Arquivo de junho, 2008

Patto & Midnightsun

Posted in Programas with tags , on 30/06/2008 by Artrock

Neste Art Rock, as bandas escolhidas foram Patto e Midnightsun. Bom programa!

“Boa noite, hoje vamos começar com um grupo inglês que nasceu no pop rock mas se tornaria mais conhecido quando se direcionou para o progressivo… o genial Patto.

Surgido em meados dos anos 60 com o nome de Timebox, eles estavam entre os muitos grupos pop do selo Deram da Decca… e chegaram a lançar vários singles entre 67 e 69… e foi aí que eles resolveram deixar de lado o seu pop com pitadas psicodélicas, mudar de nome e explorar sonoridades mais sofisticadas, integrando-se ao nascente movimento do rock progressivo… nascia assim o Patto, que lançaria o seu primeiro álbum em 1970 pela Vertigo…

O álbum “Patto” já mostrava o virtuosismo do guitarrista Ollie Halsal e o carisma do vocalista Mike Patto… além do baixo de Chris Griffiths e da bateria de John Halsey… e a crítica foi unânime em elogiar o trabalho, mas ele foi totalmente ignorado nas lojas… e o mesmo ocorreu com o disco seguinte, “Hold your Fire”, de 71… no fim, os insucessos acabaram minando o espírito do grupo e eles se separariam depois de seu quarto álbum, intitulado “Monkey’s Bum”… que seria recusado pela Island Records e só seria lançado em 2002 pelo selo Akarma.

Mike Patto iria para o Spooky Tooth e deixaria nossa realidade em 79, devido a um câncer… Chris Griffiths e John Halsey permaneceriam em atividade – Halsey inclusive participaria do filme The Rutles, de Eric Idle do Monty Python – mas eles sofreriam um grave acidente de carro nos anos 80, quando tocavam no grupo de Joe Brown… e Ollie Halsal iria para o Tempest de Jim Hiseman, e continuaria muito ativo trabalhando com o amigo Kevin Ayers… até ser levado para o outro lado por uma overdose de heroína em 92… confiram um pouco desse grande grupo que não volta mais…

Vocês ouviram o Patto com “Hold me Back”, “Time to Die”, “San Antone”, “Money Bag” e “Sitting Back Easy”, todas extraídas de seu álbum de estréia, “Patto”, de 1970.

A gente volta já…

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E nessa segunda parte do programa, vamos ouvir um grupo da Dinamarca, que é muito procurado pelos colecionadores das capas do grande Roger Dean… o Midnight Sun…

Surgido em 69 como The Rainbow Band, eles eram um super-grupo centrado em torno do guitarrista Peer Frost (ex-Young Flowers), pelo vocalista Lars Bisgaard (ex-Maxwells) e pelo baterista Carsten Smedegaard (ex-The Beathovens)… e eles lançariam um álbum homônimo em 1970… mas já havia uma banda com esse nome no Canadá, levando-os a mudar para Midnight Sun… uma referência ao fenômeno do “sol da meia-noite” que ocorre no verão escandinavo… e aproveitaram para re-gravar o primeiro álbum com um novo vocalista, Allan Mortensen…

A capa era de Roger Dean, que faria também os próximos discos do Midnight Sun… e o som era um jazz-fusion, com toques de blues e soul e algumas pitadas psicodélicas… lembrando em certos momentos o Traffic ou ainda outro grande grupo do prog escandinavo do período, o Burning Red Ivanhoe… mas com um estilo característico que se mantinha no álbum “Walking in Circles”, de 72… novamente com um novo vocal, mas com a mesma sonoridade, ainda que um pouco menos elaborada.

Infelizmente esse excelente grupo não iria muito além disso… seu derradeiro trabalho, “Midnight Dream”, sairia em 74 e já os mostrava tentando uma abordagem mais acessível, mas que não teve muita repercussão… para o programa de hoje nós selecionamos faixas da segunda versão do seu primeiro disco, o álbum “Midnight Sun”, lançado em 1971…

Vocês ouviram o Midnight Sun com “Talkin’”, “Where you’re going to be” e “Living on the Hill”…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

PATTO

BG – RED GLOW

1. HOLD ME BACK – 4:45

2. TIME TO DIE – 2:57

3. SAN ANTONE – 3:11

4. MONEY BAG – 10:07

5. SITTING BACK EASY – 3:35

BG – THE MAN

TOTAL – 24:35

MIDNIGHT SUN

BG – SIPPIN’ WINE

6. TALKIN’- 4:59

7. WHERE YOU’RE GOING TO BE – 5:27

8. LIVING ON THE HILL – 14:44

BG – B.M.

TOTAL – 25:10

GRAND TOTAL – 49:45

Ouça o Art Rock com as bandas Patto e Midnightsun, que foi ao ar no dia 29/06/2008, clicando aqui.

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Som Nosso de Cada Dia, Nocet & Mr. Green

Posted in Produto Nacional, Programas with tags , , on 23/06/2008 by Artrock

Nesta semana o Art Rock foi especial, com bandas nacionais. Confira!

” Boa noite, hoje teremos um programa dedicado ao rock nacional, começando com uma das maiores lendas do progressivo tupiniquim… o grande Som Nosso de Cada Dia…

Formado em 1970 com o nome de Cabala, o Som Nosso contava inicialmente com Pedrinho na batera e vocal, com Manito (ex-integrante dos Incríveis) nos teclados e outros instrumentos e com Pedrão no baixo e vocal… e eles já chamaram a atenção durante o famoso “Kohoutek Festival” em 1973… gravando pouco tempo depois o álbum “Snegs”, que seria lançado em 74 e se tornaria um dos maiores clássicos do prog. rock nacional.

Foi também naquele ano que eles fizeram história abrindo os shows da antológica tour brasileira de Alice Cooper… mas isso não impediria a saída de Manito no ano seguinte para integrar os Mutantes, sendo substituído por Tuca nos teclados e pelo ex-Moto Perpétuo Egídio Conde na guitarra… o álbum seguinte, “Sábado/Domingo” de 76, que tinha um lado funk por exigência da gravadora, seria o último trabalho do grupo, que se separaria no ano seguinte.

Mas eles voltariam a se reunir durante a renascença progressiva dos anos 90, relançando em 93 o álbum “Snegs” pela Progressive Rock Worldwide… e, mais recentemente, foram uma das atrações mais esperadas na “Virada Cultural” deste ano… apresentando-se no Municipal de São Paulo… com Pedrão Baldanza e Manito da formação original e mais Marcelo Schevano na guitarra e flauta, Edson Guilardi do Terreno Baldio na bateria e Fernando Cardoso do Violeta de Outono como segundo tecladista… mas isso fica para outro programa… para hoje, selecionamos faixas do álbum “Live 94”…

Vocês ouviram “Som Nosso de Cada Dia”, “Bicho do Mato”, “Nada pra Lembrar” e “Sinal da Paranóia”, com o Som Nosso de Cada Dia…

A gente volta já…

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E agora vamos trazer dois grupos nacionais dos anos 90… ambos trilhando os caminhos do hard’n’heavy prog…

O primeiro é o grupo gaúcho Nocet, que foi fundado em 89 e apareceu pela primeira vez junto das bandas Doce Veneno, Feeling e Fuga na coletânea “Elo”, lançada por um selo independente em 93… depois disso sairia em 95 o seu primeiro álbum, intitulado “N”, que foi lançado pela gravadora Progressive Rock e chegou a chamar bastante atenção na época, com reviews sendo publicados em revistas tanto brasileiras como do exterior…

Nós selecionamos duas faixas desse primeiro álbum do Nocet, que continua em plena atividade, agora como um power trio, com o baterista Fabricio Soriano, o baixista Marcus Molina e o guitarrista Ben Borges… formação que já está presente no CD “Bullets”, comercializado pela website do grupo …

E, na seqüência, vocês ouvem o rock instrumental do grupo santista Mr. Green, centrado em torno dos guitarristas Fernando Basseto e Edison Gutierrez Jr, que também foi formado nos anos 80 e lançaria em 1990 o seu primeiro álbum, seguido em 96 por “Faces”… que nós selecionamos para o programa de hoje e contava com o baixista Luiz Champignon (que mais tarde seria da banda de Charlie Brown Jr.) e com a participação do guitarrista Eduardo Ardanuy (que depois seria do Dr. Sin)…

Vocês ouviram o Nocet com “In” e “Nau”… depois foi o Mr. Green com “Bambueiro”, “Peixes #21” e “Paraguaçu”…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

SOM NOSSO DE CADA DIA

1.    SOM NOSSO DE CADA DIA – 6:01

2.    BICHO DO MATO – 4:20

3.    NADA PRA LEMBRAR – 8:22

4.    SINAL DA PARANÓIA – 6:50

TOTAL – 22:44

NOCET

5.    IN – 4:46

6.    NAU – 7:26

MR. GREEN

7.    BAMBUEIRO – 5:20

8.    PEIXES #21 – 3:42

9.    PARAGUAÇU – 3:26

TOTAL – 24:30

GRAND TOTAL – 50:03

Ouça o Art Rock do dia 22/06/2008 com as bandas brasileiras, Som Nosso de Cada Dia, Nocet & Mr. Green, clicando aqui.

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Excalibur & Dragon

Posted in Programas with tags , on 16/06/2008 by Artrock

Olá! No Art Rock desta semana, 15/06/2008, as banda escolhidas para o programa são Excalibur e Dragon, veja a seguir:

“Boa noite, hoje vamos começar com mais um grupo obscuro do prog. setentista… um exemplo do lado mais pesado do krautrock… o Excalibur.

Apesar do nome, tirado da mítica espada do Rei Arthur, esse era um grupo legitimamente alemão… embora cantasse em inglês e tivesse uma sonoridade fortemente influenciada pela primeira geração do heavy rock britânico, com ênfase para os teclados e guitarras e um vocal que não ficaria nada deslocado no Atomic Rooster da fase de Chris Farlowe…

Surgido no começo dos anos 70, o Excalibur era um power trio formado pelo guitarrista e vocalista Werner Odenkirchen, pelo tecladista Hartmut Shölgens e tendo Charlie Terstappen na bateria… e o som misturava em sua estrutura melódica elementos pesados e progressivos… algo que já podia ser sentido no primeiro single do grupo, “Get me if you want”, lançado em 1971.

Pouco tempo depois saía o primeiro álbum, produzido por Dicky Tarrach, o baterista do lendário grupo de pop rock alemão The Rattles… mas, apesar dessa ajuda de peso, o Excalibur não iria muito além disso… como muitos outros, ele mergulharia na obscuridade, para só ser resgatado do esquecimento recentemente, com uma versão remasterizada em CD do seu “First Álbum”… que nós selecionamos para essa primeira parte do programa…

Vocês ouviram o Excalibur com “Light in the Dark”, “Sure you Win”, “Questions”, “Don’t look backwards” e “Feelin’s”…

A gente volta já…

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E agora vamos trazer o Dragon, talvez o mais importante grupo de rock da Nova Zelândia, com mais de 30 anos de carreira e duas dúzias de álbuns… e que flertou com o progressivo em seus primeiros trabalhos.

Formado em 1972, o Dragon era originalmente centrado em torno dos irmãos Todd e Marc Hunter, respectivamente no baixo e vocais… e eles lançariam em 1974 o seu primeiro álbum, “Universal Radio”, que lhes garantiu uma posição de destaque no cenário do rock neozelandês, com tours nacionais e aberturas para shows de grandes nomes visitando a região de Auckland…

Em 75 outro trabalho com climas progressivos… o álbum “Scented Gardens for the Blind”… e a repercussão foi ainda maior que a do primeiro, estimulando os garotos a se mudar para a Austrália… mas, a essa altura, o desejo de se estabelecerem havia comprometido a proposta do grupo e seus próximos discos seriam orientados cada vez mais para o mercado da música pop.

O Dragon foi muito bem sucedido com o seu novo som, mantendo-se em atividade constante até 1998, quando Marc Hunter deixou a nossa realidade… Todd, que havia saído do grupo, reformaria o Dragon em 2006 para o álbum acústico “Sunshine to Rain”, onde incluiu material gravado pelo irmão… mas para o programa de hoje nós selecionamos faixas da fase progressiva desses figurões do pop rock da Nova Zelândia.

Vocês ouviram o Dragon com “Vermillion Cellars”, “La Gash Lagoon”, “Darkness” e “Scented Gardens for the Blind”…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

EXCALIBUR

BG – ZAMUNO (FAIXA 3)

1. LIGHT IN THE DARK – 6:11

2. SURE YOU WIN – 4:30

3. QUESTIONS – 4:10

4. DON’T LOOK BACKWARDS – 5:07

5. FEELIN’S – 6:38

BG – HOLLYWOOD DREAMS (FAIXA 6)

TOTAL – 26:36

DRAGON

BG – SUNBURST

6. VERMILLION CELLARS – 3:26

7. LA GASH LAGOON – 8:22

8. DARKNESS – 4:46

9. SCENTED GARDENS FOR THE BLIND – 7:36

BG – GREY LYNN CANDY

TOTAL – 24:10

GRAND TOTAL – 50:46

Ouça o Art Rock com as bandas Excalibur e Dragon, que foi ao ar no dia 15/06/2008, clicando aqui.

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Carpe Diem & Shylock

Posted in Programas with tags , on 09/06/2008 by Artrock

Olá! o Art Rock dessa semana – 08/06/2008 – trouxe para os ouvintes, as bandas Carpe Diem e Shylock:

“Boa noite, no programa de hoje vamos trazer dois exemplos do progressivo francês, começando com o Carpe Diem… que já teve o seu som descrito como space fusion.

Nascido em Nice em 1969, o grupo se chamava originalmente Deis Corpus e tocava covers de Moody Blues e Procol Harum… mas acabou mudando o nome para Carpe Diem, inspirando-se na célebre frase das Odes do poeta romano Horácio… que nos lembra de aproveitar cada dia que passa, pois ninguém sabe o que os deuses nos reservam para o amanhã…

E o som também sofreu uma grande mudança, misturando influências do grande Camel e da fase tardia da Canterbury Sound, plena de pitadas jazzísticas… tudo costurado em uma rica tapeçaria sinfônica dominada pelo sax e flauta de Claude Marius David, pelos teclados de Christian Truchi e pela guitarra de Gilbert Abbenanti… o resultado foi uma curta, mas com dois álbuns brilhantes… “En Regardant Passer Le Temps” de 1975 e “Cueille le Jour” de 76…

Infelizmente, o desinteresse das gravadoras pela música progressiva levaria o grupo a se separar pouco tempo depois de seu segundo trabalho… e, apesar do relançamento de seus álbuns em CD nos anos 90, o Carpe Diem não esteve entre os grupos veteranos que voltariam à atividade, pois Claude Marius David, que era uma de suas figuras centrais, deixou a nossa realidade em 1993… e nem o sucesso dos relançamentos pelo selo Musea convenceu seus velhos amigos a se reunir novamente…

Vocês ouviram o Carpe Diem as faixas “Jeux du Siècle” e “Publiphobie”, extraídas do seu álbum de estréia “En Regardant Passer Le Temps” de 75.

A gente volta já…

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E agora vamos trazer outro grupo do sul da França, um power trio com fortes influências do King Crimson, o Shylock…

Formado em 74, o Shylock teve uma curta existência, sempre dominado pelo choque entre seus integrantes… o guitarrista Frédéric L’Epée, o baterista Andre Fisichella e o tecladista Didier Lustig… e nem mesmo outros integrantes eventuais, como baixista Christian Gouttenoire e o vocalista Gilles Blanchard conseguiram amenizar os problemas que acabaram levando ao fim prematuro do grupo, depois de apenas dois álbuns, resgatados em CD pela Musea.

Apesar de sua sonoridade cheia de passagens crimsonianas, o Shylock desenvolveu um estilo próprio e lançou dois excelentes álbuns, “Guialorgues” de 76 e “Île de Fièvre” de 78… mas as tensões entre os músicos e as exigências da gravadora por músicas mais comerciais acabaram por desencantar seus integrantes, que se separariam em 1979, seguindo trajetórias bem diferentes…

Só o guitarrista Frédéric L’Epée voltaria ao progressivo no final dos anos 80, fundando o power-trio Philharmonie, com quem lançaria vários trabalhos até 1999, partindo depois para outro projeto, o Yang… mas isso tudo vai ter que ficar para outro programa, para hoje nós selecionamos material extraído dos dois únicos álbuns do Shylock… mais um exemplo de um grande grupo que não conseguiu ir muito longe…

Vocês ouviram “Le Sang des Capucines”, “Himogène”, “Laocksetal”, “Pendule” e “Prelude à L’Eclipse”… com o Shylock…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

CARPE DIEM

1. JEUX DU SIÈCLE – 12:50

2. PUBLIPHOBIE – 9:54

TOTAL – 22:44

SHYLOCK

3. LE SANG DES CAPUCINES – 5:37

4. HIMOGÈNE – 5:15

5. LAOCKSETAL – 10:27

6. PENDULE – 3:02

7. PRELUDE À L’ECLIPSE 2:11

TOTAL – 26:42

GRAND TOTAL – 49:56

Clique aqui para ouvir o Art Rock que foi ao ar no dia 08/06/2008, apresentando as bandas Carpe Diem & Shylock.

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Van der Graff Generator & 5-UUs

Posted in Programas with tags , on 04/06/2008 by Artrock

O programa do dia 01/06/2008 apresentou as bandas Van der Graff Generator e 5-UUs. Confira:

“Boa noite, hoje teremos o prazer de trazer um dos decanos progressivos que voltou à atividade nesse novo milênio e acabou de lançar um novo álbum… o incomparável Van der Graaf Generator.

Depois de um retorno surpreendente em 2005 com um estupendo álbum duplo de estúdio… o genial “Present”… o velho gerador lançou um trabalho ao vivo e agora um novo álbum de estúdio… “Trisector”… que é puro Vandergraaf… e brinca já no título com a atual formação do grupo, que ficou reduzido a um power-trio com a saída do saxofonista David Jackson…

Mas ficaram os outros membros da formação clássica do grupo… o baixista Hugh Banton, o baterista Guy Evans… e, é claro, o inimitável vocalista, guitarrista e tecladista Peter Hammill… e o resultado é outro belo trabalho, mais melódico do que o disco de retorno do grupo, mas com as letras repletas da mesma lúcida loucura e dos climas soturnos e amargurados… marcas registradas desse grupo da 1ª. geração do prog. rock… que está aí resistindo em meio à árida paisagem desses insípidos anos 2000.

Há até uma pequena homenagem a outro grande sobrevivente daquela geração perdida… a faixa “Drop Dead”, onde Peter Hammill mostra que também sabe ser Jon Lord… mas sem a mesma a temática das músicas do Deep Purple… e tem havido boatos de uma possível vinda do Van der Graaf Generator ao Brasil na sua tour sul americana que começa no próximo mês de agosto… enquanto esperamos para ver, vamos ouvir um pouco de “Trisector”, o novo trabalho dessa lenda progressiva…

Vocês ouviram o Van der Graaf Generator com “Interferance Patterns”, “All That Before”, “Over the Hill” e “(We Are) Not Here”, todas faixas do seu novo album, “Trisector”…

A gente volta já…

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E agora vamos trazer um dos grandes nomes do progressivo underground americano… o grupo californiano 5-UUs…

Veterano do movimento Rock in Oposition, o 5-UUs foi fundado em 1984 pelo baterista David Kerman, que se inspirava no modelo do grande grupo inglês Henry Cow do genial Fred Frith… sempre trabalhando com uma sonoridade complexa, sem seguir o padrão de composição tradicional do rock, mas procurando em vez disso conceitos como a atonalidade e a cacofonia… tudo isso resultando em um som único no prog. americano.

Assim como o Henry Cow, o 5-UUs nunca foi muito ligado à estética burguesa, preferindo um olhar em certos aspectos mais proletário… o seu nome, por exemplo, foi tirado de uma pichação que David Kerman viu em um prédio abandonado nas regiões mais pobres de Los Angeles, a sua cidade natal… bem longe das colinas enriquecidas de Beverly Hills e Hollywood.

O grupo se uniu em 88 com o Motor Totemists Guild, criando a partir daí o projeto U-Totem… que lançou dois álbuns brilhantes pela Cuneiform Records… mas depois disso David Kerman reformou o 5-UUs… e o resultado foi o álbum “Crisis in Clay”, lançado em 96, que nós selecionamos para o programa de hoje, juntamente com material dos primeiros trabalhos do grupo, reunidos na coletânea “Point of Views”, de 97…

Vocês ouviram o 5-UUs, com “Scale of Life”, “Compromisation”, “Goliath in the Sights”, “Comeuppance”, “Hunter Gatherer”, “Weaponry” e “Absolutely Absolutely”…

Art Rock fica por aqui… obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

VAN DER GRAAF GENERATOR

BG – LIFETIME

1. INTERFERANCE PATTERNS – 3:53

2. ALL THAT BEFORE – 6:29

3. OVER THE HILL – 12:30

4. (WE ARE) NOT HERE – 4:05

BG – DROP DEAD

TOTAL – 26:57

5-UUs

BG – THE ENCOUNTER

5. SCALE OF LIFE – 3:21

6. COMPROMISATION – 3:04

7. GOLIATH IN THE SIGHTS – 4:18

8. COMEUPPANCE – 3:48

9. HUNTER GATHERER – 3:30

10. WEAPONRY – 1:11

11. ABSOLUTELY ABSOLUTELY – 3:47

BG – CIRRUS

TOTAL – 22:59

grand total – 49:56

Para ouvir o programa do Van der Graff Generator & 5-UUs, que foi ao ar no dia 01/06/2008, clique aqui.

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Terreno Baldio & The Nice

Posted in Produto Nacional, Programas with tags , on 04/06/2008 by Artrock

Para começar, estrearemos o blog com o Art Rock do Terreno Baldio & The Nice, edição 255, qe foi ao ar no dia 25/05/2008:

“Boa noite, depois de uma longa ausência, hoje vamos contar mais uma vez no nosso programa com a presença das nossas amigas… as gêmeas progressivas… Ana Paula e Ana Bárbara Vicentin…

Na nossa participação de hoje falaremos um pouco sobre um dos mais importantes grupos do progressivo nacional, o Terreno Baldio, que se apresentou no último dia 26 de abril na Virada Cultural em São Paulo, junto com outros grupos progressivos, como Casa das Máquinas, Mutantes, O Terço e o Som Nosso de Cada Dia.

Surgido no ano de 74, o lendário grupo paulista era formado por João Kurk nos vocais, flauta e percussão, Roberto Lazzarini nos teclados, que dividiu estúdios e palcos com nomes como Made in Brazil e Ronnie Von, além de Joaquim Corrêa na bateria, João Ascenção no baixo e completando a formação, Mozart Mello como segundo vocal e guitarrista. O grupo fazia uma música conceitual, enfatizando a liberdade e a natureza.

Em 75 o Terreno Baldio lançou pela gravadora Pirata o primeiro LP, batizado com o nome da banda. Mas as gravações originais desse álbum foram perdidas, impedindo novas prensagens, além da primeira de apenas 3.000 cópias. Nesse trabalho, um dos grandes impactos está na qualidade vocal de João Kurk, que com sua entonação característica de agudos excepcionais, associada a uma estrutura musical muitas vezes densa, fez o álbum obter grande sucesso ao vivo, quando apresentado no famoso festival Banana Progressiva. Receberam inclusive, em pesquisas realizadas pela Folha de São Paulo, o mérito de crítica como os melhores do ano de 76.

Ainda em 76, o Terreno Baldio lançou o LP “Além das Lendas Brasileiras”, com o tema das faixas sobre o folclore brasileiro exigido pela gravadora para fechar o contrato. Na ocasião, João Ascenção saiu do grupo, participando em seguida do retorno dos Secos e Molhados em 78. Então, Rodolfo Ayres Braga do Joelho de Porco o substituiu para as gravações do LP de 76.

Em 78 o grupo encerraria as atividades, mas em 93 Kurk, Mello e Lazzarini se reencontraram, agora junto com Renato Muniz no baixo e Ricardo Brasa na bateria, para refazer o primeiro trabalho, só que com as letras cantadas em inglês e algumas faixas extras. O primeiro disco de 75 também ganhou uma versão em CD no ano de 2003.

Fiquem agora com um pouco da genialidade do Terreno Baldio…

Vocês ouviram as faixas “Água que corre”, “Este é o Lugar” e “Grite” do primeiro trabalho de 75, “Terreno Baldio”. Depois foram “Passaredo”, “Primavera” e “Negrinho do Pastoreio”, do segundo trabalho de 76, “Além das Lendas Brasileiras”.

O Art Rock volta já…

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E agora vamos homenagear o baterista de um grupo lendário que foi um dos responsáveis pela criação da linguagem progressiva… Brian Davidson, do genial The Nice, que viajou para muito longe da nossa pálida realidade nesse último dia 15 de abril…

Brian começou sua carreira em grupos pop como o Mark Leeman Five e The Habits, mas ele só se tornaria conhecido quando entrou para o Nice em 67, completando o time junto com o baixista e vocalista Lee Jackson e, é claro, com o grande tecladista Keith Emerson… com quem manteria uma furiosa rivalidade de palco… ambos disputando a atenção do público com suas performances viscerais…

Depois do fim do Nice, Brian Davidson formou o Every Which Way com o vocalista Grahan Bell, antes de formar outro grande grupo de vida curta, o Refugee… que acabou quando seu genial tecladista, o grande Patrick Moraz, decidiu que se daria melhor entrando para o Yes…

Brian Davidson passaria os anos seguintes no anonimato, dedicando-se ao ensino da percussão e tocando apenas em grupos de blues e jazz… só em 2002 ele voltaria a encontrar seus velhos companheiros na celebrada tour de reunião do Nice, que rendeu o álbum triplo “Vivacitas”… mas nós selecionamos material mais antigo, extraído dos álbuns “The Nice” e “Ars Longa Vita Brevis”… e esse último é uma escolha apropriada, pois o seu nome é o velho ditado latino que nos lembra que a vida não dura tanto quanto a arte…

Vocês ouviram The Nice, abrindo com “Intermezzo From The Karelia Suite”, faixa inspirada na composição de Sibelius… depois foi “Acceptance Brandenburger (3rd Movement)”, inspirada nos Concertos de Brandenburgo de Johan Sebastian Bach… na seqüência foi “Hang on to a Dream”, uma cover do grande Tim Hardim… e, para fechar, “Diary Of An Empty Day”.

Art Rock fica por aqui… agradecemos a presença da Ana Bárbara e da Ana Paula Vicentin… The Prog Twins… que produziram e apresentaram a primeira parte do programa de hoje… aos ouvintes obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem com a Paraná Educativa… 97,1.

Até a semana que vem.”

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Set list:

TERRENO BALDIO

BG – QUANDO AS COISAS GANHAM VIDA – 2:03

TERRENO BALDIO – 1975

1. ÁGUA QUE CORRE – 4:49

2. ESTE É O LUGAR – 7:09

3. GRITE – 5:02

ALÉM DAS LENDAS BRASILEIRAS – 1976

4. PASSAREDO – 2:57

5. PRIMAVERA – 3:29

6. NEGRINHO DO PASTOREIO – 3:50

BG – CURUPIRA – 5:05

TOTAL – 26:36

THE NICE

BG – 4TH MOVEMENT DENIAL

1. INTERMEZZO FROM THE KARELIA SUITE – 8:57

2. ACCEPTANCE BRANDENBURGER (3RD MOVEMENT) – 4:27

3. HANG ON TO A DREAM – 4:46

4. DIARY OF AN EMPTY DAY – 4:41

BG – 2ND MOVEMENT REALIZATION

TOTAL – 23:51

GRAND TOTAL – 49:27

Para quem quiser ouvir o programa do Terreno Baldio & The Nice, que foi ao ar no dia 25/05/2008, ele pode ser baixado clicando aqui.

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Bem-vindos ao blog do Art Rock!

Posted in Programas on 04/06/2008 by Artrock

Agora os ouvintes do Art Rock poderão conferir neste blog as edições do programa que já foram ao ar.
Iremos disponibilizar todos os programas a partir deste mês e também tentar resgatar programas passados.
Sejam bem vindos, ouvites do Art Rock!