Arquivo para setembro, 2009

Goya & Happy the Man

Posted in Produto Nacional, Programas with tags , on 27/09/2009 by Artrock

“Boa noite, hoje temos mais uma vez a companhia da nossa amiga Ana Paula Vicentin… que vem apresentar uma banda que a gente fica muito feliz em poder divulgar…

Nessa primeira parte do programa de hoje, ouviremos o som de uma banda de terras bem próximas… o grupo paranaense Goya, que surgiu em São José dos Pinhais em 2002… e a sua história começa com a  separação da banda de rock clássico e psicodélico Labirinto… três dos seus integrantes formaram o Trio Manda Chuva, enquanto Rodrigo Nickel, ex-flautista e saxofonista do grupo, formava a banda progressiva Glóbulos Verdes… mas, ele continuou a acompanhar os ensaios do Trio Manda Chuva… e, no fim, acabaram se reunindo e mudando o nome para Goya.

goya-psychodalia

O primeiro show foi no Festival Psicodália em Antonina, que reúne grupos atuais, principalmente da região sul, e também alguma atração mais veterana… depois o Goya tocou nos festivais Rock de Inverno e Garage Rock em Curitiba… e, em 2008, o grupo também abriu o show comemorativo dos trinta anos da Patrulha do Espaço… sempre mantendo sua proposta… um rock instrumental, cheio de improvisações, que foi do hard ao fusion, conforme iam mudando as formações… influenciado por King Crimson, Caravan, Collosseum e pelas fases jazzísticas do Soft Machine e do space rock do Gong, além de um pouco de Krautrock e também do prog. italiano…

Hoje o Goya é uma das bandas oficiais do Festival Psicodália e sua formação atual tem Rodrigo Nickel no sax alto e flauta, Márcio Inglat e New nos teclados, Alexandre Pagliosa na guitarra, Kniggia no baixo e Giovani Farina Nilsen, o Giva, na bateria, que voltou recentemente para o grupo… e eles já lançaram dois CDS… primeiro foi o álbum “Goya”, seguido agora por “Ao vivo no Festival Psicodália 2008” onde tocaram ao lado do Casa das Máquinas, da banda Catarinense Casa de Orates e das Curitibanas Sopro Difuso e Gato Preto… e hoje, aqui no programa, ouviremos faixas desse segundo CD.

Ouvimos com o Goya, a faixas “Lá vamos nós outra vez”, “Altos e baixos”, “Agora ou nunca”, “Zamba”, “Gamal” e o “Cubo”, todas do segundo CD do Goya, “Ao vivo no Festival Psicodália 2008.

O Art Rock volta já!

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E agora vamos trazer um grupo americano dos anos 70, que foi um dos beneficiados pela renascença progressiva da década passada… o Happy the Man.

Fundado pelo guitarrista Stan Whitaker e pelo baixista Rick Kennell, o grupo se consolidou com a entrada dos tecladistas Kit Watkins e Frank Wyatt… e eles lançariam em 77 o álbum “Happy the Man”, onde mostravam uma complexa tapeçaria sonora, que se desenvolveria ainda mais no seu segundo trabalho, “Crafty Hands” de 78… mas que, infelizmente, não os levaria muito longe, pois, naquele momento, a indústria musical estava envolvida com o fenômeno da disco music.

themuseawakens

Em em meio às gravações de seu terceiro disco, a Arista Records informou os músicos que não tinha mais interesse em música progressiva… e, sem poder conseguir outro contrato, o grupo acabou se separando em 79… mas eles voltariam a se reunir em 99 e chegaram a ser a atração principal do Nearfest de 2000, enquanto a Cuneiform Records lançava o seu lendário terceiro disco, engavetado há décadas, e eles começavam a trabalhar em um novo álbum, o primeiro em 25 anos.

Depois disso Frank Wyatt and Stanley Whitaker iniciaram um projeto paralelo que acabaria se transformando em um novo grupo, o Oblivion Sun… que continua em atividade… mas nós selecionamos faixas do álbum de retorno do Happy the Man… o excelente “The Muse Awakens”, de 2004… que contou com o veterano tecladista David Rosenthal (ex-Rainbow, Billy Joel & Steve Vai), no lugar de Kit Watkins…

Vocês ouviram o Happy the Man com “Contemporary Insanity”, “The Muse Awakens”, “Stepping through time”, “Luch at the Psychedelicatessen” e “Il Quinto Mare”…

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1… a primeira parte do programa de hoje teve a apresentação da nossa querida amiga Ana Paula Vicentin, e a gente agradece a sua presença.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa outra querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… até a semana que vem.

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GOYA

BG – CABRA-MA-CABRA

1. LÁ VAMOS NÓS OUTRA VEZ/ALTOS E BAIXOS – 7:45

2. AGORA OU NUNCA – 2:35

3. ZAMBA/GAMAL – 7:37

4. O CUBO – 4:23

BG – CABRA-MA-CABRA

TOTAL: 22:20

HAPPY THE MAN

BG – BARKING SPIDERS – 4:16

1. CONTEMPORARY INSANITY – 3:28

2. THE MUSE AWAKENS – 5:36

3. STEPPING THROUGH TIME – 6:33

4. LUNCH AT THE PSYCHEDELICATESSEN – 5:00

5. IL QUINTO MARE – 7:22

BG – SLIPSTREAM

TOTAL – 27:59

Total geral: 50:19

Ouça o Art Rock com Goya & Happy the Man, que foi ao ar no dia 20/09/2009, clicando aqui.

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Marillion & Eloy

Posted in Programas with tags , on 22/09/2009 by Artrock

“Boa noite, vamos começar o programa de hoje com o decano do neo-prog. e um dos mais bem sucedidos grupos progressivos da sua geração… o Marillion.

script

Nascido em 78, o grupo se chamava originalmente Silmarillion, uma citação do célebre livro do J.R.R. Tolkien… mas eles acabaram simplificando o nome para evitar problemas de direitos autorais… e foi simplesmente como Marillion que eles se tornariam um sucesso mundial ainda na época em que seu vocalista era o grandalhão Fish, com suas vocalizações inspiradas no genial Peter Gabriel.

fugazi

Mas a saída de Fish em 88 não encerrou a carreira do grupo, que recrutou Steve Hogarth e permanece em plena atividade até hoje… tendo um novo álbum acústico, “Less is more”, anunciado para esse ano, juntamente com uma tour, ao mesmo tempo em que deve sair o novo álbum do supergrupo Transatlantic… o projeto paralelo que o baixista Pete Trewavas mantém com Mike Portnoy do Dream Theatre, Roine Stolt do Flower Kings e Neal Morse do Spock’s Beard.

misplaced

Mas essas novidades vão ficar para outro programa, para hoje nós selecionamos material dos álbuns, “Script for a jester’s tear”, “Fugazzi” e “Misplaced Childhood”… todos da fase clássica do grupo, quando a voz e a presença de palco de Fish pareciam resgatar a estética genesiana em plena década de 80.

Vocês ouviram o Marillion com “The Web”, “Incubus” e “Bitter Suite”… todas da primeira fase do grupo, com o vocal de Fish.

A gente volta já…

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E agora vamos ouvir um pouco de uma das lendas do rock alemão… o grande Eloy, de Frank Bornemann.

Com o nome inspirado no livro A Máquina do Tempo de H. G. Wells, o Eloy surgiu no final dos anos 60 e sempre foi centrado em torno da figura de Frank Bornemann… o vocalista e guitarrista que foi o único membro constante do grupo… e eles sempre conservaram uma sonoridade dominada pelos climas de teclado e guitarras, com temáticas influenciadas por ficção científica e alugações mitológicas… uma amálgama típica das melhores bandas do chamado krautrock.

dawn

O Eloy foi perdendo sua identidade na busca de satisfazer os ditames do mercado musical, chegando a ter momentos mais comerciais antes de se separar no início da década de 80… mas eles voltariam à atividade na década passada, lançando em 94 o álbum “The Tides Return Forever”, seguido em 98 por “Ocean 2: The Answer”… uma continuação para um de seus álbuns mais celebrados, “The Ocean”, de 77.

O grupo andou meio silencioso nos últimos tempos, mas Frank Bornemann saiu do isolamento esse ano, para anunciar “Visionary”, um novo álbum de estúdio lançado para comemorar os 40 anos do Eloy… seguido de uma caixa intitulada “The Legacy Box”, reunindo material dessa longa carreira… e enquanto a gente espera, vamos conferir um pouco da sua melhor fase… com faixas do seu álbum conceitual “Dawn”, de 76.

Vocês ouviram “Lost? (the decision)”, “The Midgnight-flight / The Victory of Mental Force”, “Gliding into Light and Knowledge” e “Le Reveil du Soleil / The Dawn”.

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1.
Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… até a semana que vem.

Até a semana que vem.”

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MARILLION

BG – KAYLEIGH

1.    THE WEB – 8:52

2.    INCUBUS – 8:13

3.    BITTER SUITE – 7:57

BG – PUNCH & JUDY

TOTAL: 25:02

ELOY

BG – BETWEEN THE TIMES

4.    LOST? (THE DECISION) – 5:02

5.    THE MIDGNIGHT-FLIGHT / THE VICTORY OF MENTAL FORCE – 8:10

6.    GLIDING INTO LIGHT AND KNOWLEDGE – 4:13

7.    LE REVEIL DU SOLEIL / THE DAWN – 6:49

BG – THE SUN SONG

TOTAL – 24:14

Total geral: 49:16

Ouça o Art Rock com Marillion & Eloy, que foi ao ar no dia 13/09/2009, clicando aqui.

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Dixie Dregs & Steve Morse

Posted in Programas with tags , on 18/09/2009 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje teremos um dos grandes nomes do jazz rock americano… os Dixie Dregs… do grande Steve Morse, que atualmente é o guitar man do Deep Purple…

Steve Morse e o baixista Andy West começaram no grupo Dixie Grit, quando ainda eram estudantes… e foi quando entraram na universidade que conheceram o violinista Allen Sloan e o baterista Rod Morgenstein e o tecladista Steve Davidowski… e chegaram a gravar o álbum “The Great Spectacular” nessa época, mas como um projeto da faculdade de música… foi só depois da formatura que eles resolveram seguir a carreira musical para valer.

california screamin

Os primeiros álbuns oficiais dos Dixie Dregs… “Free Fall” de 77 e “What If” de 78… foram muito bem recebidos e o grupo causou sensação no Festival de Montreaux de 78, que resultou no álbum ao vivo “Night of the Living Dregs” de 79… e o que mais surpreendia é que eles não investiam em sonoridades fáceis, muito mais ao gosto da mídia musical do final dos anos 70… em vez disso o seu som era um jazz rock cheio de virtuosismos, que ficou ainda mais rico com a entrada do rabequista Mark O’Connor para o álbum “Unsung Heroes” de 81.

A essa altura eles já haviam encurtado o nome para The Dregs… e infelizmente não foram muito longe depois disso… Steve Morse montou seu próprio grupo e depois foi para o Kansas e para o Deep Purple… mas isso não o impediu de voltar a se reunir com  os amigos nos anos 90, lançando 4 ótimos álbuns e excursionando nos intervalos das apresentações do Purple… e de seus outros projetos

Vocês ouviram os Dixie Dregs, com “Wages of Weirdness”, “Night Meets Light”, “Jessica”, que foi uma cover dos Allman Brothers… e “Sleeveless in Seatle”… todas extraídas do álbum ao vivo “California Screamin’”, lançado no ano 2000.

A gente volta já…

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E agora vamos ouvir um pouco do trabalho solo de Steve Morse… um dos mais respeitados guitarristas americanos, principalmente por outros guitarristas…

Depois do álbum “Industrial Standard” dos Dixie Dregs, de 82, Steve Morse começou seu reinado como guitarrista do ano, eleito pelos leitores da Guitar Player… uma posição que ele ocuparia por cinco anos consecutivos, tornando-se a partir de então inelegível e passando a fazer parte da Galeria de Grandes Guitarristas da revista… uma posição que só foi alcançada até hoje por ele e por Steve Howe, do Yes.

southernsteel

Com a separação dos Dixie Dregs, Morse dedicou-se à sua carreira solo, participou do grupo Kansas… e, a partir de 93, passou a ocupar o lugar de Ritchie Blackmore no Deep Purple, onde continua até hoje, tendo se tornado o mais duradouro guitarrista do grupo… mas isso não o impediu de manter muitos outros projetos, como o Living Loud, que criou em 2003 com Jimmy Barnes, Bob Daisley, Lee Kerslake e Don Airey…

Ele também voltou a se reunir com os Dixie Dregs e até com o Kansas, com quem se apresentou no começo desse ano… mas, para o programa de hoje, nós selecionamos faixas do seu álbum “Southern Steel”, de 91… que, além do baixista Dave Larue e do baterista Van Romaine, ainda teve como convidado o virtuoso guitarrista Jeff Watson, do Night Ranger e do Mother’s Army…

Vocês ouviram a Steve Morse Band com “Cut to the chase”, “Simple Simon”, “Battle Lines”, “Southern Steel”, “Wolf song”, “Arena rock” e “Point/counterpoint”.

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… até a semana que vem.”

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DIXIE DREGS

BG – FREE FALL – 4:10

1.    WAGES OF WEIRDNESS – 4:10

2.    NIGHT MEETS LIGHT – 9:01

3.    JESSICA – 7:19

4.    SEEVELESS IN SEATTLE – 4:15

BG – PEACHES IN REGALIA

TOTAL: 24:40

STEVE MORSE

BG – WEEKEND OVERDRIVE

5.    CUT TO THE CHASE – 3:53

6.    SIMPLE SIMON – 3:50

7.    BATTLE LINES – 4:07

8.    SOUTHERN STEEL – 3:56

9.    WOLF SONG – 3:23

10.    ARENA ROCK – 4:02

11.    POINT / COUNTERPOINT – 2:12

BG – VISTA GRANDE

TOTAL – 25:23

Total geral: 50:03

Ouça o Art Rock com Dixie Dregs & Steve Morse, que foi ao ar no dia 06/09/2009, clicando aqui.

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Les Paul & Neil Young

Posted in Programas with tags , on 09/09/2009 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje, vamos homenagear uma estrela que se apagou do firmamento musical do século XX, o grande Les Paul… um dos pais da guitarra elétrica… que deixou a nossa desolada realidade no último dia 13 de agosto…

Lester William Polsfuss nasceu em Winsconsin, em 1915… e já era uma figura notória no mundo do jazz quando ajudou a mudar o mundo da música para sempre, com a lendária guitarra elétrica de corpo sólido que apresentou para a Gibson Corporation em 39… e que eventualmente se tornaria a Gibson Les Paul… batizada em sua homenagem… uma das formas icônicas do rock’n’roll, junto com a sua eterna rival… a Stratocaster de Leo Fender…

americanmade-lespaul&friends

Depois do acidente em que perdeu o movimento do braço direito, Les Paul formaria uma dupla com a sua segunda mulher, Mary Ford, e juntos eles fariam muito sucesso nos anos 50, com uma sonoridade que misturava a riqueza melódica com sutis toques jazzísticos… mas seria nos anos 60 que o seu nome se tornaria permanentemente associado ao rock, com um verdadeiro quem é quem dos grandes nomes da guitarra pagando tributo ao velho mestre e adotando a sua guitarra.

Depois do divórcio em 64, Les Paul quis se aposentar… voltando só 76 para uma dupla de álbuns com Chet Atkins… e desde os anos 80 ele se apresentava nos clubes Fat Tuesday e Iridium em Nova York, onde era reverenciado por seus muitos admiradores… para lembrá-lo, nós selecionamos material do álbum que ele lançaria em 2005, aos 90 anos, com alguns de seus seguidores: Jeff Beck, Eric Clapton, Rick Derringer, Peter Frampton, Steve Miller, Joe Perry e até Keith Richards, entre outros…

Vocês ouviram Les Paul & Friends com “Rock & Roll Hoochie Koo”, “So into you”, “Good morning little school girl”, “I love you more than you’ll ever know” e “69 Freedom Special”… extraídas do álbum “American made, world played”, de 2005.

A gente volta já…

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E enquanto um mestre deixa o espaço normal e atravessa a barreira do hiper-espaço… outro continua firme e inabalável, com mais um álbum imperdível em uma carreira que já passou da quarta década e permanece como um dos sinônimos do rock.

Nos seus últimos trabalhos Neil Young tinha investido pesado na crítica aos desmandos do governo Bush, principalmente a loucura da Guerra do Iraque… mas agora, na Era Obama, ele voltou seu olhar para a própria cultura americana, com um trabalho que toma como símbolo a paixão pelo automóvel… e o resultado é “Fork on the Road”… anunciando uma bifurcação na estrada do progresso… e dois caminhos possíveis.

forkintheroad-neilyoung

De um lado a cultura desgovernada do sucesso a qualquer preço, da indústria sem controle em nome do lucro imediato e do terrorismo político em nome da liberdade dos poderosos… do outro é a alternativa de um mundo que não precisa abandonar seus sonhos, aqui representados pelos belos carros que já foram a marca dos Estados Unidos, mas que não precisa fazer guerras ou destruir o  meio ambiente para consegui-los.

Para demonstrar isso, o próprio Neil Young mudou seu velho Lincoln Continental 1959, colocando um motor elétrico e rebatizando-o de Lincvolt… a mistura da glória do passado com a consciência do futuro, em um encontro que pode chocar os conservadores, mas é a cara do velho Neil, que sabe muito bem que não é na opinião dos outros que se encontra o mapa do seu destino… é outro grande trabalho desse canadense que continua uma das vozes mais engajadas do rock.

Vocês ouviram Neil Young com “When worlds collide”, “Just singing a song”, “Johnny magic”, “Off the road”, “Light the candle” e “Fork in the road”.

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1.

Visite o Blog do Art Rock em https://artrock.wordpress.com, que é administrado pela nossa querida amiga Ana Barbara Vicentin… lá você vai poder fazer downloads do conteúdo do programa e deixar o seu recado… até a semana que vem. ”

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LES PAUL

BG – LET ME ROLL IT

1. ROCK & ROLL HOOCHIE KOO – 5:05 (com Kayne Wayne Shepard e Edgar Winter)

2. SO INTO YOU – 4:41 (com Peter Frampton)

3. GOOD MORNING LITTLE SCHOOL GIRL – 4:42 (com Buddy Guy, Keith Richards e Rick Derringer)

4. I LOVE YOU MORE THAN YOU’LL EVER KNOW – 6:02 (com Joe Perry)

5. 69 FREEDOM SPECIAL – 5:44 (com Les Paul & Friends)

BG – I WANNA KNOW YOU

TOTAL: 26:14

NEIL YOUNG

BG –HIT THE ROAD

6. WHEN WORLDS COLLIDE – 4:13

7. JUST SINGING A SONG – 3:31

8. JOHNNY MAGIC – 4:18

9. OFF THE ROAD – 3:22

10. LIGHT A CANDLE – 3:01

11. FORK IN THE ROAD – 5:47

BG – GET BEHIND THE WHEEL

TOTAL – 24:12

Total geral: 50:26

Ouça o Art Rock com Les Paul & Neil Young, que foi ao ar no dia 23/08/2009, clicando aqui.

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Jethro Tull & Strawbs

Posted in Programas with tags , on 01/09/2009 by Artrock

“Boa noite, no programa de hoje vamos começar trazendo um pouco de um grupo que é uma das unanimidades do rock, o grande Jethro Tull.

heavyhorses

Naturalmente, o Jethro dispensa maiores apresentações, pois foi e continua sendo um dos grupos mais respeitados tanto no mundo do prog. quanto do folk rock… e, para o programa de hoje, nós selecionamos material de três álbuns que marcam uma fase de mudanças que se iniciou no final dos anos 70 e que resultou em trabalhos onde se destacavam claramente as várias sonoridades e interesses de Ian Anderson.

stormwatch

Em “Heavy Horses”, disco lançado em 78, o líder do Jethro ainda estava mergulhado na experiência folk… e este trabalho é considerado por muitos o último da fase áurea do grupo… o próximo registro de estúdio, “Stormwatch” de 79, já anunciava uma transição, e seria também o último com o baterista Barrymore Barlow, com o tecladista John Evans, com o maestro e arranjador David Palmer e, é claro, com o baixista John Glascock, que havia deixado nossa realidade naquele ano.

A

E em 1980 um novo Jethro Tull apareceria com o álbum “A”, com Dave Pegg do Fairport Convention assumindo o baixo e Eddie Jobson do Roxy Music,UK & Curved Air ficando no violino e teclados… mas a imagem e o som modernizados do grupo acabaria causando mais estranhamento do que um renovado interesse, e novas mudanças viriam depois… mas, por hoje, vamos ouvir faixas desses três discos que mostram o Jethro explorando as possibilidades da sua música.

Vocês ouviram o Jethro Tull com “Heavy Horses”, “Dark Ages” e “Black Sunday”…

A gente volta já…

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E agora vamos ouvir um dos mais importantes representantes do folk-rock inglês… o grupo The Strawbs… que começou como um trio de bluegrass e se chamava originalmente Strawberry Hill Boys.

Em 68 o trio formado pelos guitarristas Dave Cousins e Tony Hooper e pelo manolinista Arthur Phillips experimentou com a entrada de uma vocalista… ninguém menos do que a grande Sandy Denny, que sairia logo depois para o Fairport Convention… e, em 69, sairia o álbum “Strawbs”, seguido em 1970 por “Dragonfly”, em que eles já contavam com os teclados de um novato que iria longe… um certo Rick Wakeman.

burstingattheseems

Para o álbum seguinte, “Just a Collection of Antiques & Curios”, entraria o baterista Richard Hudson e o baixista John Ford… e, a essa altura, eles já haviam se tornado um grupo importante no cenário folk e progressivo… uma posição que não foi afetada com a saída de Rick Wakeman, depois do álbum “From the Witchwood”, de 71… ele seria substituído por Blue Weaver, do Amen Corner e os Strawbs continuariam em ascensão.

ghosts

Ao final dos anos 80, os Strawbs cairiam no esquecimento, mas ressurgiriam nesse novo milênio… e, atualmente, estão se apresentando com freqüência, lançando novos álbuns de estúdio e trazendo de volta velhos amigos como Rick Wakeman, embora ele seja às vezes substituído por seu filho Oliver… que está participando da atual tour de 40 anos do grupo… mas essas novas viagens ficam para outro Art Rock… para hoje nós selecionamos faixas de “Bursting at the Seams” de 73 e “Ghosts” de 74.

Vocês ouviram os Strawbs com “The River”, “Down by the Sea”, “The Winter and the Summer”, “Starshine & Angel Wine” e “The Live Auction”.

Art Rock fica por aqui, obrigado pela audiência, tenham uma boa noite e continuem na Paraná Educativa, 97,1.

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JETHRO TULL

1. HEAVY HORSES – 8:57

2. DARK AGES – 9:07

3. BLACK SUNDAY – 6:33

TOTAL: 24:37

STRAWBS

4. THE RIVER – 2:28

5. DOWN BY THE SEA – 6:15

6. THE WINTER AND THE SUMMER – 4:08

7. STARSHINE & ANGEL WINE – 5:15

8. THE LIFE AUCTION – 6:52

TOTAL – 24:58

Total geral: 49:35

Ouça o Art Rock com Jethro Tull & Strawbs, que foi ao ar no dia 30/08/2009, clicando aqui.

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