Galahad

Posted in Programas with tags on 11/03/2019 by Art Rock

“Boa noite, no programa de hoje vamos atender à sugestão do nosso ouvinte de longa data, João Cucci Neto, que pediu um programa especial com o grupo folk alemão Galahad…

O tema Arturiano sempre foi muito popular no mundo do rock e em especial no progressivo, por isso, não é de se admirar que o nome de Sir Galahad, o Puro, tenha sido escolhido mais de uma vez por grupos de países diferentes… o mais conhecido é o grupo inglês de neo prog fundado em 1985 e contemporâneo do Marillion e IQ… mas, curiosamente, no mesmo ano surgia na Alemanha um outro Galahad, trazendo um som bem diferente.

Esse grupo germânico surgiu na cidade de Dinslaken, no Baixo Reno, e foi criado pelo vocalista, flautista e guitarrista Paul Alexander Jost… no começo, eles eram um quarteto acústico, mas já eram voltados para uma concepção própria do folk rock, em que mandolins e gaitas de foles se entrelaçam com solos de guitarra ou passagens de flauta e com temáticas explicitamente medievais.

Podemos claramente identificar ecos do grande Jethro Tull… mas, nem por isso, o Galahad deixa de ter sua própria sonoridade, que já foi chamada a de trilha sonora perfeita para um jogo de RPG medieval… o primeiro registro foi “Sir Galahad” de 85… eles seguiriam em frente, mas só ganhariam mais reconhecimento a partir do álbum “The Returno of the Piper” de 97… e é um pouco desse trabalho, e de “Myrddin” de 2000, que vocês vão conferir na primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “The Lady of Corvic”, “The Return of the Piper”, “Gaudete”, “Celtic Queen”, “The Leaving of Iishmore” e “Girl From the Woods”, com o Galahad.

A gente volta já…

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Vamos continuar trazendo o som do grupo folk alemão Galahad… um exemplo do encontro de temporalidades que se mantem mais conhecido no cenário do folk rock europeu.

Além da liderança de Paul Alexander Jost, o Galahad conta com as vocalistas Tina de Vlinder e Jekka van de Veer, o tecladista Ralf Veith, o guitarrista Dieter Horlitz, o baterista Jens Gronwald e o baixista Peter Huntenburg… e eles têm se mantido muito ativos, participando com frequência dos festivais folk e lançando trabalhos ocasionais.

Existe na Europa um rico universo voltado para a música com inclinações barrocas, renascentistas e medievais, no qual se misturam grupos que buscam reconstruir a sonoridade autêntica com outros que exploram as possibilidades do crossover de linguagens.

É neste campo de muitas encruzilhadas que o Galahad trafega, em momentos lembrando o grupo de Ian Anderson, para depois soar como o Fairport Convention da época de Sandy Denny, mas sempre procurando tecer a sua própria tapeçaria sonora… vamos fechar com faixas do seu álbum “Incredibile” de 2011 e do EP “Season’s Greetings” de 2014…

Vocês ouviram o Galahad com “After Rising There will be Fall”, “Incredibile Galahad”, “Tender Crazy”, “Back in my Arms”, “Rookie’s Rondo”, “Buy a Cage (Spring)” e “Wonderland (Autumn)”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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GALAHAD

BG – LAST SUMMER DAYS

1. THE LADY OF CORVIC – 5:11

2. THE RETURN OF THE PIPER – 6:00

3. GAUDETE – 2:47

4. CELTIC QUEEN – 4:47

5. THE LEAVING OF INISHMORE – 3:04

6. GIRL FROM THE WOODS – 4:00

BG – EXPERIENCE

TOTAL – 25:49

GALAHAD

BG – NEXT STEP

7. AFTER RISING THERE WILL BE FALL – 3:32

8. INCREDIBILE GALAHAD – 3:41

9. TENDER CRAZY – 3:27

10. BACK IN MY ARMS – 4:17

11. ROOKIE’S RONDO – 2:49

12. BUY A CAGE (SPRING) – 4:08

13. WONDERLAND (AUTUMN) – 2:52

BG – WOLKESTEINS TANZ

TOTAL: 24:46

TOTAL GERAL – 50:35

Ouça o Art Rock com Galahad que foi ao ar no dia 02/03/2019, clicando aqui.

Focus

Posted in Programas with tags on 01/03/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje no programa teremos uma colaboração do nosso amigo Almir Octávio, que nos forneceu o lançamento de 2019 do grande Focus…

Claro que o grupo de Thijs van Leer dispensa apresentações, ainda mais para os nossos ouvintes, pois é uma presença frequente aqui no Art Rock… por isso, nessa primeira parte vamos trazer um momento pouco lembrado da sua longa carreira… a breve tentativa de retorno em 1985.

Na época, grandes nomes do progressivo como o Yes e o Genesis estavam voltando a fazer sucesso, ainda que com trabalhos mais comerciais… e a Phonogram Records resolveu embarcar nessa onda chamando as duas figuras centrais do Focus, Jan Akkerman e Thijs van Leer e sugerindo que eles regravassem faixas clássicas do grupo com a produção de Trevor Horn, o mesmo que havia produzido o megaplatinado álbum “90125” do Yes.

Mas tanto Akkerman como van Leer não toparam essa proposta caça-níquel… em vez disso, eles gravaram como uma dupla um álbum nem um pouco comercial e ele foi intitulado simplesmente de “Focus”, numa referência ao seu antigo grupo… no fim, é claro que o disco passou a ser considerado como parte da discografia oficial do Focus… e é um pouco desse trabalho lançado em 1985 que vocês vão ouvir nessa primeira parte do programa de hoje.

Vocês ouviram “Russian Roulette”, “King Kong” e “Who’s Calling?” com Jan Akkerman e Thijs van Leer, isso é: o Focus em 1985.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer o álbum “Focus XI”, que foi disponibilizado nos shows do grupo em 2018, mas foi lançado oficialmente só em janeiro de 2019.

Nos anos 90 houve algumas tentativas de retorno da formação clássica do Focus… mas, embora concordasse em tocar com os velhos companheiros, Jan Akkerman nunca foi muito entusiástico com a ideia de reformar o grupo em definitivo… por isso ele não faria parte dos novos trabalhos lançados a partir de 2002.

Além de Thijs van Leer, o grupo voltaria a contar com o baterista Pierre van der Linden a partir do álbum “Focus 9” de 2006, e tem se mantido em atividade constante, com tours anuais por todo o mundo, e também excursões pelo Brasil em 2012, 2014 e 2017…

A formação atual conta ainda com o guitarrista Menno Gootjes e o baixista Udo Pannekeet… o álbum “Focus 11” conta com uma bela capa de Roger Dean e seu lançamento anuncia a tour dos 50 anos de aniversário do grupo, que inclui a tradicional apresentação no Cruise to the Edge, o cruzeiro progressivo da Royal Caribbean… vamos conferir um pouco desse novo trabalho do decano do prog. holandês…

Vocês ouviram o Focus com “Who’s Calling”, “How Many Miles”, “Mare Nostrum”, “Clair-obscur” e “Focus 11”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos ao nosso amigo Almir Octávio pela colaboração com o programa de hoje, obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.”

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FOCUS

BG – LE TANGO

1. RUSSIAN ROULETTE – 5:55

2. KING KONG – 3:46

3. WHO’S CALLING? – 16:14

BG – OLE JUDY

TOTAL – 25:54

FOCUS

BG – MAZZEL

4. WHO’S CALLING – 5:27

5. HOW MANY MILES – 4:48

6. MARE NOSTRUM – 5:08

7. CLAIR-OBSCUR – 3:15

8. FOCUS 11 – 6:12

BG – WINNIE

TOTAL: 24:50

TOTAL GERAL – 50:08

Ouça o Art Rock com Focus que foi ao ar no dia 23/02/2019, clicando aqui.

Fairport Convention & Richard Thompson

Posted in Programas with tags , on 01/03/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje vamos fazer um dos nossos costumeiros programas dedicados ao folk rock britânico… e começando com o genial Fairport Convention.

Já trouxemos o Fairport outras vezes no Art Rock, mas não custa lembrar que o grupo foi formado em 67 e sempre foi famoso pelas mudanças constantes de formação… ainda naquele ano eles tiveram algumas, mas se firmaram em torno dos guitarristas Richard Thompson e Simon Nicol, do baixista Ashley Hutchings, do baterista Martin Lamble e dos vocalistas Ian Matthews e Judy Dyble.

Esse time era conhecido nos bares londrinos como o Jefferson Airplane britânico, e conseguiria um contrato com a Polydor, lançando em 68 o álbum “Fairport Convention”, onde se podia sentir a influência do folk rock americano de Joni Mitchel, Bob Dylan e The Byrds… mas tudo isso mudaria com a entrada da vocalista Sandy Denny, e uma virada para o folk inglês propriamente dito.

A história do Fairport Convention renderia muitos programas, pois eles continuam em atividade… mas, para esta primeira parte, vocês ficam com um pouco dessa fase de transição, entre os vocais de Judy e Sandy, com faixas extraídas do álbum de estreia e também de “Unhalfgricking” de 69…

Vocês ouviram “Time Will Show the Wise”, “Jack O’Diamonds”, “Suzanne”, que foi uma cover de Leonard Cohen, depois “Genesis Hall”, “Who Knows Where the Time Goes” e, para fechar, uma versão de “Ballad of Easy Rider” de Roger McGuinn, todas com o Fairport Convention.

A gente volta já…

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E agora uma amostra da vitalidade do folk rock inglês… o álbum de 2018 de Richard Thompson, o guitarrista original do Fairport Convention…

Em 1969 o Fairport perderia o baterista Martin Lamble em um acidentem quando estavam voltando de um show em Birmingham… eles seguiriam em frente, mas logo seria a vez de Sandy Denny sair para formar o Fotheringay em 70… e, em 71, seria a vez de Richard Thompson.

Ele lançaria em 72 o álbum “Henry the Human Fly”, que contava com vários convidados, inclusive Sanbdy Denny, Ashley Hutchings e a cantora Linda Peters, com quem ele acabaria casando… juntos, eles formariam a dupla Richard & Linda Thompson e lançariam alguns belos trabalhos no final da década de 70.

No começo dos anos 80, ao mesmo tempo em que alcançavam grande repercussão com o álbum “Shoot out the Lights”, o casal estava em crise e logo se separariam… mas, assim como seus velhos amigos do Fairport, Richard Thompson sempre se reinventou e continuou em frente e “13 Rivers”, seu lançamento de 2018 mostra que ele continua um dos grandes guitarristas e vocalistas do folk inglês…

Vocês ouviram Richard Thompson com “The Storm Won’t Come”, “Her Love Was Meant for Me”, “The Dog in You”, “No Matter” e “Shaking the Gates”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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FAIRPORT CONVENTION

BG – SUN SHADE

1. TIME WILL SHOW THE WISE – 3:07

2. JACK O’DIAMONDS – 3:32

3. SUZANNE – 5:49

4. GENESIS HALL – 3:38

5. WHO KNOWS WHERE THE TIME GOES – 5:09

6. THE BALLAD OF EASY RIDER – 4:55

BG – I DON’T KNOW WHERE I STAND

TOTAL – 26:10

RICHARD THOMPSON

BG – TRYING

7. THE STORM WON’T COME – 6:12

8. HER LOVE WAS MEANT FOR ME – 5:02

9. THE DOG IN YOU – 4:55

10. NO MATTER – 3:47

11. SHAKING THE GATES – 4:02

BG – MY ROCK, MY ROPE

TOTAL: 23:58

TOTAL GERAL – 50:08

Ouça o Art Rock com Fairport Convention & Richard Thompson que foi ao ar no dia 16/02/2019, clicando aqui.

The Enid

Posted in Programas with tags on 14/02/2019 by Art Rock

“Boa noite, neste programa vamos trazer um dos grandes sobreviventes da geração progressiva britânica dos anos 70… o grupo The Enid do tecladista Robert John Godfrey.

Na virada para a década de 70, um dos grupos ingleses que estava se firmando no nascente cenário progressivo era o Barclay James Harvest, e, no começo, a sua abordagem orquestral e sinfônica contou com a colaboração de Robert John Godfrey na direção musical e regência.

Apesar de sua formação clássica na Royal Academy of Music, Robert estava focado nas possibilidades abertas pelo progressivo e sua cooperação com o Barclay James Harvest foi importante para a evolução da sonoridade do grupo nos seus dois primeiros álbums… mas a parceria se encerraria em 71 e ele foi tocar com o grupo Siddartha antes de lançar em 74 o álbum solo “Fall of Hyperium” pela Charisma Records.

Mas, a essa altura, ele já estava trabalhando para montar o seu próprio grupo, The Enid, que lançaria em 76 o álbum “In the Region of the Summer Stars”, um disco de estreia primoroso que, na época, chegou a levar o grupo ser considerado uma das revelações da música progressiva… vamos conferir um pouco desse belo primeiro trabalho, lançado na época em que o furacão punk e a disco music estavam tomando conta do mercado musical.

Vocês ouviram “Fool/The Falling Tower”, “The Devil”, “In the Region of the Summer Stars” e “Mayday Galliard” com o grupo The Enid.

A gente volta já…

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Vamos continuar com do Enid, que se manteria em atividade através das décadas, exceto por um pequeno período na virada para o século XXI…

Apesar de um primeiro álbum genial, o Enid logo caiu vítima do desinteresse geral pelo rock e em especial pelo progressivo que havia passado a dominar as grandes gravadoras… a EMI, que tinha assinado com eles em 74, deletou o disco deles do seu catálogo logo depois da primeira edição, e o mesmo aconteceu com “Aerie Faerie Nonsense” de 77.

Outros teriam desistido, aliás, foi isso que a maioria fez, mas Robert John Godfrey seguiu em frente, deixando de lado as grandes gravadoras e persistindo com o grupo através de selos menores e até aceitando funcionar como banda de apoio no álbum de estreia da cantora new wave Kim Wilde para se manter sempre na ativa.

Só no final da década de 90 o Enid se separou, mas Robert reformaria o grupo em 2007… e, em 2016, quando anunciou que estava com a doença de Alzheimer, ele deixou os outros integrantes seguirem em frente, acabando por voltar em 2018 e comunicar que talvez o diagnóstico tivesse sido prematuro… mas esses trabalhos mais recentes ficam para outro programa, vamos fechar com mais um pouco da fase clássica desse grupo que chegou tarde, mas continuou firme nos caminhos progressivos…

Vocês ouviram o Enid com “Homouresque”, “The Ring Master”, “Song for Europe” e “Something Wicked This Way Comes” …

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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THE ENID

BG – DEATH, THE REAPER

1. FOOL / THE FALLING TOWER – 6:18

2. THE DEVIL – 4:17

3. IN THE REGION OF THE SUMMER STARS – 6:19

4. MAYDAY GALLIARD – 6:09

BG – CHILDE ROLAND

TOTAL – 23:03

THE ENID

BG – TALLEST DWARF IN THE WORLD

5. HOMOURESQUE – 6:16

6. THE RING MASTER – 5:42

7. SONG FOR EUROPE – 4:19

8. SOMETHING WICKED THIS WAY COMES – 10:15

BG –  BRIGHT STAR

TOTAL: 26:32

TOTAL GERAL – 49:35

Ouça o Art Rock comLiquid The Enid que foi ao ar no dia 09/02/2019, clicando aqui.

Sensational Alex Harvey Band

Posted in Programas with tags on 04/02/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje no programa vamos homenagear o baterista Ted McKenna, da lendária Sensational Alex Harvey Band, que deixou o nosso plano da realidade no começo de 2019…

Edward “Ted” McKenna fez parte de muitos grupos… no começo dos anos 70, ele estava no Dream Police, que encerrou atividades em 71, e foi aí que ele passou a integrar o Tear Gas, do guitarrista Zal Cleminson, que já tinha lançado o álbum “Piggy Go Getter” e estava tentando, sem muito sucesso, se firmar no cenário musical de Glasgow, na Escócia…

Em 71 eles lançariam o álbum “Tear Gas”, que também não chegou a chamar a atenção, mas contava com a colaboração do primo de Ted, Hugh McKenna, nos teclados, e também de um convidado especial, o carismático vocalista Alex Harvey, que participava de uma faixa e já era uma figura conhecida no rock escocês.

Com uma longa carreira, que havia começado com bandas de skiffle nos anos 50, Alex Harvey acabaria assumindo o controle do Tear Gas, que se transformaria na Sensational Alex Harvey Band em 72, adotando uma estética única e teatral que se combinava com uma sonoridade rica, misturando elementos de blues, soul, rock e até de vaudeville… vamos conferir um pouco dos álbuns “Framed” de 72, “Next” de 73 e “Tomorrow Belongs to Me” de 75.

Vocês ouviram “Hammer Song”, “Isobel Goudie”, “The Last of the Teenage Idols”. “Action Strasse”, “Tomorrow Belongs to Me” e “To be Continued”, com a Sensational Alex Harvey Band.

A gente volta já…

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E nós continuamos com a Sensational Alex Harvey Band, que teve muita repercussão no rock britânico dos anos 70, mas não chegou a ser muito conhecida fora da Europa…

Em 76 Alex deixou o grupo, e eles lançaram o álbum “Fourplay” como um quarteto… mas depois ele voltaria para um último álbum, “Rock Drill” de 77… o guitarrista Zal Cleminson iria para o Nazareth, Ted iria tocar com Rory Gallagher, depois Greg Lake, o Michael Schenker Group e até Ian Gillan… ele também formaria o seu próprio projeto, o McKenna’s Gold, nos anos 80…

Em 82 Alex Harvey atravessou a barreira do hiperespaço, mas seus antigos companheiros voltariam a se reunir nos anos 90, primeiro como The Party Boys, e contando com vários vocalistas, incluindo Dan McCafferty, Steve Doherty e até Fish… no fim eles voltariam a adotar o nome Sensational Alex Harvey Band…

Eles voltariam a se reunir outras vezes… e lançariam em 2006 o álbum “Zalvation: Live in the 21st Century”… Ted Mckenna e o baixista Chris Glenn voltariam recentemente a integrar o grupo de Michael Schenker, para as tours e para o álbum “Ressurrection” de 2018, que contou também com os vocalistas Gary Barden, Graham Bonnet & Robin McAuley… esta seria a última gravação de Ted, mas ela fica para outro programa… vamos fechar com mais um pouco da Sensational Alex Harvey Band.

Vocês ouviram a Sensational Alex Harvey Band com “The Faith Healer”, “Hammer Song” e “Vambo”… faixas extraídas de seu álbum “Zalvation: Live in the 21st Century”, lançado em 2006 com o vocalista Max Maxwell…

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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SAHB

BG – SWAMPSNAKE

1. ISOBEL GOUDIE – 7:30

2. NEXT – 4:04

3. THE LAST OF THE TEENAGE IDOLS – 7:18

4. ACTION STRASSE – 3:17

5. TOMORROW BELONGS TO ME – 3:47

6. TO BE CONTINUED – 0:57

BG – GANG BANG

TOTAL – 26:53

SAHB

BG – COMPLIMENTS TO THE CHEF

1. THE FAITH HEALER – 7:00

2. HAMMER SONG – 7:05

3. VAMBO – 8:36

BG –  BOSTON TEA PARTY

TOTAL: 22:41

TOTAL GERAL – 49:35

Ouça o Art Rock comLiquid Sensational Alex Harvey Band que foi ao ar no dia 02/02/2019, clicando aqui.

Earth and Fire

Posted in Programas with tags on 01/02/2019 by Art Rock

“Boa noite, no programa de hoje teremos no programa um dos mais importantes grupos do progressivo holandês, o genial Earth and Fire…

Formado em Haia, na Holanda, em 1968, o Earth and Fire se chamava originalmente Opus Gainfull e era uma criação dos irmãos gêmeos Chris e Gerard Koerts, que antes haviam tocado no Swinging Strings… eles queriam um vocal feminino para o seu novo projeto, mas a vocalista Manuela Berloth (que usava o nome Lysette) teve problemas de saúde e a sua substituta acabou sendo a poderosa Jerney Kaagman, que se tornaria uma das marcas da sonoridade do grupo.

Os primeiros singles tiveram uma ótima repercussão e o primeiro álbum, lançado em 1970 também foi muito bem recebido… a partir daí o som evoluiria para um prog sinfônico dominado pelos mellotrons e renderia dois álbuns clássicos: “Song of the Marching Children” de 71 e “Atlantis” de 73.

Mas, embora a proposta sonora tivesse ficado mais elaborada, incluindo álbuns conceituais e longas suites, isso não significou a perda do sucesso… era o começo dos anos 70 e o som progressivo ainda recebia destaque na mídia, ampla divulgação e era celebrado em todo o mundo… o Earth and Fire se manteria como um das mais bem sucedidos grupos holandeses da sua geração… vamos começar o programa com faixas dos álbuns “Earth and Fire” e “Song of the Marching Children”…

Vocês ouviram “Wild and Exciting”, “Ruby is the One” e “Song of the Marching Children” com o Earth and Fire.

A gente volta já…

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E nós vamos continuar com o Earth and Fire, que mudaria muito o seu som no final dos anos 70, deixando de lado o progressivo para manter o sucesso comercial.

O álbum “The The World of the Future” seria lançado em 75, mantendo a proposta dos trabalhos anteriores… mas o Earth and Fire continuava lançando singles de grande sucesso, que atingiram o topo das paradas europeias, chegando ao ponto de ser conhecido como a “fábrica de hits” na Holanda… e isso seria um problema quando começaram as mudanças do mercado musical na segunda metade dos anos 70.

Pressionado para manter a sua produção contínua de sucessos, o grupo começou a fraquejar e acrescentar elementos mais abertamente comerciais ao seu som, o que lhes garantiu o lugar nas paradas na virada para a década de 80, com álbuns de sucesso como “Reality Fills Fantasy” de 79, “Andromeda Girl” de 81 e “In a State of Flux” de 82…

Mas os irmãos Koerts começaram a perder o intresse… Chris saiu em 79… e, apesar do sucesso, Gerard e Jerney dissolveriam o grupo em 83… ela ainda tentaria retornar no final da década, lançando o álbum “Phoenix” em 89, mas os gêmeos não participaram desse esforço, que em vez disso contou com Ton Scherpenzeel do Kayak… mas vamos fechar o programa com mais um pouco da fase clássica do Earth and Fire…

Vocês ouviram o Earth and Fire com “Atlantis” e “Voice from Yonder”.

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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EARTH AND FIRE

BG – SEASONS

1. WILD AND EXCITING – 4:30

2. RUBY IS THE ONE – 3:28

3. SONG OF THE MARCHING CHILDREN – 18:23

BG – IN THE MOUNTAINS

TOTAL – 26:21

EARTH AND FIRE

BG – FANFARE

1. ATLANTIS – 16:22

2. VOICE FROM YONDER – 7:01

BG – MAYBE TOMORROW, MAYBE TONIGHT

TOTAL: 23:23

TOTAL GERAL – 49:44

Ouça o Art Rock comLiquid Earth and Fire que foi ao ar no dia 26/01/2019, clicando aqui.

Detective & Luis Alberto Machado

Posted in Produto Nacional, Programas with tags , on 23/01/2019 by Art Rock

“Boa noite, hoje no programa vamos trazer o trabalho de dois tecladistas representando extremos do espectro musical do prog rock… começando com Tony Kaye, um dos membros fundadores do grande Yes.

Anthony John Selvidge já havia participado de muitos grupos em meados dos anos 60, quando aceitou o convite do Mabel Greer’s Toyshop para participar de um novo projeto psicodélico que evoluiria para se transformar no Yes… e ele ajudaria a formar a sonoridade da primeira fase do grupo, até ser substituído por Rick Wakeman em 71.

Nos anos seguintes, Tony Kaye participaria do grupo Flash, formado pelo primeiro guitarrista do Yes, Peter Banks… depois ele formaria o Badger, antes de se mudar para os Estados Unidos e integrar o grupo Detective do vocalista e ator Michael Des Barres, mais conhecido do público por interpretar o papel do vilão Murdoc na série MacGyver.

Depois Tony Kaye entraria para o Badfinger… e, é claro, faria parte da bem sucedida volta do Yes nos anos 80, no mega-platinado álbum “90125” de 83 e nos vários trabalhos que se seguiram… mais recentemente ele formaria o CIRCA com Billy Sherwood… e voltaria ao Yes para participar da edição de 2018 do cruzeiro progressivo “Cruise to the Edge”… mas, para o programa de hoje, vamos trazer um pouco da sua passagem pelo grupo de hard rock Detective, no final dos anos 70…

Vocês ouviram “Recognition”, “Nightingale”, “Ain’t none of your Business”, “Competition” e “Warm Love” com o Detective, de Michael Des Barres e Tony Kaye.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer uma indicação do nosso amigo Rubens Sílvio da RST Radio Rock: o tecladista Luís Alberto Machado, um músico que já participou de muitos grupos, mas que escolheu divulgar o seu trabalho autoral sem percorrer o caminho normal das gravadoras e outras armadilhas da indústria cultural…

Nascido nos Açores em 1953, Luís Alberto Machado mora há cinco décadas no Brasil e, desde os anos 70, se envolveu com grupos da região de Campinas como os Riders e o Tio Mellius… e, mais recentemente o Blue Gas e o Sticky Fingers… musicalmente, ele trabalharia com sonoridades variadas, mas o apelo da música progressiva acabou por conduzi-lo a uma produção própria.

No entanto, Luís Alberto não seguiria uma carreira convencional, vinculada à rotina dos contratos com gravadoras, lançamento de CDs e excursões acertadas com managers e outros agentes culturais economicamente motivados… em vez disso, ele buscou uma estratégia diferente: compondo, gravando e lançando seus trabalhos por meio de mídias alternativas…

Vamos conferir um pouco do trabalho desse talentoso e prolífico tecladista que temos grande prazer de trazer aqui no programa… e que nos enviou uma mensagem especial só para os ouvintes do Art Rock…

Vocês ouviram Luís Alberto Machado com “The Man Without Soul”, “Firefly Forest” e “Ó Mar Salgado”… essa última uma versão progressiva para o soneto do grande Fernando Pessoa…

O Art Rock fica por aqui, o programa foi criado por Vidal Costa e Beto Bittencourt, a produção e a apresentação foram de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… nós agradecemos ao tecladista Luís Alberto Machado pela sua colaboração na 2ª. Parte do programa de hoje… aos nossos ouvintes: obrigado pela audiência e continuem na Paraná Educativa, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com, ele foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin, lá você poderá fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… tenham uma boa noite e até a semana que vem.

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DETECTIVE

BG – ONE MORE HEARTACHE

1. RECOGNITION – 4:32

2. NIGHTINGALE – 4:55

3. AIN’T NONE OF YOUR BUSINESS – 4:32

4. COMPETITION – 4:39

5. WARM LOVE – 5:24

BG – DEEP DOWN

TOTAL – 24:02

LUÍS ALBERTO MACHADO

BG – MEMORIES OF IMPROBABLE STONES

1. SAUDAÇÕES ART ROCK – 0:46

2. THE MAN WITHOUT SOUL – 6:20

3. FIREFLY FOREST – 7:29

4. Ó MAR SALGADO – 10:42

BG – BLANKA LUNO

TOTAL: 25:17

TOTAL GERAL – 49:19

Ouça o Art Rock comLiquid Detective & Luis Alberto Machado que foi ao ar no dia 19/01/2019, clicando aqui.