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CAN

Posted in Programas with tags on 28/08/2013 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje traremos um grupo que sempre marca presença em nosso programa… um dos mais importantes nomes do prog germânico: o genial CAN.

Can-Monster-Movie

Nascido na antiga Alemanha Ocidental, em Colônia, o CAN surgiu em 68 a partir de uma viagem do tecladista Irmin Schmidt aos Estados Unidos… ele e o amigo Holger Czukay haviam sido alunos de Stockhausen… e o contato com a música de vanguarda da Costa Leste americana acabou sendo responsável por mudar o seu foco na direção das possibilidades abertas pelo rock como elemento libertador.

Eles resolveram formar um grupo, chamando o guitarrista Michael Karoli e o baterista Jaki Liebezeit… e o nome escolhido seria CAN, que significa lata em inglês, mas que eles na época chegaram a explicar como uma sigla para: Comunismo, Anarquismo e Niilismo… uma combinação perfeita para um som que procuraria romper com as estruturas tradicionais, mesclando ritmos hipnóticos e caóticas improvisações.

can-soundtracks

E, para o programa de hoje, nós vamos abrir trazendo um pouco do começo da carreira do CAN… incluindo seu álbum “Monster Movie” de 69… que contava com os vocais do americano Malcolm Mooney e a antológica capa com a imagem estilizada de Galactus, o Devorador de Mundos… personagem dos quadrinhos da Marvel, criado por Stan Lee e Jack Kirby, que tinha aparecido pela primeira vez alguns anos antes, junto do seu arauto, o Surfista Prateado, no número 49 da revista do Quarteto Fantástico…

Vocês ouviram o CAN com “Father cannot yell”, “Mary, Mary so contrary”, “Deadlock”, “Tango Whiskeyman” e “She Brings the rain”, faixas do seu primeiro album, “Monster Movie” de 69 e também de “Soundtracks” de 70.

A gente volta já…

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Voltamos com mais um pouco do CAN, que se reuniu em várias ocasiões até Michael Karoli deixar o nosso plano da realidade em 2001…

can-tago-mago

Durante os anos 70, o CAN estava entre os mais importantes representantes do kraturock, com uma série de grandes álbuns, a partir de “Tago Mago” de 71… que já não contava com os vocais de Malcolm Mooney, substituído por Damo Suzuki… foi um período de grande criatividade, com trabalhos seminais, em que a complexa rede de padrões rítmicos e a falta de compromisso com formatos tradicionais fariam do grupo uma referência para os mais diversos estilos.

Can-Ege-Bamyasi

Eles se separariam depois do álbum “CAN” de 79, mas voltariam muitas vezes a se apresentar juntos e até a gravar, como no retorno com a formação original, que renderia o álbum “Rite Time” de 89… além disso, seus integrantes conservariam uma posição de destaque, mantendo prestigiadas carreiras solo.

O mais recente lançamento do CAN foi a box set “The Lost Tapes” de 2012, que reuniu material de arquivo há muito esquecido, e que só foi recuperado com a ajuda do próprio Irmin Schmidt… mas essas fitas quase perdidas ficam para outro Art Rock, para fechar o programa de hoje nós selecionamos faixas dos clássicos álbuns “Tago Mago”, “Ege Bamyasi” e “Future days”…

can-future-days

Vocês ouviram “Paperhouse”, “Mushroom”, “Sing swan song”, “One more night” e “Moonshake”, com o CAN…

O Art Rock fica por aqui… o programa teve a produção de Vidal Costa e de Beto Bittencourt, a apresentação de Vidal Costa e a edição de Abílio Henrique… obrigado pela audiência e continuem na É Paraná, 97.1… visite o nosso Blog em https://artrock.wordpress.com… que foi idealizado e é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin Volpão… lá você pode fazer downloads do conteúdo do programa e também deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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CAN

BG – OUTSIDE MY DOOR

1. FATHER CANNOT YELL – 7:02

2. MARY, MARY SO CONTRARY – 6:16

3. DEADLOCK – 3:28

4. TANGO WHISKEYMAN – 4:04

5. SHE BRINGS THE RAIN – 4:05

BG – DEADLOCK (INSTRUMENTAL)

TOTAL – 24:55

CAN

BG – PINCH

6. PAPERHOUSE – 7:28

7. MUSHROOM – 4:03

8. SING SWAN SONG – 4:49

9. ONE MORE NIGHT – 5:36

10. MOONSHAKE – 3:04

BG – SPRAY

TOTAL: 25:00

TOTAL GERAL – 49:55

Ouça o Art Rock com a CAN que foi ao ar no dia 24/08/2013, clicando aqui.

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Can & Grobschnitt

Posted in Programas with tags , on 19/01/2009 by Artrock

“Boa noite… teremos hoje mais um programa dedicado ao progressivo germânico… começando com o Can, de Irmin Schmidt, Michael Karoli, Damo Suzuki e Holger Czucay … um dos mais importantes representantes do krautrock.

can1

Surgido em 68, esse grupo seminal nunca parou de inovar em sua longa carreira, com uma sonoridade única e revolucionária, na vanguarda de muitos movimentos musicais e influenciando até hoje grupos dos mais diversos estilos… uma característica que também esteve presente nas carreiras solos de seus geniais integrantes, que continuam em plena atividade… e sem fazer concessões às pressões mercadológicas.

Apesar da separação no final dos anos 70, o Can voltaria a se reunir esporadicamente, com trabalhos para o cinema e tours… como a celebrada Can-Solo-Projects Tour de 99, que comemorou os 30 anos do seu primeiro álbum… mas, infelizmente, isso pararia depois que Michael Karoli resolveu atravessar a barreira do hiperespaço em 2001… e, desde então, só houve continuidade nos vários projetos solo dos membros remanescentes do grupo.

Holger Czucay lançou no ano passado o álbum “Time and Tide”… também em 2008 saiu o CD/DVD “Axolotl Eyes” de Irmin Schmidt… e o mais recente trabalho solo de Damo Suzuki foi o álbum “The Fire of Heaven and the End of the Universe”, de 2007… mas para o programa de hoje nós selecionamos faixas do último registro de estúdio da fase clássica do grupo, o álbum “Can”, de 78, que contava com o percussionista Reebop Kwaku Baah e com o baixista Rosko Gee… ambos ex-Traffic.

Vocês ouviram “All Gates Open”, “Safe”, “Sodom” e “Can Be”… com o Can.

A gente volta já…

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Nesta segunda parte do programa vamos trazer outro grupo marcante do rock alemão, o Grobschnitt.

Tudo começou em 1970, quando os guitarristas Stefan Daneliak e Gerd Otto Kuhn, e o baterista Joachim “Eroc” Ehrig, deixaram o grupo Crew para tentar um novo projeto em torno das idéias do baterista, que acabaria assumindo a posição de liderança e se tornando o responsável por uma de suas marcas do Grobschnitt… o humor com tiradas absurdas, tanto nos álbuns como durante os shows.

solarmusiclive

Nas suas apresentações, os seus integrantes usavam fantasias bizarras e realizavam performances teatrais… mas bem diferentes daquelas realizadas por Peter Gabriel junto ao Genesis… em vez disso, as encenações incluíam até as rodies do Grobschnitt, e serviam como uma narrativa irônica e sarcástica, pontuando shows que podiam durar até 4 horas.

Como muitos outros grupos da primeira geração progressiva, o Grobschnitt passou por uma fase pop nos anos 80, época em que o baterista Eroc havia saído para tentar a carreira solo… e eles acabariam se separando em 1989… mas estão entre os muitos grupos que voltaram à atividade, lançando no ano passado o álbum “Grobschnitt Live 2008”… que nós ainda vamos trazer aqui no Art Rock… mas hoje o material é de outro disco ao vivo… “Solar Music Live”, de 78.

Você ouviram o Grobschnitt ao vivo em 1978, com as faixas “Solar Music I”, “Muehlhein Special” e “Otto”.

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado.

Até a semana que vem.”

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Set list:

CAN

BG – SUNDAY JAM

1. ALL GATES OPEN – 8:22

2. SAFE – 8:36

3. SODOM – 5:45

4. CAN BE – 2:54

BG – ASPECTACLE

TOTAL – 25:37

GROBSCHNITT

BG – THE MISSING 13 MINUTES

5. SOLLAR MUSIC I – 4:23

6. MUEHLHEIN SPECIAL – 12:07

7. OTTO – 7:25

BG – FOOD

TOTAL – 23:55

GRAND TOTAL – 49:32

Ouça o Art Rock com Can & Grobschnitt, que foi ao ar no dia 18/01/2009, clicando aqui.

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