Buffalo Springfield & Neil Young

Posted in Programas with tags , on 03/01/2017 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje teremos uma amostra da longevidade no rock, centrada em torno da figura de um dos mais importantes nomes da geração dos anos 60, o grande Neil Young.

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Mesmo no ano das muitas perdas, 2016, o velho Neil mostrou que não perdeu sua energia constante… mas isso não é novidade para quem o conhece… na verdade, ele sempre foi assim, às vezes até energizando velhos companheiros que andavam meio desligados… e nós vamos começar o programa trazendo um desses momentos: o ressurgimento do lendário grupo Buffalo Springfield.

Além do próprio Neil Young, esse grupo seminal foi o responsável pelo lançamento de outras carreiras brilhantes… como a do genial Stephen Stills, além de Richie Furay, Dewey Martin e Bruce Palmer… mas, apesar do seu impacto no rock dos anos 60, eles haviam se separado depois de apenas três álbuns, em 1968…

Neil cantou do seu desejo de reunir os velhos amigos, na faixa “Buffalo Springfield Again” do seu álbum “Siver and Gold” do ano 2000… porém o retorno só ocorreria em 2010… e, a essa altura, só Stephen Stills e Ritchie Furay puderam participar… mesmo assim foi uma volta memorável que rendeu grandes shows, mas nenhum registro oficial, por isso selecionamos o bootleg “Live: Saturday’s Bridge School Benefit 2010”…

Vocês ouviram “Rock & Roll Woman”, “For What’s Worth”, “Nowadays Clancy Can’t Even Sing”, “Bluebird” e “Mr Soul”, com o Buffalo Springfield.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer outro exemplo da perseverança de Neil Young, seu álbum de 2016, “Peace Trail”.

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A volta com o Buffalo Springfield não foi, é claro, algo permanente… tanto Stills como Furay tinham suas próprias carreiras e projetos, e o mesmo ocorria com Neil Young, que excursionou com o grupo novamente em 2011, mas depois voltaria para a sua rotina normal, envolvendo a música e também o engajamento político em causas que vão do pacifismo e da defesa do meio ambiente até sua luta contra a baixa qualidade dos formatos digitais usados para gravações e downloads musicais.

Há anos ele vem batalhando para popularizar o Pono, o formato que ele desenvolveu e que utiliza o seu próprio player, sendo comercializado através da sua empresa, a PonoMusic, fundada em 2012 e financiada por campanhas pelos sites de crowdfunding como o Kickstarter…

Mas, enquanto isso, Neil Young não ficou parado e manteve o seu ritmo de pelo menos dois álbuns por ano… em 2016 ele começou com “Earth”, um álbum ao vivo tendo como banda de apoio o Promise of the Real… e, em outubro, ele lançaria “Peace Trail”, um trabalho acústico produzido por Rick Rubin e gravado com os músicos de estúdio Jim Keltner na bateria e Paul Bushnell no baixo…

Vocês ouviram Neil Young com “Peace Trail”, “Indian Givers”, “Show me”, “John Oaks” e “My Pleadge”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… a gente agradece o nosso amigo e colaborador Almir Octávio, que cedeu o material para a segunda parte do programa de hoje… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin … lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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BUFFALO SPRINGFIELD

BG – ROCKIN IN THE FREE WORLD

1. ROCK & ROLL WOMAN – 4:02

2. FOR WHAT’S WORTH – 5:09

3. NOWADAYS CLANCY CAN’T EVEN SING – 5:34

4. BLUEBIRD – 6:19

5. MR SOUL – 5:26

BG – I AM A CHILD

TOTAL – 26:30

NEIL YOUNG

BG – CAN’T STOP WORKIN’

6. PEACE TRAIL – 5:32

7. INDIAN GIVERS – 5:41

8. SHOW ME – 4:02

9. JOHN OAKS – 5:12

10. MY PLEADGE – 3:54

BG – MY NEW ROBOT

TOTAL: 24:12

TOTAL GERAL – 50:42

Ouça o Art Rock com Buffalo Springfield & Neil Young que foi ao ar no dia 31/12/2016, clicando aqui.

REPRISE: Apocalyptica & Rondellus

Posted in Programas with tags , on 27/12/2016 by Artrock

Olá ouvintes do Art Rock! O programa de Natalino de 24-12-2016, foi um reprise com o Apocalyptica & RondellusConfiram este programa clicando aqui!

Vocês também podem acessar o link do programa diretamente aqui.

apocalyptica-inquisition-symphony

apocalyptica-plays-metallica

rondellus-sabbatum

rondellus

Greg Lake

Posted in Programas with tags , , on 21/12/2016 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa dedicado a um baixista e vocalista que foi figura central de dois dos mais importantes grupos da história do rock… o King Crimson e o Emerson, Lake & Palmer.

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Estamos nos referindo a Gregory Stuart Lake, que nasceu em Dorset, na Inglaterra, em 1947 e compôs sua primeira música, “Lucky Man”, quando ainda tinha 12 anos… ela emergiria em um álbum muitos anos depois, mas primeiro ele teria lições de guitarra, e foi nessas aulas que ele conheceu um garoto da região que se tornaria seu amigo… o jovem Robert Fripp.

Mas, antes que essa amizade rendesse frutos, Greg Lake passaria por muitos grupos… ele começou tocando covers com o Unit Four… em 67 gravou o seu primeiro compacto com o Shame, depois gravaria outro com os Shy Limbs e também passaria um tempo com os Gods, junto de Ken Hensley, futuro Uriah Heep… até que, em 69, Robert Fripp o chamou para um novo projeto: o King Crimson.

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Greg Lake seria o vocalista do novo grupo… só havia uma condição: ele teria que trocar a sua guitarra pelo baixo, pois a posição de guitarrista seria de Fripp… e assim nascia um dos grupos fundadores da linguagem progressiva… para essa primeira parte, nós selecionamos faixas dos dois primeiros álbuns do King Crimson, “In the Court of the Crimson King” de 69 e “In the Wake of Poseidon” de 70.

Vocês ouviram “21st Century Schizoid Man”, “The Court of the Crimson King” e “In the Wake of Poseidon”.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar lembrando o grande Greg Lake, outra vítima do ceifador implacável, que estava muito ativo durante o ano de 2016…

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Desde o começo, a repercussão do King Crimson foi grande, com o grupo sendo alçado para os primeiros escalões do rock inglês nessa nova linguagem musical que estava nascendo, o progressivo… mas, na bem sucedida tour americana de 69 eles tiveram como banda de apoio o Nice de Keith Emerson… e com isso surgiu a ideia de um novo projeto…

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Greg Lake deixaria o King Crimson em abril de 1970 para formar o novo grupo junto com Keith Emerson e com o baterista Carl Palmer, ex-Atomic Rooster… e o E.L.P. se tornaria um dos maiores sucessos do rock dos anos 70, com uma sonoridade marcante, onde a complexidade e a fusão de elementos da música sinfônica não os impendiam de lotar estádios e vender milhões de cópias de seus álbuns… pois as gravadoras ainda não haviam resolvido deixar de divulgar o progressivo.

Greg Lake teria uma carreira longa e movimentada depois do ELP, que voltaria nos anos 90 e faria sua última apresentação no High Voltage Festival, em Londres, em 2010… Emerson escolheu deixar nossa mísera realidade em março de 2016… e, em sete de dezembro, foi a vez de Lake atravessar a barreira insondável, outra voz silenciada em um ano de grande tristeza e que levou muitas outras.

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Vocês ouviram o Emerson, Lake and Palmer com “Knife-edge”, “Lucky Man”, “From the Beginning” e “Jerusalem”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin … lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… vamos encerrar com uma antológica versão à capela da clássica “Epitaph” do King Crimson, o tom apropriado para celebrar outro clamor silenciado da era progressiva… até a semana que vem.”

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KING CRIMSON

BG – PICTURES OF A CITY

1. 21st CENTURY SCHIZOID MAN – 7:24

2. THE COURT OF THE CRIMSON KING – 9:23

3. IN THE WAKE OF POSEIDON – 7:57

BG – I TALK TO THE WIND

TOTAL – 24:44

EMERSON, LAKE & PALMER

BG – THE BARBARIAN

4. KNIFE-EDGE – 5:07

5. LUCKY MAN – 4:38

6. FROM THE BEGINNING – 4:18

7. JERUSALEM – 2:44

BG – KARN EVIL 9: 2nd IMPRESSION

TOTAL: 25:36

ENCERRAMENTO – KING CRIMSON

8. EPITAPH – 8:49

TOTAL GERAL – 50:20

Ouça o Art Rock com Greg Lake que foi ao ar no dia 17/12/2016, clicando aqui.

Echolyn

Posted in Programas with tags on 12/12/2016 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje teremos um grupo norte americano que foi um dos pioneiros do renascimento progressivo da década de 90… o Echolyn.
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Formado na Pensylvania em 1989, o Echolyn surgiu a partir do grupo Narcissus, uma banda cover que havia se separado, deixando o seu guitarrista Brett Kull e também o baterista Paul Ramsey livres para tentar algo original… para completar o time eles chamaram o tecladista Chris Buzby, o baixista Jesse Reyes e também o seu antigo colega do Narcissus, o vocalista Ray Weston.

Eles começaram a tocar no circuito alternativo da região… e já tinham um novo baixista, Tom Hyatt, na época da gravação do álbum “Echolyn”, que foi lançado em 1991 de forma independente, ainda sem contratos com grandes gravadoras… e o mesmo ocorreu com “Suffocating the Bloom” de 92…

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A sonoridade rica em harmonias vocais e cheia de contrapontos já definia o estilo do Echolyn… e, no ano seguinte, eles conseguiram lançar outro trabalho, o EP “…and Every Blossom”… cujo nome fazia alusão ao álbum de 92, e que seria o último registro independente do grupo antes de assinarem o contrato com a Sony Music, que renderia o álbum “As the World” de 85…

Vocês ouviram “One Voice”, “Here I Am”, “All Ways the Same”, “As the World” e “Never the Same”, com o Echolyn.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer um pouco da fase mais recente do Echolyn, que se separou na década de 90, mas que voltaria a se reunir anos mais tarde…

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A excelente repercussão do álbum “As the World” e o contrato com Sony pareciam indicar que eles estavam para chegar ao chamado mainstream sem ter que comprometer a sua visão musical… mas a verdade é que a gravadora não tinha nenhum interesse em promover o trabalho do Echolyn… o que eles queriam era um grupo que gravasse se e quando eles quisessem e não incomodasse com excursões dispendiosas.

Com o próprio dinheiro, eles tentaram seguir em frente e até foram a atração principal do ProgDay Festival na Carolina do Norte, em 95… mas, desiludidos, acabaram se separando… Brett Kull, Paul Ramsey e Ray Weston formaram o Still e Chris Buzby formaria o Finneus Gauge… mas, no ano 2000, eles voltariam a se reunir, começando uma nova fase para o Echolyn e lançando o álbum “Cowboy Poems Free”.

Tom Hyatt voltaria para o álbum “The End is Beautiful” de 2005 e, desde então, eles continuam em atividade, gravando belos trabalhos de forma independente, sem tentar novos contratos com grandes gravadoras… e, para essa segunda parte do programa, nós selecionamos faixas de “I Heard You Listening” de 2015.

Vocês ouviram o Echolyn com “Messenger of All’s Right”, Empyrean Views”, “Vanishing Sun” e “Love, why weren’t you missed”.

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin … lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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ECHOLYN

BG –WINTHERTHRU

1. ONE VOICE – 5:21

2. HERE I AM – 5:22

3. ALL WAYS THE SAME – 0:35

4. AS THE WORLD – 4:52

5. NEVER THE SAME – 7:55

BG – 21

TOTAL – 24:05

ECHOLYN

BG – WARJAZZ

6. MESSENGER OF ALL’S RIGHT – 6:24

7. EMPYREAN VIEWS – 9:18

8. VANISHING SUN – 7:34

9. LOVE, WHY WEREN’T YOU MISSED – 3:39

BG – DIFFERENT DAYS

TOTAL: 26:45

TOTAL GERAL – 50:50

Ouça o Art Rock com Echolyn que foi ao ar no dia 10/12/2016, clicando aqui.

Glass Hammer

Posted in Programas with tags on 12/12/2016 by Artrock

“Boa noite, hoje vamos trazer no programa o grupo americano Glass Hammer, que entrou para a árvore genealógica do Yes depois que seu vocalista, Jon Davison, passou a integrar o gande Yes…

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Já trouxemos no programa esse grupo do Tennessee, mas vale lembrar que eles surgiram em 1992, em torno dos multi-instrumentistas Fred Schendel e Steve Babb… que, na época, usava o nome Stephen DeArqe… e eles começaram como um projeto paralelo, enquanto seguiam com o Wyzards, seu grupo principal, que tinha sido formado em 1980.

A ideia era fazer um álbum conceitual sobre o personagem Aragorn da saga O Senhor dos Anéis… que já era um tema celebrado no rock muito antes de se tornar a série de filmes de Peter Jackson… e o interesse sempre presente na obra de J.R.R. Tolkien levou “Journey of the Dunadan” a se tornar um sucesso em vendas pela internet, acabando por levar o Glass Hammer a ganhar vida própria.

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E para essa primeira parte do programa de hoje nós selecionamos justamente um pouco da inspiração tolkienesca da dupla Babb e Schendel, com faixas do primeiro trabalho do Glass Hammer, “Journey of the Dunadan” de 93 e também de “The Middle Earth Album” de 2001, em que já se podia ouvir os vocais de Susie Bogdanowicz, que havia sido substituída por Jon Davison em 2009 e que voltaria em 2013 quando ele foi assumir os vocais do Yes…

Vocês ouviram “Something’s Coming”, “Song of the Dunadan”, “Why I Cry (Arwen’s Song)”, “Elrenn and Endereth” e “Mithrandir (This Fading Age)”, com o Glass Hammer.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar com o Glass Hammer, agora trazendo o álbum de 2016, “Valkyrie”, que foi uma sugestão do nosso amigo e colaborador Almir Octávio…

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O Glass Hammer esteve entre os grupos que lideraram o ressurgimento do rock progressivo nos Estados Unidos nos anos 90, sempre seguido por uma grande quantidade de fãs… e eles já tiveram muitas fases e vocalistas… na verdade até Schendel & Babb também assumem ocasionalmente os vocais… mas a volta de Susie Bogdanowicz foi muito bem recebida pelos apreciadores do grupo.

Susie havia sido vocalista em uma das fases mais prolíficas do Glass Hammer, do ano 2000 até 2009, e seu retorno marca um recomeço para o grupo, e uma retomada da sua sonoridade clássica, deixada um pouco de lado durante o período em que Jon Davison era o vocalista principal…

As influências dos grandes nomes do progressivo inglês dos anos 70, e principalmente do Yes, continuam visíveis, mas a bela voz de Susie Bogdanovicz dá o tom pessoal que define a identidade do Glass Hammer… e “Valkyrie” é um álbum conceitual, como “Lex Rex” de 2002 e “Perilous” de 2012… dessa vez tendo como tema a experiência da guerra, pelo olhar de um soldado que tenta encontrar seu o caminho de volta para casa.

Vocês ouviram o Glass Hammer com “Golden Days”, “No Man’s Land” e “Eucatastrophe”…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos o nosso amigo Almir Octávio que forneceu o material para a segunda parte do programa de hoje… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin … lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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GLASS HAMMER

BG – SWEET GOLDBERRY

1. SOMETHNG’S COMING – 3:18

2. SONG OF THE DUNADAN – 9:14

3. WHY I CRY (ARWEN’S SONG) – 5:20

4. ELRENN AND ENDERETH – 2:32

5. MITHRANDIR (THIS FADING AGE) – 5:10

BG – A MAN IN THE WOOD

TOTAL – 25:35

GLASS HAMMER

BG – VALKYRIE

6. GOLDEN DAYS – 6:20

7. NO MAN’S LAND – 14:20

8. EUCATASTROPHE – 3:27

BG – DEAD AND GONE

TOTAL: 24:07

TOTAL GERAL – 49:42

Ouça o Art Rock com Glass Hammer que foi ao ar no dia 03/12/2016, clicando aqui.

Magnum

Posted in Programas with tags on 28/11/2016 by Artrock

“Boa noite, hoje teremos um programa com um grupo inglês que surgiu nos anos 70, mas só ganharia notoriedade na década seguinte… o Magnum.

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Já trouxemos esse veterano outras vezes no programa, mas vale lembrar que ele foi Formado em Birmingham em 1972 e era centrado em torno do guitarrista Tony Clarkin e o vocalista Bob Cattley… e eles passariam um longo tempo na obscuridade, tocando onde pudessem e fazendo pequenos trabalhos em troca da chance de usar estúdios para gravar o seu material… só em 78 sairia o primeiro álbum: “Kingdom of Madness”…

O som do grupo buscava uma abordagem melódica, se colocando na fronteira entre o progressivo e o rock pesado… o primeiro álbum tinha influências da obra do mestre Michael Moorccok, autor de ficção e fantasia que também era ligado aos grupos Hawkwind e Blue Öyster Cult… e o trabalho seguinte, “Magnum II”, de 79, chegou a ter a produção do grande Leo Lyons, o genial baixista do Ten Years After.

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Mas o final dos anos 70 foi a época do Furacão Punk e da Discoteca, e os grupos de rock estavam sendo deixados de lado pela política de divulgação das gravadoras… só em 85 eles conseguiram se firmar com o álbum “On a Storyteller’s Night”, seguido por “Vigilante” em 86 e “Wings of Heaven” em 88… e para abrir o programa de hoje nós selecionamos faixas dessa primeira fase do Magnum…

Vocês ouviram “Soldier of the Line”, “The Spirit”, “Sacred Hour”, “How far Jerusalem” e “On a storyteller’s Night” com o Magnum.

A gente volta já…

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Vamos trazer mais um pouco do Magnum, um dos decanos do heavy melódico que continua em plena atividade e lançou em 2016 o álbum “Sacred Blood ‘Divine’ Lies”.

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Depois da fase excelente no final da década de 80, o Magnum passou por um período de pouca repercussão e acabou se separando em 95… mas Clarkin e Cattley continuaram a trabalhar juntos, formando o grupo Hard Rain, que lançaria dois álbuns antes de encerrar atividades.

Em 2001 eles resolveram reformar o Magnum, a tempo de lançar o álbum “Breath of Life” para comemorar os 30 anos do grupo, em 2002… e a partir de então eles se mantiveram em atividade constante, lançando álbuns com boa repercussão como “Princess Alice and the Broken Arrow” de 2007 e “Into the Valley of the Moonking” de 2009, em que resgatavam até a velha parceria com o ilustrador Rodney Matthews.

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Além dos vocais de Bob Cattley e da guitarra de Tony Clarkin, o grupo mantém outro membro da formação clássica, o tecladista Mark Stanway… e o título do álbum de 2016 presta homenagem aos mistérios da linhagem sagrada de Jesus, popularizados no Código de Da Vinci de Dan Brown… vamos conferir um pouco da fase mais recente do Magnum, com faixas dos álbuns “Escape from the Shadow Garden” de 2014 e “Sacred Blood ‘Divine’ Lies” de 2016…

Vocês ouviram o Magnum com “Live till you die”, “Unwritten Sacrifice”, “Crazy old Mothers” e “Twelve men wise and just”.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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MAGNUM

BG – WE ALL PLAY THE GAME

1. SOLDIER OF THE LINE – 4:16

2. THE SPIRIT – 4:18

3. SACRED HOUR – 5:36

4. HOW FAR JERUSALEM – 6:26

5. ON A STORYTELLER’S NIGHT – 5:00

BG – ON THE EDGE OF THE WORLD

TOTAL – 25:36

MAGNUM

BG – AFRAID OF THE NIGHT

6. LIVE TIL YOU DIE – 6:28

7. UNWRITTEN SACRIFICE – 5:28

8. CRAZY OLD MOTHERS – 5:48

9. TWELVE MEN WISE AND JUST – 6:19

BG – GYPSY QUEEN

TOTAL: 24:03

TOTAL GERAL – 49:39

Ouça o Art Rock com Magnum que foi ao ar no dia 26/11/2016, clicando aqui.

Leonard Cohen

Posted in Programas with tags on 28/11/2016 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos homenagear o genial Leonard Cohen… outro grande nome que deixou nossa realidade no triste ano de 2016.

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Nascido em Westmount, um enclave de língua inglesa em Montreal, no Canadá, em 1934, Leonard Cohen começou sua carreira como poeta e escritor… ele publicou seu primeiro livro de poemas, “Let Us Compare Mythologies” em 1956… e nos dez anos seguintes ele publicaria mais três livros de poesia e dois de ficção… só em 67, quando já tinha 33 anos, ele resolveu dedicar-se à música…

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Com a ajuda da cantora Judy Collins Leonard Cohen conseguiria o seu primeiro sucesso, pois ela gravaria ainda em 66 a faixa “Suzanne”, que se tornaria um hit e o lançaria como compositor muito antes que ele gravasse o seu próprio primeiro registro de estúdio: o álbum “Songs from Leonard Cohen”, de 67…

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Sua interpretação combinava plenamente com sua poética intensa, cheia de reflexões sobre os limites e os extremos da condição humana, intuídas em meio aos encontros de personagens e sentimentos… e os álbuns seguintes, “Songs from a room” de 69 e “Songs of Love and Hate” de 71, revelariam ainda mais do seu íntimo e manteriam seu status cult não apenas entre os fãs, mas também com outros músicos e poetas…

Vocês ouviram “Suzanne”, “Sisters of Mercy”, “So long Marianne”, “Bird on the Wire”, “The Partisan” e “Famous Blue Raincoat”, com Leonard Cohen.

A gente volta já…

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Vamos continuar com a lúcida melancolia do grande Leonard Cohen, uma voz profunda que esteve entre as muitas perdas do ano de 2016.

Durante os anos 70 a produção de Cohen não diminuiu… seu álbum de 76, “Death of a Ladies’Man”, foi uma colaboração com Phil Spector, e o resultado seria um trabalho mais complexo, com a tradicional abordagem multi-track de Spector desagradando muitos fãs, mas ele retomaria sua perspectiva pessoal no álbum “Recent Songs” de 79.

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E enquanto muitos músicos da sua geração perderam terreno na década de 80, Leonard Cohen seguiria no seu caminho, modernizando o seu som para o bem sucedido álbum “I’m your Man” de 87, mas sem nunca perder de vista a sua identidade… uma atitude que o seguiria, enquanto toda uma geração de músicos lhe prestava homenagem, tornando faixas como “Hallelujah” do álbum “Various Positions” de 84, um verdadeiro marco, revisitado inúmeras vezes e por muitas outras vozes.

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Em 2016, aos 82 anos, Leonard Cohen não havia se aposentado, ao contrário… desde 2008 ele havia voltado a excursionar e, em 21 de outubro de 2016, ele lançou o álbum “You Want it Darker”, unanimemente aclamado como um dos seus melhores trabalhos… no dia 07 de novembro ele deixou esse decepcionante plano do multiverso, mas todos que fomos tocados pela sua música continuaremos a leva-lo conosco, até ser nossa hora de partir.

Vocês ouviram Leonard Cohen com “You Want it Darker”, “Leaving the Table”, “Travelling Light” e “Steer Your Way”.

O Art Rock fica por aqui… o programa tem a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Eduardo Scholz… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com… ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… e, para encerrar, nós selecionamos uma das homenagens prestadas a Leonard Cohen, a preciosa versão de “Hallelujah” cantada por outra voz que já se perdeu, o genial Jeff Buckley… até a semana que vem.”

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LEONARD COHEN

BG – DRESS REHEARSAL RAG

1. SUZANNE – 3:50

2. SISTERS OF MERCY 3:36

3. SO LONG MARIANNE – 5:40

4. BIRD ON THE WIRE – 3:28

5. THE PARTISAN – 3:29

6. FAMOUS BLUE RAINCOT – 5:16

BG – AVALANCHE

TOTAL – 25:19

LEONARD COHEN

BG – TREATY

7. YOU WANT IT DARKER – 4:44

8. LEAVING THE TABLE – 3:48

9. TRAVELING LIGHT – 4:23

10. STEER YOUR WAY – 4:23

BG – STRING REPRISE / TREATY

EXTRA – JEFF BUCKLEY

11. HALLELUJAH – 6:53

TOTAL: 24:11

TOTAL GERAL – 49:30

Ouça o Art Rock com Leonard Cohen que foi ao ar no dia 19/11/2016, clicando aqui.