Pinkwind com o genial baterista Twink…

Ele também formaria o grupo Space Ritual, que surgiu depois da repercussão de suas apresentações com a Hawkestra, o mega evento que reuniu todos os ex-integrantes do Hawkwind em outubro do ano 2000… e sempre se manteria em atividade constante, fazendo valer o seu apelido: The Thunder Rider.

Em 2017 ele lançou “Life in Space”, que dá continuidade às explorações que ele iniciara nos álbuns “Space Gypsy” de 2013 e “Space Fusion Odyssey” de 2015… e, como sempre, ele conta com a ajuda de ex-membros do Hawkwind como Simon House e Paul Rudolph… confiram um pouco dessa nova aventura espacial do velho viajante Nik Turner.

Vocês ouviram “End of World”, “Why are you”, “Secrets of the Galaxy”, “Universal Mind” e “Masters of the Universe”, um clássico do Hawkwind atualizado pelo seu criador, Nik Turner…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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NIK TURNER’S SPHYNX

BG – HORUS

1. THOT – 3:39

2. ISIS AND NEPHYTHYS – 5:45

3. OSIRIS – 5:10

4. GOD ROCK – 8:03

BG – ANUBIS

TOTAL –22:51

NIK TURNER

BG – AS YOU WERE

5. END OF WORLD – 6:08

6. WHY ARE YOU – 7:10

7. SECRETS OF THE GALAXY – 4:36

8. UNIVERSAL MIND – 3:53

9. MASTER OF THE UNIVERSE – 5:51

BG – BACK TO EARTH

TOTAL: 27:38

TOTAL GERAL – 50:29

Ouça o Art Rock com Nik Turner que foi ao ar no dia 18/11/2017, clicando aqui.

Out of Focus

Posted in Programas with tags on 14/11/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje faremos nossa habitual passagem pelo progressivo germânico, trazendo um grande grupo que, infelizmente, lançou poucos discos… o Out of Focus.

Formado em Munique, em torno do guitarrista Remi Dreschler, do tecladista Hennes Herring e do vocalista Moran Neumüller, o grupo tirou o seu nome de uma faixa do grande Blue Cheer, mas a sua sonoridade plena de improvisações estava mais voltada o fusion, com pitadas de psicodelia e letras engajadas que faziam coro à atmosfera da contracultura do final dos anos 60.

E eles já eram bem conhecidos quando conseguiram o seu primeiro contrato com o lendário selo Kuckuk, lançando em 1970 o álbum “Wake Up”, um trabalho marcante que mostrava toda a energia do grupo, apesar das limitações inevitáveis das gravações de estúdio, em que as faixas não podiam se estender indefinidamente, como nas apresentações ao vivo…

O álbum mostra influências do prog britânico, incluindo pitadas do Floyd de Syd Barrett e até mesmo ecos do Jethro Tull nas flautas… mas, mesmo controlando o seu foco para que as músicas coubessem nos vinis da época, o estilo característico do Out of Focus está presente… e, para essa primeira parte do programa, nós selecionamos um pouco desse disco de estreia do Out of Focus.

Vocês ouviram o Out of Focus com “See how a White Negro Flies”, “God Save the Queen Cried Jesus” e “Dark, Darker”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar trazendo o krautrock do grupo Out of Focus, que lançaria apenas três álbuns, com um quarto ficando engavetado até ser lançado décadas depois…

Em 1971 saía o álbum “Out of Focus”, que já mostrava a direção mais jazzística que o grupo estava tomando, uma abordagem que vinha de encontro com a sua própria atitude pessoal, que seria anos mais tarde lembrada por Eckard Rahn, o fundador do selo Kuckuk… um astral libertário, sem figuras centrais, em que todos lideravam, incluindo o baterista Klaus Spöri e o baixista Stefan Wisheu.

Essa era uma perspectiva muito comum de outros grandes grupos do prog germânicos, como o Embryo ou o Xhou Caravan… e ia além da música, pois se confundia com a própria postura de vida dos músicos… mas isso também contribuía para prejudicar a sua durabilidade como projetos coletivos…

Em 72 eles lançavam o duplo “Four Letter Monday Afternoon”… seu último registro oficial… Hennes Herring deixou o grupo para se juntar ao Sahara, os membros restantes se mudaram para Herrsching e continuaram em frente, mas o álbum “Not Too Late”, gravado em 74, só sairia no ano 2000… Remi Dreschler ainda tentaria nos anos 80 o projeto Kontrast, mas essa história fica para outro Art Rock… fiquem com mais um pouco da fase clássica do Out of Focus…

Vocês ouviram “What can a Poor Boy Do (But to be a Streetfighting Man), “Fly Bird Fly”, “When I’m Sleeping” e “Black Cards” com o Out of Focus…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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OUT OF FOCUS

BG – HEY JOHN

1. SEE HOW A WHITE NEGRO FLIES – 5:51

2. GOD SAVE THE QUEEN CRIED JESUS – 7:32

3. DARK, DARKER – 11:42

BG – NO NAME

TOTAL –25:06

OUT OF FOCUS

BG – TELEVISION PROGRAMM

4. WHAT CAN A POOR BOY TOO (BUT TO BE A STREETFIGHTING MAN) – 5:54

5. FLY BIRD FLY – 5:08

6. WHEN I’M SLEEPING – 4:06

7. BLACK CARDS – 9:40

BG – BLUE SUNDAY MORNING

TOTAL: 24:48

TOTAL GERAL – 49:54

Ouça o Art Rock com Out of Focus que foi ao ar no dia 11/11/2017, clicando aqui.